após incêndio em boate ,118 seguem internados e 75 em estado grave
Após incêndio em boate, 118 seguem internados, 75 em estado grave
Ao menos 231 pessoas morreram em incidente na madrugada do último domingo (27)
Cerca de 55 horas após o incêndio na Boate Kiss que deixou 231 mortos, 118 pacientes continuavam internados em Santa Maria ou na capital do estado, Porto Alegre. Desses, 20 estavam com queimaduras graves e faziam parte de um grupo de 75 pessoas em estado crítico, com risco de morte.
O número de internados com problemas menos graves, no entanto, diminuiu e seis pessoas receberam alta de ontem para hoje (29). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a Secretaria de Saúde do município de Santa Maria dão atenção especial aos pacientes que ainda correm o risco de morrer, mas comemoram que nenhum novo caso de morte tenha sido registrado entre os feridos após o incêndio.
“Nós temos 75 pacientes que estão em estado crítico, precisam de atenção e podem vir a óbito. Mas, em uma tragédia como essa, conseguir 54 horas sem mortes é muito bom, muito importante”, disse o ministro esta manhã.
As autoridades de saúde mantêm a prática de transferir os pacientes de Santa Maria para Porto Alegre, de modo a garantir reserva de vagas para novos casos de pneumonite química que possam surgir. Segundo o ministro, até seis dias após inalar a fumaça tóxica do incêndio as pessoas podem apresentar sintomas como falta de ar, cansaço e tosse que tendem a evoluir de forma rápida para insuficiência respiratória.
Um comitê de gerenciamento de crise foi montado no Hospital Caridade, em Santa Maria, para monitorar os pacientes que correm risco de morte e os novos casos de pneumonite que surgirem. Além disso, o comitê, que é formado por médicos e autoridades de saúde, também está atuando para oferecer atenção às famílias das pessoas que morreram no incêndio.
De acordo com Padilha, já foi feito um mapeamento para localizar as famílias que perderam parentes para que recebam atenção psicológica. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde estudava a maior parte dos jovens que morreram no incêndio, já forneceu os endereços dos estudantes de outros municípios e as prefeituras dessas cidades já foram acionadas para oferecerem suporte às famílias.
“O Caps [Centro de Apoio Psicossocial] de Santa Maria está funcionando 24 horas com pronto-atendimento para familiares e amigos que estejam sentindo algum tipo de distúrbio emocional. Nós também temos o apoio grande de um grupo da PUC [Pontifícia Universidade Católica] do Rio Grande do Sul que atuou na tragédia das Torres Gêmeas e é especializado em cuidar do suporte psicológico de pacientes de traumas como esse”, disse o ministro.
Padilha segue para Porto Alegre hoje para acompanhar a situação dos pacientes internados na capital, mas retorna à tarde para Santa Maria. Ainda não há previsão para que o ministro deixe o Rio Grande do Sul.
O número de internados com problemas menos graves, no entanto, diminuiu e seis pessoas receberam alta de ontem para hoje (29). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a Secretaria de Saúde do município de Santa Maria dão atenção especial aos pacientes que ainda correm o risco de morrer, mas comemoram que nenhum novo caso de morte tenha sido registrado entre os feridos após o incêndio.
“Nós temos 75 pacientes que estão em estado crítico, precisam de atenção e podem vir a óbito. Mas, em uma tragédia como essa, conseguir 54 horas sem mortes é muito bom, muito importante”, disse o ministro esta manhã.
As autoridades de saúde mantêm a prática de transferir os pacientes de Santa Maria para Porto Alegre, de modo a garantir reserva de vagas para novos casos de pneumonite química que possam surgir. Segundo o ministro, até seis dias após inalar a fumaça tóxica do incêndio as pessoas podem apresentar sintomas como falta de ar, cansaço e tosse que tendem a evoluir de forma rápida para insuficiência respiratória.
Um comitê de gerenciamento de crise foi montado no Hospital Caridade, em Santa Maria, para monitorar os pacientes que correm risco de morte e os novos casos de pneumonite que surgirem. Além disso, o comitê, que é formado por médicos e autoridades de saúde, também está atuando para oferecer atenção às famílias das pessoas que morreram no incêndio.
De acordo com Padilha, já foi feito um mapeamento para localizar as famílias que perderam parentes para que recebam atenção psicológica. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde estudava a maior parte dos jovens que morreram no incêndio, já forneceu os endereços dos estudantes de outros municípios e as prefeituras dessas cidades já foram acionadas para oferecerem suporte às famílias.
“O Caps [Centro de Apoio Psicossocial] de Santa Maria está funcionando 24 horas com pronto-atendimento para familiares e amigos que estejam sentindo algum tipo de distúrbio emocional. Nós também temos o apoio grande de um grupo da PUC [Pontifícia Universidade Católica] do Rio Grande do Sul que atuou na tragédia das Torres Gêmeas e é especializado em cuidar do suporte psicológico de pacientes de traumas como esse”, disse o ministro.
Padilha segue para Porto Alegre hoje para acompanhar a situação dos pacientes internados na capital, mas retorna à tarde para Santa Maria. Ainda não há previsão para que o ministro deixe o Rio Grande do Sul.
E como vai o declínio americano?
Robert Samuelson, palpiteiro do Washington Post, é um dos meus analistas favoritos das coisas americanas. Na confluência de economia, questões sociais e política, ele trafega com desenvoltura, maneja os números necessários e seu ceticismo é um antídoto necessário à exuberância irracional ou ao catastrofismo. Este seu último texto tem o título-pergunta: “Os EUA estão em declinio”?
Samuelson começa sua argumentação, dizendo que um rechaço poderoso às evidências de declinio parte de um local improvável: Wall Street, num relatório a clientes da Goldman Sachs. O relatório despeja os fatos e dados sobre as vantagens econômicas, institucionais, em capital humano e geopoliticas dos norte-americanos.
Não vou listar os fatos e dados. Estão no texto do Samuelson. Passe os olhos. A chave para ele é que estes fatos & dados são convincentes até certo ponto. Declínio, afinal, pode ser relativo. Basta comparar os EUA aos demais enclaves afluentes (expressão do proprio Samuelson). E este palpiteiro aqui acrescenta que percepção de declínio entre os próprios americanos deve ser levada em conta, o que acaba tendo impacto econômico, politico e geopolítico. A conversação nacional ilustrada em capas de revistas influencia os fatos & dados. O contraste a este sentimento de declínio convive com a exuberância ufanista sobre o excepcionalismo americano. O repetitivo USA! USA! USA! também tem seus equívocos.
De qualquer forma, para Samuelson, a pergunta sobre o declínio americano está equivocada, na medida em que a maioria do mundo afluente (EUA, Europa e Japão) encara ameaças similares. Elas são três: 1) o peso do estado do bem estar-social (a colisão entre benefícios prometidos e impostos aceitáveis. 2) o rompimento do gerenciamento econômico (a confiança sobre esta habilidade cede lugar a ásperas divergências e a dinâmica política é improvisada. 3) os mercados globais são mais ágeis do que a política global. (o comércio globalizado é ameaçado por diferenças nacionalistas, politicas, étnicas e religiosas).
Para Samuelson, a questão mais dura é se o mundo afluente poderá derrotar estas ameaças persistentes e cada vez mais profundas. Em alguns aspectos, a sacada de Samuelson apenas constata o óbvio, mas sua visão panorâmica, desprovida de paixões ideológicas, é sempre um achado valioso.
"Não consigo me sentir feliz por ter sobrevivido", diz vítima
Jovem que conseguiu escapar de incêndio na boate Kiss conta o drama que viveu ao ajudar no socorro das vítimas: "Ninguém viu o que a gente viu"
Assim que percebeu o início do incêndio que acabaria matando 231 pessoas na boate Kiss, em Santa Maria, Mariana Magalhães, de 24 anos, apressou-se em sair dali. E não foi sozinha: pelo caminho, agarrou quatro amigas e as ajudou a deixar o local. Já na rua, começou a ajudar os feridos, tentando reanimar os que estavam caídos, pedindo socorro, buscando água. Apesar do esforço, percebeu sua impotência diante da magnitude da tragédia quando passou a testemunhar a morte dos amigos, cujos corpos passaram a ser depositados na calçada.
"Eu não consigo nem me sentir feliz por ter sobrevivido. Quantas mães não vão poder abraçar seus filhos como a minha está me abraçando? Ao mesmo tempo, eu me sinto feliz e culpada. Ninguém viu o que a gente viu", afirma.
Galeria de fotos: Conheça as vítimas do incêndio na boate Kiss
Infográfico: Entenda como aconteceu a tragédia em Santa Maria
Infográfico: Entenda como aconteceu a tragédia em Santa Maria
Mariana também se voluntariou para fazer a identificação das vítimas no Centro Desportivo Municipal. “Ver as pessoas mortas não dói tanto quanto doeu assisti-los morrer aos nossos pés, sem nada podermos fazer. Nem a massagem cardíaca que fazíamos ajudava, porque estavam intoxicados”, relembra.
A jovem lembra que até mesmo vítimas que pareciam estar bem logo após deixarem a boate não demoraram em sentir os efeitos da fumaça tóxica. “As pessoas saiam andando e, daqui a pouco, caíam e começavam a convulsionar na tua frente”, conta. “Vi um amigo que conseguiu sair. Fiquei aliviada, dei um abraço nele, feliz por vê-lo bem. Mas ele logo deu entrada no hospital e morreu”.
Mariana, que estava trabalhando como fotógrafa no dia da festa, foi recolher seus documentos na delegacia de polícia, na tarde de segunda-feira. "Não consegui nem comer. Parece que tem uma pedra em cima de mim me sufocando", descreveu.
Mundo islâmico
Chefe do Exército alerta sobre colapso do estado egípcio
Manifestantes desafiaram toque de recolher em cidades perto do canal de Suez
O chefe militar do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, alertou nesta terça-feira que o conflito políticono país pode levar a um colapso do estado. Segundo al-Sisi, proteger o canal de Suez é um dos principais objetivos das Forças Armadas em cidades atingidas pelos confrontos.
Manifestantes desafiaram o toque de recolher em cidades próximas ao canal de Suez durante a noite e atacaram postos policiais depois que o presidente Mohamed Mursi impôsestado de emergência para tentar colocar fim aos confrontos que deixaram ao menos 52 mortos.
As declarações de al-Sisi, que é também ministro da Defesa, foram publicadas na página do Facebook do porta-voz do Exército. Segundo ele, os desafios econômicos, políticos e sociais que o Egito enfrenta representam "uma verdadeira ameaça à segurança do Egito e à coesão do estado egípcio". Para ele, o Exército permaneceria "o bloco coeso e sólido" em que o estado repousa. As Forças Armadas, ele disse, pertencem a todos os egípcios, independentemente de sua filiação política ou religiosa.
Os confrontos se agravaram na última semana, com as manifestações pelo segundo aniversário da revolta que derrubou o ditador Hosni Mubarak. Os opositores acusam Mursi, sucessor de Mubarak, de trair a revolução. Apoiadores do governo afirmam que a oposição está tentando derrubar o primeiro presidente democraticamente eleito usando meios não democráticos.
Após acidente em Santa Maria, RS, Agnelo pede vistoria em boates do DF
Fiscalização em bares e boates deve começar na sexta (1º), diz Agefis.
Governo anuncia que vai reforçar a atuação da Agefis e dos bombeiros.
A pedido do governador Agnelo Queiroz, a Agência de Fiscalização do Disitrito Federal (Agefis) antecipou a operação de fiscalização em bares e casas noturnas do DF. Inicialmente, a agência fariavistoria nos estabelecimentos em meados de fevereiro. A previsão é que as vistorias tenham início na próxima sexta-feira (1º).
A solicitação do governo acontece um dia depois da tragédia em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde mais de 230 pessoas morreram durante incêndio ocorrido em uma boate, na madrugada deste domingo (27). No mesmo dia, Agnelo anunciou o cancelamento da solenidade em comemoração aos 500 dias para a Copa do Mundo.
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Além de antecipar a fiscalização, o GDF anunciou que vai reforçar a atuação da Agefis e dos bombeiros para evitar que tragédias como a de Santa Maria aconteçam na capital.
A Agefis informou que a operação de fiscalização noturna é feita em parceria com as polícias Civil e Miltar do DF. Os agente checam a documentação da casa e a existência de alvará de funcionamento.
Os itens de segurança são fiscalizados pelo Corpo de Bombeiros. A corporação é quem inspeciona a presença de extintores de incêndio, saídas de emergência, luzes de sinalização e outros componentes exigidos por lei. O alvará de funcionamento só é obtido a partir dacertificação dos bombeiros.
O major Mauro Sérgio de Oliveira Francisco, chefe da comunicação do Corpo de Bombeiros, disse que o cronograma de inspeção não deve mudar. "Em princípio, continuamos nossa rotina normal. Mas se for solicitada a ajuda dos bombeiros em operações de fiscalização, estamos à disposição."
A Agefis informou que 250 bares e boates foram fechados durante operações de fiscalização em 2012. Cerca de 40% deles voltaram a funcionar depois que a Justiça concedeu liminares, apesar de pendências com a segurança, de acordo com a agência.
Outros 650 bares e boates foram notificados. As regiões do DF com maior número de notificações são Plano Piloto, Taguatinga e Gama. A multa para irregularidades varia de R$ 500 a R$ 10 mil e pode dobrar em caso de reicindência.
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