Comentário
Um Mané
genial
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A foto, sem crédito, que
ilustra este texto está no ”Almanaque d
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Quando morava em Brasília, Nilton Santos ia diariamente à sede da
Associação dos Cronistas Esportivos. Ouví-lo era aprender sobre a
história do nosso futebol. Imperdíveis suas narrações. Nilton contava passagens
que não se repetiam, menos uma, sobre Mané Garrincha, “o Compadre”.
Mais tarde, soube que todos 20 de janeiro Nilton levantava mais cedo e ia para sua chácara, perto de Brasília.
Lá, dedicava a manhã rezando por Mané, seu maior amigo. Num pequeno canteiro, acendia algumas velas. E ali ficava, quieto. Quando voltava ao convívio da família, seu rosto não escondia que o choro tinha sido companheiro naqueles momentos de isolamento.
Sabe-se lá o que passava na cabeça desse grande bicampeão que tinha um carinho enorme por “Mané”. Logo ele, o “torto”, que ao fazer treino-teste no Botafogo passou pelo gigante e consagrado Nilton Santos com um drible pelo meio das pernas. Começou ali a amizade entre eles. ...
“Garrincha era diferente de tudo e de todos”, escreveu Nilton, em seu livro, “Minha bola minha vida”. Disse, também:
“Mané era uma pessoa como eu fui. Simples, ingênua, sem experiência, veio de um lugarejo tão pobre e pequeno como o meu. Havia afinidades entre a gente. Ele precisava de orientação, eu o defendia como se fosse um irmão mais velho. Mais tarde, Zezé Moreira e Sandro Moreyra perceberam isso e foram outros amigos e conselheiros do Mané”.
Simples e talentosos
“Eu fazia o que gostava e ainda me pagavam”! – dizia Nilton, rindo daqueles tempos, quando tínhamos um genial “Mané” em campo…
Mais tarde, soube que todos 20 de janeiro Nilton levantava mais cedo e ia para sua chácara, perto de Brasília.
Lá, dedicava a manhã rezando por Mané, seu maior amigo. Num pequeno canteiro, acendia algumas velas. E ali ficava, quieto. Quando voltava ao convívio da família, seu rosto não escondia que o choro tinha sido companheiro naqueles momentos de isolamento.
Sabe-se lá o que passava na cabeça desse grande bicampeão que tinha um carinho enorme por “Mané”. Logo ele, o “torto”, que ao fazer treino-teste no Botafogo passou pelo gigante e consagrado Nilton Santos com um drible pelo meio das pernas. Começou ali a amizade entre eles. ...
“Garrincha era diferente de tudo e de todos”, escreveu Nilton, em seu livro, “Minha bola minha vida”. Disse, também:
“Mané era uma pessoa como eu fui. Simples, ingênua, sem experiência, veio de um lugarejo tão pobre e pequeno como o meu. Havia afinidades entre a gente. Ele precisava de orientação, eu o defendia como se fosse um irmão mais velho. Mais tarde, Zezé Moreira e Sandro Moreyra perceberam isso e foram outros amigos e conselheiros do Mané”.
Simples e talentosos
“Eu fazia o que gostava e ainda me pagavam”! – dizia Nilton, rindo daqueles tempos, quando tínhamos um genial “Mané” em campo…
Troféu
indesejado
Lula ganha
o Troféu Algemas de Ouro, como o mais corrupto do ano
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou 2013
vencendo mais uma eleição. Entre as personalidades mais corruptas de 2012, Lula
ganhou com 65,69% dos 14.547 votos válidos o Troféu Algemas de Ouro. Em segundo
lugar, com 21,82%, ficou o ex-senador Demóstenes Torres (sem partido) seguido
pelo governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), com 4,55%. ...
Ironicamente, a segunda edição da premiação organizada pelo Movimento 31 de Julho foi marcada pela fraude. Os organizadores detectaram a utilização de um programa de votação automática que criou perfis falsos no Facebook, que direcionou 38% do total de votos (23.557) para candidatos ligados ao PSDB e ao DEM.
A premiação, que aconteceu na tarde deste domingo no Leblon, Zona Sul do Rio, foi marcada pela descontração. Em clima de carnaval, com máscaras representando os candidatos que disputaram o Algemas de Ouro 2012, os manifestantes elogiaram a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) na condução do julgamento do mensalão e lembraram os feitos “históricos” de cada concorrente.
ELEIÇÕES LIMPAS
Além de Lula, Demóstenes e Cabral, estavam no pleito o senador Jader Barbalho (PMDB-PA); os deputados federais Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Paulo Maluf (PP-SP); o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e sua ex-companheira de Esplanada, Erenice Guerra; o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido); e o empresário Fernando Cavendish.
— Depois de eleger poste, o ex-presidente Lula mostra que ainda tem fôlego para ganhar mais eleições daqui para frente. Foram três candidatos que fizeram jus à premiação. Todos eles se destacaram nas páginas do jornal, mas o ex-presidente se sobressaiu. No ano passado, ele foi responsável por um dos momentos mais lamentáveis da história brasileira ao tentar chantagear um ministro do Supremo. Acho que por sua atuação em 2012, e nem quero lembrar de Valérios e Rosemarys, ele mereceu esse troféu e o cheque simbólico de R$ 153 milhões — afirmou Marcelo Medeiros, coordenador do Movimento 31 de Julho.
No último dia 9, os organizadores comunicaram à imprensa e à rede social Facebook — plataforma utilizada para computar os votos — a tentativa de fraude. A denúncia partiu dos próprios eleitores da enquete que perceberam que parte das escolhas foram feitas por perfis falsos, recém-criados no ambiente virtual.
— Não é militância. Se fossem militantes, era válido. O que detectamos foi uma organização criada para fraudar a disputa. Coincidentemente, os votos sempre eram para candidatos da oposição do governo petista e Cabral — explicou Medeiros, que prometeu mudanças na plataforma de computação dos votos na próxima eleição.
Ironicamente, a segunda edição da premiação organizada pelo Movimento 31 de Julho foi marcada pela fraude. Os organizadores detectaram a utilização de um programa de votação automática que criou perfis falsos no Facebook, que direcionou 38% do total de votos (23.557) para candidatos ligados ao PSDB e ao DEM.
A premiação, que aconteceu na tarde deste domingo no Leblon, Zona Sul do Rio, foi marcada pela descontração. Em clima de carnaval, com máscaras representando os candidatos que disputaram o Algemas de Ouro 2012, os manifestantes elogiaram a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) na condução do julgamento do mensalão e lembraram os feitos “históricos” de cada concorrente.
ELEIÇÕES LIMPAS
Além de Lula, Demóstenes e Cabral, estavam no pleito o senador Jader Barbalho (PMDB-PA); os deputados federais Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Paulo Maluf (PP-SP); o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e sua ex-companheira de Esplanada, Erenice Guerra; o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido); e o empresário Fernando Cavendish.
— Depois de eleger poste, o ex-presidente Lula mostra que ainda tem fôlego para ganhar mais eleições daqui para frente. Foram três candidatos que fizeram jus à premiação. Todos eles se destacaram nas páginas do jornal, mas o ex-presidente se sobressaiu. No ano passado, ele foi responsável por um dos momentos mais lamentáveis da história brasileira ao tentar chantagear um ministro do Supremo. Acho que por sua atuação em 2012, e nem quero lembrar de Valérios e Rosemarys, ele mereceu esse troféu e o cheque simbólico de R$ 153 milhões — afirmou Marcelo Medeiros, coordenador do Movimento 31 de Julho.
No último dia 9, os organizadores comunicaram à imprensa e à rede social Facebook — plataforma utilizada para computar os votos — a tentativa de fraude. A denúncia partiu dos próprios eleitores da enquete que perceberam que parte das escolhas foram feitas por perfis falsos, recém-criados no ambiente virtual.
— Não é militância. Se fossem militantes, era válido. O que detectamos foi uma organização criada para fraudar a disputa. Coincidentemente, os votos sempre eram para candidatos da oposição do governo petista e Cabral — explicou Medeiros, que prometeu mudanças na plataforma de computação dos votos na próxima eleição.
Sem o PMDB,
oposição perde para Agnelo
Muita gente quer desbancar Agnelo Queiroz (PT), ou pelo menos
sonha com essa possibilidade. Só tem um problema: como vencer um governador
que, mesmo mal avaliado tem um orçamento de R$ 30 bilhões para gastar em 2013,
ano pré-eleitoral e, portanto, com chances de reverter qualquer quadro ruim na
gestão? Outro fator que em política significa suicídio: oposições divididas.
...
Prevalecendo a teimosia e vaidade de cada um dos participantes da corrida eleitoral em ser o cabeça de chapa, Agnelo nem precisa fazer muita força. Ganha de lavada. Vamos aos grupos. Começando pelo bloco de esquerda liderados pelos senadores Rodrigo Rollem-berg (PSB) – candidatíssimo a governador – e Cristovam Buar-que (PDT). Aliados a eles, PSol e PPS. Este bloco talvez seja o que mais pode arranhar os votos de Agnelo, pois vai caminhar na mesma trilha do PT. Porém, com uma vantagem de capitalizar o votos da classe média e dos funcionários burocráticos. Outro segmento que pode acompanhar este bloco com fervor, será os dos professores. Esta categoria vive às turras com o GDF e não esconde a frustração com os rumos da educação no DF. Rollemberg não tem nada a perder pois terá mais quatro anos de mandato. Cristovam a mesma coisa. E a não ser que haja um racha entre eles, são os favoritos.
Prevalecendo a teimosia e vaidade de cada um dos participantes da corrida eleitoral em ser o cabeça de chapa, Agnelo nem precisa fazer muita força. Ganha de lavada. Vamos aos grupos. Começando pelo bloco de esquerda liderados pelos senadores Rodrigo Rollem-berg (PSB) – candidatíssimo a governador – e Cristovam Buar-que (PDT). Aliados a eles, PSol e PPS. Este bloco talvez seja o que mais pode arranhar os votos de Agnelo, pois vai caminhar na mesma trilha do PT. Porém, com uma vantagem de capitalizar o votos da classe média e dos funcionários burocráticos. Outro segmento que pode acompanhar este bloco com fervor, será os dos professores. Esta categoria vive às turras com o GDF e não esconde a frustração com os rumos da educação no DF. Rollemberg não tem nada a perder pois terá mais quatro anos de mandato. Cristovam a mesma coisa. E a não ser que haja um racha entre eles, são os favoritos.
Passando para o bloco do PSD que tem dois possíveis postulantes à cadeira do Buriti: presidente do PSD regional, Rogério Rosso, e sua companheira de partido, Eliana Pedrosa. O partido anda meio alquebrado por conta das indefinições de suas duas deputadas, Celina Leão e Liliane. Ambas, sempre que existe uma possibilidade do PSD ir para a base da presidente Dilma Rousseff, ameaçam pular fora. Rogério Rosso terá muito trabalho para convencer Eliana a desistir a seu favor e vice- versa.
No fundo da quadra de ensaios está o baticum meio fraco do aguerrido deputado federal Izalci Lucas, tucano com bico comprido e recheado de garantias do presidente regional da legenda, Márcio Machado. Ele tem de convencer os emplumados da executiva nacional, que ele é o cara para disputar o governo. Mas, com quais aliados? Sozinho? Sem estrutura partidária, anos a fio fora do poder... Só com o discurso de oposição, o voo será muito curto.
Alberto Fraga (DEM) é outro solitário guerrilheiro que imagina reunir em torno de seu nome as ovelhas desgarradas do arrudismo e outros. Meio desgarrado encontra-se o PTB do senador Gim Argello, PP de Benedito Domingos e o PEN de Alírio Neto. Gim Argello só deseja ser reeleito para a única vaga no Senado. Qualquer chance de apoio para este projeto ele topa. Lembre-se: ele é um animal político. Benedito e Alírio têm pretensões modestas, quando muito deputado federal. Alírio sabe que o PEN fora das asas do poder desaparece.
A pergunta que se faz é esta: por que não reúnem todos em torno do PMDB criando uma terceira via e isolando os dois blocos de esquerda? Calma, não me atirem pedras antes dos argumentos. Qual é o problema de ter o PMDB liderando este bloco? Todos são antigos companheiros dos governos anteriores onde conviviam em harmonia. É bom recordar que o maior inimigo do ex-governador José Roberto Arruda foram a arrogância e a vaidade. Estes dois vírus são mortais quando atacam um político.
Voltemos ao tema. O PMDB tem estrutura partidária, financiadores, e o perfil ideológico que as pessoas hoje buscam: convergência. Outro fator: o PT não terá como atacar o PMDB frontalmente pois ele é o principal aliado a nível federal. Claro que este exercício de futurologia só terá efeitos se todos descerem de seus pedestais. Outro desafio é abordar este tema com o vice-governador Tadeu Filippelli. Ele se recolheu novamente ao seu mosteiro para meditação beneditina.
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