Máquina sindical do PT começa a ruir
Máquina sindical do PT começa a ruir
Por Wilson Silvestre
Na era Lula, os petistas sinalizaram para a sociedade que de fato eram democratas, embora nos bastidores, muita gente tenha sofrido perseguições, principalmente simpatizantes dos tucanos e do DEM. O tempo, senhor da razão, começa a cobrar dos atuais donos do poder aquilo que eles pregavam no passado: democracia plena para as categorias organizdas, leia-se sindicatos. O problema é que este modelo econômico de privigélios para militantes e sindicatos alinhados com o PT está dando sinais de fadiga e a base de sustentação dos petistas começa a ruir. Basta uma breve incursão nos jornais e redes sociais, para perceber a movimentação nas mais variadas categorias reivindicando reposição salarial. ...
O que atormenta os petistas no poder é a possibilidade de perder o controle dos sindicatos, já que a fómula de empreguismo à moda Getúlio Vargas aos dirigentes sindicais não está surtindo efeito. “O peleguismo tão combatido pelo PT num passado recente se alastra como erva daninha corroendo o controle das massas”, lembra um professor aposentado e hoje fora do partido. Para este professor, atualmente na iniciativa privada, os protestos de rua vão ser crescentes a partir de agora. “Os dirigentes petistas sinalizaram que haveria muita fartura com generosos aumentos de salários. Mas esqueceram de combinar com o restante da sociedade que paga uma alta carga tributária, principalmente o setor produtivo. Tirar recursos de onde”? Para ele, a presidenta Dilma Rousseff não terá como atender tantas demandas de aumento. A fonte do Jornal Opção lembra que “a mão forte da CUT comandada pelo PT, há muito deixou de representar efetivamente os interesses dos trabalhadores”.
De fato, tanto os governos federal quanto nos Estados, principalmente no Distrito Federal, onde existe a maior concentração de funcionários públicos do País, as categorias nos mais variados segmentos, sinalizam com greves. Até mesmo os vigilantes que transportam valores anunciaram paralisação na sexta-feira, 6. Mais transtornos para quem necessita sacar dinheiro nos terminais remotos. Soma-se a esta categoria da inciativa privada os do setor público, como os professores, Polícia Militar e Bombeiros que também não obtiveram do GDF o cumprimento de acordo feito há dois meses. Os rodoviários também querem extrair um naco de aumento do Palácio do Buriti. Paralelamente, nas emissoras de TVs e rádios, chamadas do sindicato dos professores conclamam a categoria para mais uma mobilização.
No meio político, mesmo com a Câmara Legislativa em recesso, a pergunta mais frequente é se o todo-poderoso Swedenberger Barbosa, o Berger, terá fôlego para negociar com tantas reinvindicações. “Até hoje o Palácio do Buriti não conseguiu encontrar um negociador hábil com os professores. Vamos ver se o Berger justifica o poder que tem”, comentou uma professora com anos de militância petista.
Fonte: Jornal Opção - 08/07/2012
Comentários
Postar um comentário