Igual cego com a lanterna na mão
Agnelo
Igual cego com a lanterna na mão
13:18:06
Existe uma história muito conhecida, principalmente entre educadores e, mais recentemente, entre os palestrantes de autoajuda. As versões são variadas, mas o conceito é o mesmo: mostrar às pessoas o quanto é inútil ter boas intenções e ideias quando não se tem iniciativa para executá-las. Mas vamos à história: um cego recebeu de um amigo uma lanterna para que pudesse iluminar o caminho na noite escura, mas, meio desconfiado do presente, indagou: “Para que me serve uma lanterna se sou cego”? Respondeu o amigo: “Para, quando estiver na estrada, ninguém esbarrar ou atropelar você.” Satisfeito com a explicação, lá vai o cego com a lanterna caminhando na escuridão. De repente, sofre um grande esbarrão e cai. Irritado, brada com seu agressor involuntário: “Você não viu a luz da lanterna, seu idiota”? A resposta veio de imediato: “Sua lanterna está apagada”. O cego ficou mudo e entendeu que, devido ao fato de não enxergar, não tinha como perceber que as pilhas da lanterna haviam se esgotado. ...
A história serve para ilustrar o quanto o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), está cego para a realidade política que o cerca. Sem um projeto de governo que empolgue os cidadãos que votaram nele, segue com uma lanterna na mão, mas apagada, incapaz de iluminar o “Novo Caminho”, proposto num pacto unilateral assim que tomou posse. Simbolicamente, o amigo de Agnelo é o PT, que acreditou em seu passado. Agnelo, até então, era mais ou menos credenciado para ser “o novo” na política do DF. A lanterna, a baciada de siglas que aderiram imediatamente em busca de benesses do novo mandatário.
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