Governo promete fiscalizar aumentos abusivos de gasolina em postos



Governo promete fiscalizar aumentos abusivos de gasolina em postos

Governo promete fiscalizar aumentos abusivos de gasolina em postosPostos de combustíveis enfrentam o governo e repassam integralmente à clientela o aumento imposto às refinarias. Há casos de elevação de até 10%
O policial Marcus de Carvalho não esconde a indignação ao constatar que a alta de preços nas bombas superou os 4,4% previstos pela Fazenda. 'É um absurdo o que estão fazendo', afirma (Ed Alves/CB/D.A Press)
O policial Marcus de Carvalho não esconde a indignação ao constatar que a alta de preços nas bombas superou os 4,4% previstos pela Fazenda. "É um absurdo o que estão fazendo", afirma


Diante das informações de aumentos abusivos nos combustíveis, de até 10% em São Paulo, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) fiscalizará os postos. “Embora o mercado seja livre, não aceitaremos nada que exceda o razoável”, disse. Em nota, José Carlos Ulhôa Fonseca, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF), informou que a entidade não se posiciona sobre os valores cobrados pelo varejo. “O preço final será determinado pelo reajuste a ser repassado aos postos, com a entrega de novos estoques pelas distribuidoras.”

Segundo Telma Rodrigues, gerente de um posto da rede BR Petrobras, no Riacho Fundo, a ordem para o repasse integral do aumento da gasolina aos consumidores foi definida na noite de terça-feira, logo depois de o governo anunciar o reajuste nas refinarias. “Assim que cheguei ontem, soube que os preços mudariam”, assinalou. Ela não soube explicar, porém, o motivo pelo qual a correção foi de 6,6% e não de 4,4%, como previa o Ministério da Fazenda. “Apenas recebi ordens para alterar os preços”, disse.
Candidatos a presidência da Câmara imprimem santinhos e viajam pelo paísNo Senado, porém, ninguém revela o jogo
 (Kleber Sales/CB/D.A Press)


Enquanto a Câmara estendeu até as 22 horas de domingo o prazo de inscrição para os interessados em disputar a presidência da Casa — já estão confirmados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Rose de Freitas (PMDB-ES), Júlio Delgado (PSB-MG) e, possivelmente, Chico Alencar (PSol-RJ) — , Renan Calheiros (PMDB-AL) sai da toca hoje quando, finalmente, anunciará o que todo mundo sabe há dois anos: que é candidato a suceder José Sarney (PMDB-AP) no comando do Congresso. Fará isso às 17 horas, pouco mais de 12 horas antes da eleição.

Os deputados candidatos já viajaram pelo país inteiro de avião — fretado, emprestado ou de carreira. Henrique Alves, por exemplo, percorreu 14,4 mil quilômetros, passando por 11 capitais, com combustível pago pelo PMDB a valores não revelados. Os panfletos de propaganda foram impressos e distribuídos com as 5,9 mil cópias do livro que o deputado editou sobre sua atuação parlamentar. O valor total da impressão foi de R$ 25,9 mil. Júlio Delgado (PSB-MG) acumulou 18 mil quilômetros voados por 10 capitais, mas pagou as viagens com dinheiro do próprio bolso. Distribuiu 2 mil folhetos, que custaram R$ 1,4 mil. Rose de Freitas (PMDB-ES) ficou em Brasília, mandou imprimir 2 mil panfletos e posicionou 40 cavaletes e 30 faixas nas superquadras onde os deputados moram, em Brasília.


Abuso em hospital ocorreu durante procedimento médico, diz políciaTécnico em enfermagem deu banho na vítima e, teria cometido a violência quando passava uma pomada no corpo da mulher

Em coletiva na manhã desta quarta-feira (30/1), a Polícia Civil informou que o técnico em enfermagem, Francisco das Chagas Coutinho, 47 anos, é o suspeito de abusar sexualmente de uma paciente de 25 anos, após o banho no Hospital Santa Helena, na Asa Norte.

Segundo o  delegado-chefe adjunto da 2ª Delegacia de Polícia, Wadek Cavalcante, a vítima, que é deficiente visual, estava internada em um quarto da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na hora do crime. O técnico deu banho na jovem e, em seguida, precisava passar uma pomada no corpo da paciente. Mas, de acordo com o delegado, "o procedimento foi além das exigências médicas".
Certidão Criminal que indicava a inexistência de antecedentes criminais de Coutinho (Hospital Santa Helena/Divulgação )
Certidão Criminal que indicava a inexistência de antecedentes criminais de Coutinho
O suspeito teria se aproveitado da saúde frágil da mulher, segundo a polícia, e após o banho que foi dado na cama, teria abusado da paciente. O delegado explicou que após o crime, uma copeira entrou no quarto e encontrou a vítima chorando e pedindo para falar com alguma mulher. A funcionária do hospital chamou uma enfermeira que, após saber do ocorrido, ligou para a polícia. 

Setor elétrico

Desconto prometido por Dilma na conta de luz não é real

Outros reajustes já programados para as distribuidoras de energia podem reduzir o desconto de cerca de 18% anunciado pelo governo

Naiara Infante Bertão
Torres de alta tensão
Aneel: descontos na conta variam de 18% a 25,94% (Agliberto Lima/AE)
Os consumidores da distribuidora de energia CPFL no interior de São Paulo ficaram confusos ao saber que 4 regiões receberam autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para reajustar o valor da conta de luz. A dúvida de cerca de 320 mil clientes residenciais era compreensível: como um aumento é possível se a presidente Dilma Rousseff havia anunciado em rede nacional de televisão, na semana passada, um desconto médio de 18% para todas as casas brasileiras?
O desconto anunciado pela presidente é válido para todo o país desde a quinta-feira 24 de janeiro – a redução é garantida pelo aporte de 8,4 bilhões de reais do Tesouro Nacional, com a retirada de encargos da tarifa e da antecipação da renovação das concessionárias que aconteceria entre 2015 e 2017. Portanto, um consumidor que pagou 100 reais pelo último consumo de energia desembolsará 82 reais, em média, na próxima data de vencimento.
A confusão em relação ao reajuste de tarifas acontece porque as 63 distribuidoras de energia do país passam anualmente por uma revisão tarifária para corrigir, basicamente, perdas com a inflação ocorridas no ano anterior. A Aneel segue um calendário que prevê a revisão das tarifas a partir de fevereiro. O ciclo dura o ano todo e vai até dezembro. Isso significa que todos os brasileiros sofrerão, em algum momento, um novo ajuste na conta de luz, independentemente das promessas da presidente.
A partir do novo valor (os 82 reais médios já com o desconto), as distribuidoras poderão acrescentar os reajustes previamente autorizados pela Aneel. Essa conta pode fazer com que o desconto prometido pela presidente seja, na prática, menor do que o valor bradado em rede nacional, com tom de discurso político. 
A Aneel informou que o desconto real de todas as distribuidoras varia de 18% a 25,94%, dentro da proposta de redução do governo. Mas, na região atendida pelas distribuidoras de Mococa e do Leste Paulista, por exemplo, já haverá um aumento de 3,35% e de 1,83%, respectivamente, de acordo com os reajustes programados. Por isso, é preciso consultar a situação de cada empresa para ver o índice de redução oferecido pelo governo e o porcentual de reajuste aprovado pela Aneel.
No caso da Leste Paulista, por exemplo, o cliente que pagava 100 reais passa a pagar 76,62 reais (redução de 23,38%, segundo a tabela da Aneel). Sobre esse novo valor, haverá um acréscimo de 1,83%, o que levará a conta para 78,02 reais.
Mas também pode ocorrer o inverso: nem sempre a revisão é um peso a mais na carteira. É o caso dos consumidores residenciais da CPFL Jaguari, que receberam uma redução adicional de 3,51% aos 18% já cortados pela presidente. Situação idêntica aos da CPFL Santa Cruz, que terão um desconto adicional de 5,7% na conta de luz.
Antes de qualquer reajuste entrar em vigor, a Aneel realiza uma consulta pública para verificar se o pedido da distribuidora é legítimo. A Cemig, por exemplo, pleiteia um reajuste de 11,2% para os consumidores residenciais. O valor será decidido até abril. Enquanto isso, os 7 milhões de consumidores terão um desconto imediato de 18,14%.
Estranho será se a Aneel chancelar o aumento de 11,2% pedido pela Cemig, que foi uma das duas empresas que não aceitou os termos propostos pelo governo federal para antecipar a renovação das concessões. Desta forma, ficará evidente que o discurso da presidente Dilma Rousseff de "energia mais barata para todos" separou, realmente, o Brasil em “nós” e “eles”

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

TIJOLO SOLIDÁRIO: A solução socioeconômica que a Estrutural precisa Por Eugenio Piedade - 31 de janeiro de 20190 Compartilhar Tweetar TIJOLO SOLIDÁRIO: A solução socioeconômica que a Estrutural precisa .

Verba de outros setores será redirecionada para recuperar Hospital de Base

Delúbio Soares e Jacinto Lamas deixam prisão para primeiro dia de trabalho