Combate a invasões cresce 59%, com maioria das operações em Ceilândia


Combate a invasões cresce 59%, com maioria das operações em Ceilândia

Combate a invasões cresce 59%, com maioria das operações em CeilândiaSecretaria de Ordem Pública liberou nesta sexta-feira (1/2) o balanço das operações de retirada de invasões no DF
Secretário da Seops, órgão que retirou mais de 6 mil edificações irregulares no DF em 2012 (Flávio Barbosa/Seops/Divulgação)
Secretário da Seops, órgão que retirou mais de 6 mil edificações irregulares no DF em 2012

A Secretaria de Ordem Pública (Seops) divulgou nesta sexta-feira (1/2) um balanço das operações de retiradas de invasões no Distrito Federal. Foram 6.443 edificações erradicadas em 2012, o equivalente a 17 por dia. Em 2011, 2.632 construções irregulares acabaram removidas. A quantidade de operações subiu 59% no ano passado, comparado com 2011, com 617 ações da fiscalização para impedir o aumento das invasões. Ceilândia aparece em primeiro lugar no ranking das 10 cidades com mais atuação da Sepos, com 1.937 construções e cercas derrubadas (veja lista, abaixo).

Retirada em São Sebastião, em 18/12 (Seops/Divulgação)
Retirada em São Sebastião, em 18/12

A maioria das atuações ocorreu em locais onde há baixa concentração de renda, como Ceilândia, Itapoã, São Sebastião e Estrutural. Hoje, cinco ocupações foram retiradas das chácaras 117 e 487 do condomínio Sol Nascente,  segunda maior favela do país, com 56.483 habitantes, perdendo apenas para a Rocinha, no Rio de Janeiro. Vicente Pires e Lago Sul não aparecem na estatística. O secretário de Ordem Pública José Grijalma Farias garante que não há distinção no trabalho realizado. "O pessoal fala que temos atacados mais regiões pobres, mas isso não é verdade. Vamos continuar fazendo operações para erradicar edificações irregulares, seja de rico ou de pobre. Não será tolerado nenhum tipo de invasão", garantiu.

Leia mais notícias de Cidades

Entre as remoções realizadas nos últimos dois anos, 502.223 metros lineares de cerca foram retirados e o restante, de muros, com 51.791 metros lineares. "A gente entende que o primeiro passo para começar uma invasão é o cercamento. Estamos trabalhando na prevenção. É claro que também estamos combatendo aquelas construções já consolidadas", disse Grijalma.

Retirada em Ceilândia, em 11/12 (Seops/Divulgação)
Retirada em Ceilândia, em 11/12

Em 2012, 31 grileiros acabaram presos. Em janeiro deste ano, sete pessoas acusadas de parcelamento irregulares também acabaram detidas. Este ano, 34 hectares deixaram de ser parcelados e 465 lotes deixaram de ser comercializados, segundo a Seops.


Número de edificações erradicadas
1ª Ceilândia - 1.937
2ª Park Way - 1.224
3ª São Sebastião - 737
4ª Sobradinho - 719
5ª Itapoã - 394
6ª Gama - 297
7ª Estrutural - 202
8ª Planaltina - 190
9ª Águas Claras - 155
10ª Taguatinga - 90
Manifestação na Rodoviária do Plano complica trânsito no horário de picoAs vias que dão acesso à rodoviária ficaram paradas no fim da tarde desta sexta-feira
Congestionamento passou dos limites normais para o horário de pico, no Eixo Monumental  (DF Trânsito ao vivo/ Reprodução)
Congestionamento passou dos limites normais para o horário de pico, no Eixo Monumental

Cobradores e motoristas da Viplan fizeram uma paralisação relâmpago às 16h30 desta sexta-feira (1°/2). A manifestação durou 20 minutos, mas foi o suficiente para congestionar as vias que dão acesso a Rodoviária do Plano Piloto.

Motoboys e mototaxistas bloqueiam faixas do Eixo MonumentalCategoria quer que as novas regras para a profissão sejam prorrogadas

Cerca de 150 manifestantes participam do buzinaço (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Cerca de 150 manifestantes participam do buzinaço


Motoboys e mototaxistas promovem buzinaço na frente dos ministérios do Trabalho e da Saúde, no Eixo Monumental, nesta sexta-feira (1/2). Segundo a Polícia Militar, 150 manifestantes ocupam a pista e o trânsito está complicado no local. "Os motoqueiros fecharam cinco pistas. Quando passei, pensei que fossem virar meu carro", conta um funcionário público que prefere não se identificar.
Eles pedem que as resoluções nº 350 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e nº 356 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabelecem regras para a profissão de motoboy, e começam a valer a partir de sábado (2/2), sejam prorrogadas. Também querem mais escolas para o curso obrigatório, e que os empregadores custeiem os equipamentos individuais.

Leia mais notícias de Cidades


A categoria também reclama da burocracia para emplacar os veículos. Eles querem que o Detran acelere o processo. Mais cedo, os motociclistas chegaram a ocupar todas as faixas, mas a Polícia Militar negociou com os manifestantes e conseguiu a liberação de três faixas.
Motoboys relizam protesto em frente ao ministério do Trabalho (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Motoboys relizam protesto em frente ao ministério do Trabalho

Por volta das 17h, os motoboys planejam cobrar, diante do Palácio do Buriti, 10 mil coletes que teriam sido prometidos pelo governo em agosto de 2010, segundo o Sindicato dos Motociclistas Profissionais do DF (Sindmoto). A reportagem entrou em contato com o GD, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
Explosão de caminhão de fogos de artifício desaba ponte na China e mata 26A cobertura da ponte cedeu e arrastou veículos na queda

Equipes de resgate procuram sobreviventes perto de uma destroços de veículos após desabamento de ponte (Carlf Zhang/Reuters)
Equipes de resgate procuram sobreviventes perto de uma destroços de veículos após desabamento de ponte


Pequim - Pelo menos 26 pessoas morreram nesta sexta-feira (1/2) na explosão de um caminhão que transportava fogos de artifício, em um acidente que provocou o desabamento de uma ponte na região central da China. A cobertura da ponte, na província de Henan, desabou parcialmente em consequência da explosão e arrastou veículos na queda.

Leia mais notícias em Mundo

As explosões de material pirotécnico, que nem sempre respeita as normas de segurança, são relativamente frequentes na China no período da festa do Ano Novo Lunar, que este ano acontece em 10 de fevereiro. A explosão aconteceu no início da manhã. A ponte, de dezenas de metros de altura, era utilizada no momento por muitos caminhões.
Equipes de resgate carregam uma vítima dos destroços de veículos (Carlf Zhang/Reuters)
Equipes de resgate carregam uma vítima dos destroços de veículos

Os chineses utilizam muitos fogos de artifício em momentos festivos, como casamentos, eventos esportivos, shows e, sobretudo, o Ano Novo, quando supostamente as explosões afastam os maus espíritos. Quase 200 cidades chinesas proibiram em 1994 o uso de fogos de artifício durante as celebrações tradicionais em consequência do alto número de acidentes, mas os vetos foram suspensos gradualmente nos últimos anos, sob pressão da opinião pública e por razões comerciais.
Operação da Agefis interdita 16 boates do DF sem alvará de funcionamentoFiscalização fechou casas noturnas em Ceilândia, na Estrutural, no Guará e no Setor de Indústria Gráfica (SIG)/Sudoeste, além do Lago Sul
A Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) interditou 16 casas noturnas do Distrito Federal que estavam sem alvará de funcionamento ou com o documento vencido.
Inicialmente, a Agefis havia informado que 18 boates tinham sido interditadas, porém, a agência corrigiu o número para 16 estabelecimentos interditados em operação iniciada na noite de quinta-feira (31/1). No tatal, foram vistoriados 30 casas noturnas.
Segundo a Agefis, foram fechados 13 estabelecimentos em Ceilândia, um na Estrutural, um no Guará, três no Setor de Indústria Gráfica (SIG)/Sudoeste, e um no Lago Sul.  
No SIG e Sudoeste, os bares Primeiro e Stadt Beer e a boate Apple acabaram interditados por falta de licença de funcionamento. Eles devem permanecer fechados até a regularização da situação das casas. No Lago Sul, a boate interditada foi a NYC Lounge. A Agefis não liberou a lista completa dos estabelecimento fechados.

Manifestantes enfretam polícia em frente a palácio de Mursi     internacional

Presidente islamista é acusado de trair ideal da revolução que o levou ao poder. Protestos de rua já duram mais de uma semana; dezenas de pessoas morreram

Manifestantes gritam palavras de ordem na cidade de Port Said, Egito
Manifestantes gritam palavras de ordem na cidade de Port Said, Egito - Amr Abdallah Dalsh/Reuters
Milhares de pessoas saíram às ruas do Egito, em diversas províncias do país, para protestar contra o presidente Mohamed Mursi e a Irmandade Muçulmana. A manifestação desta sexta-feira foi convocada por dezesseis partidos políticos e movimentos revolucionários. No Cairo, os protestos partiram em direção à Praça Tahrir e ao Palácio Presidencial de Itihadiya, no bairro de Heliópolis, onde manifestantes atearam fogo e enfrentaram policiais.
As forças de segurança egípcias utilizaram gás lacrimogêneo e canhões lança-água para tentar conter os manifestantes, que lançavam coquetéis molotov e pedras nas imediações do palácio presidencial. Mohamed Mursi é acusado de trair os ideais da revolução que lhe permitiu chegar ao poder. Seus defensores dizem que os manifestantes tentam usar o poder das ruas para derrubar o primeiro presidente democraticamente eleito do país.
Os manifestantes, em sua maioria jovens, saíram da mesquita de Al Nour, no distrito de Abassiya, em direção ao Palácio Presidencial, levando cartazes que pediam a queda do presidente Mursi, que militou na Irmandade Muçulmana até assumir o poder em junho do ano passado. "Está claro que o presidente não é quem governa o Egito, mas a Irmandade Muçulmana", criticou Issam Arafa, um dos participantes da marcha.
Perto do local do protesto havia membros da organização 'Black Block', envolvida nos distúrbios da última semana e que foi declarada grupo terrorista pelas autoridades do país. Vestidos com capuzes e roupas negras, vários integrantes do grupo, entre eles algumas mulheres, tentaram interromper o tráfego em Abassiya.
No Palácio Presidencial, soldados da Segurança Central e do Exército esperavam com tanques os manifestantes. Enquanto isso, na Praça Tahrir, no centro da capital, várias passeatas que vieram das mesquitas de Sayida Zeinab, no bairro de mesmo nome, e de Mustafa Mahmoud, em Mohandesin, assim como da praça de Giza, se reuniram para protestar contra o governo.
A praça e suas imediações foram o principal foco dos enfrentamentos entre manifestantes e forças de segurança que explodiram na sexta-feira passada durante a comemoração dosegundo aniversário do início da revolução que derrubou o regime de Hosni Mubarak. Na última semana, distúrbios em várias províncias do país causaram mais de 60 mortes e deixaram mais de 1.000 feridos.
Port Said - Uma das maiores manifestações ocorreu nesta sexta na província de Port Said, próximo ao Canal de Suez, onde foi lembrado o aniversário da morte de 74 pessoas após um jogo de futebol. Os habitantes da cidade saíram às ruas após a oração muçulmana do meio-dia na mesquita de Maryam, gritando: "com nossa alma e nosso sangue, te defenderemos, Port Said". A passeata foi até o prédio do governo provincial.
No sábado passado, em Port Said, ocorreram enfrentamentos entre a polícia e manifestantes, após ser divulgado que um tribunal do país recomendou pena de morte para 21 acusados pela tragédia no estádio. Na quinta, as forças políticas deram os primeiros passos em direção a um diálogo nacional para resolver a crise, em um encontro organizado pela tradicional instituição sunita Al Azhar, no qual todas as partes condenaram os recentes distúrbios.
Nas últimas horas, líderes da oposição pediram para que os protestos desta sexta-feira sejam feitos de forma pacífica. Em uma mensagem publicada no Twitter, o Prêmio Nobel da PazMohamed El-Baradei, um dos líderes da Frente de Salvação Nacional, principal aliança opositora não islamita, pediu calma e lembrou o acordo alcançado na quinta-feira entre as distintas partes para rejeitar a violência.

Efeitos da tragédia em Santa Maria

Fiscalização fecha 16 boates no DF por causa de falta de documentação


Vistorias começaram na noite desta quinta em seis localidades do DF. Gerente de uma casa noturna foi levado à delegacia por desacato



A Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) interditou, entre a noite desta quinta-feira (31) e a madrugada desta sexta, 16 boates que estavam com a documentação irregular. Os estabelecimentos vistoriados ficam no Itapoã, Lago Sul, Sudoeste, Setor de Indústrias Gráficas (SIG), Estrutural e Ceilândia. O gerente de uma casa noturna foi encaminhado à delegacia por desacato. ...
A ação foi a primeira realizada após determinação do governador Agnelo Queiroz e acontece menos de uma semana depois do incêndio que causou a morte de 236 pessoas na boate Kiss, de Santa Maria (RS)

O diretor de fiscalização da Agefis, Cláudio Caixeta, explicou que 30 estabelecimentos haviam sido mapeados e seriam vistoriados, mas 14 deles estavam fechados. O restante estava sem licença de funcionamento ou com a licença vencida.
Neste primeiro momento, as boates não foram multadas, mas devem ficar fechadas até a regularização da documentação. “A fiscalização vai retornar a esses locais para verificar o cumprimento das interdições. Caso haja descumprimento, os estabelecimentos serão multados, um auto infracional será lavrado e a desobediência será informada à Secretaria de Segurança Pública.”

Por causa do risco de desobediência por parte dos estabelecimentos, o diretor de fiscalização da Agefis lembra que os frequentadores devem colaborar e não frequentar lugares irregulares.


“As pessoas que frequentam devem verificar essa licença, que tem de estar em local visível, tanto para vistoria da fiscalização, quanto para checagem dos frequentadores. A licença é uma garantia. Os frequentadores precisam estar em alerta”, disse Caixeta.

Ele afirmou que, apesar de o foco da fiscalização não ser a segurança, esse aspecto é observado e informado ao Corpo de Bombeiros. A Agefis é responsável por verificar se a documentação da boate está em dia e também as condições da edificação.

“Na Estrutural, havia uma boate que funcionava praticamente em um barracão. A parte elétrica, a saída de emergência, tudo totalmente inseguro”, relata o diretor de fiscalização. A casa noturna em questão foi fechada por causa de problemas com a licença.

A fiscalização da Agefis nas boates continua nesta sexta e no sábado. Nos dois dias, 50 casas noturnas devem ser vistoriadas na Asa Sul, Asa Norte, Taguatinga, Gama, Sobradinho, Riacho Fundo e Núcleo Bandeirante.

Eleições 2014

Guerra pelo Buriti em 2014 terá 1% dos votos na mira dos candidatos



Agnelo deve ficar, mas terá pedras pesadas pela frente, como Rollemberg e Roriz

As equações sucessórias para 2014 no Distrito Federal, já ultrapassam a zona dos cochinhos e vão ganhando ambientes abertos na medida em que protagonistas do cenário partidário promovem conversações iniciais para a montagem das peças no tabuleiro.  No momento presente, os observadores conseguem captar três nítidas tendências que se cristalizam, rigorosamente empatadas no cômputo das cotações eleitorais. ...
a) a situacionista, que age e reage em torno de Agnelo, posicionando-se ao centro (o PT, nau capitânea, perdeu seu matiz ideológico). Agnelo caminha para apresentar-se à reeleição, a partir de costuras com as alas do PT (acomodar o secretário Geraldo Magella, será um dos desafios), com o PMDB do vice Tadeu Filippelli (que também almeja ser candidato ao governo) e de resto com toda a sua ampla base de apoio partidário, para manter a coligação original e repetir em escala regional a montagem que levou Dilma Rousseff ao poder, a ser repetida em 2014. Apesar da má posição atual do governador nas pesquisas, governo é governo, e na eleição funciona como máquina: a banda Agnelo-Tadeu contaria hoje com uns 35% dos votos;
b) a oposicionista, que se forma nos desvãos da esquerda, ocupando a posição que era do PT anteriormente. Na verdade é um conglomerado de ideias de fazer oposição local, pois muitos dos partidos que o integram apoiam o governo Dilma, a exemplo do senador Rodrigo Rollemberg. Do mesmo modo o PDT do senador Cristovam Buarque é da base dilmista, mas o ex-governador mantém-se independente. O segmento conta ainda com o deputado Reguffe e o ex-candidato a governador Toninho do Psol. Ou seja: quatro bons de votos, que juntos teriam 33% dos sufrágios.
c) a neutro-oportunista, com os ícones da direita que se consumiu em denúncias de corrupção ou que se enredou na lei das fichas limpas, constituindo, porém, uma extraordinária colmeia de votos. Aí estão os ex-governadores Joaquim Roriz e José Roberto Arruda, que, juntos, são responsáveis por alguma coisa em torno de 33% dos votos validos no DF. Unidos, serão uma força nada desprezível para eleger o candidato que apoiariam – um nome ainda não mencionado, em aberto. Juntar-se-ia a eles o senador Gim Argello, um nome de potencial econômico. Ao fundo, trabalhando nos bastidores, o ex-senador Luiz Estevão, outro mago financeiro.
Das articulações internas nesses três grandes núcleos de força político-eleitoral – para discriminar quem será o candidato a governador, a vice, e à única vaga de senador – o que implica terem de superar ambições pessoais e cobiças de grupos, nascerá o segmento vencedor, num provável segundo turno. A vitória final, de um dos três segmentos, será sempre por muito pouca margem de diferença sobre o adversário. Mas o 1% restante tende a ir para Agnelo.

Direitos humanos

Human Rights elogia avanços do Brasil


Policiais ficam de guarda na entrada do Museu do Índio, no Rio de Janeiro, em 12 de janeiro. Foto: ©afp.com / Vanderlei Almeida
A Human Rights Watch (HRW) saudou os avanços alcançados pelo Brasil na questão das violações dos direitos humanos cometidas sob a ditadura, ao mesmo tempo em que denunciou a repressão em Cuba, os abusos do governo venezuelano e a impunidade no México, em seu relatório anual de 2012 divulgado nesta quinta-feira 31.

Segundo a organização americana, “em 2012, o Brasil deu passos significativos sobre os graves abusos de direitos humanos cometidos durante a ditadura do país (1964-1985)”.



“Em maio, uma comissão nacional da verdade começou a investigar casos de abusos daquela época, e em agosto um juiz federal ordenou os primeiros julgamentos criminais de ex-agentes estatais por seus supostos papeis em desaparecimentos forçados cometidos em 1973 e 1974″, ressalta a ONG. ...

A HRW também saudou os avanços alcançados na Argentina na questão da ditadura, mas, por outro lado, se mostrou preocupada pela diminuição da independência judicial no Equador.
Quanto a Cuba, “continua sendo o único país da América Latina onde são reprimidas quase todas as formas de dissidência política”, indicou o relatório, que acusou o governo de Raúl Castro de recorrer a “detenções arbitrárias por períodos breves, espancamentos, atos de repúdio, restrições de viagens e exílio forçado”.

Havana libertou em 2010 e 2011 dezenas de presos políticos enviando-os ao exílio, mas não colocou fim aos julgamentos a portas fechadas nem às detenções sem acusações de dissidentes, lamentou.

A organização atentou para a nova lei migratória que entrou em vigor neste mês – e que deu nesta quarta-feira 30 passaporte para viagens ao exterior à blogueira Yoani Sánchez-  que permite aos cubanos viajar ao exterior sem autorização, mas suas “disposições vagas e amplas” podem ser utilizadas “para continuar negando o direito de pessoas críticas a viajar”.

Sobre a Venezuela, alvo frequente dos relatórios da HRW, a organização afirmou que, sob o governo de Chávez, “a acumulação de poder no executivo e a deterioração das garantias de direitos humanos permitiram que o governo intimide, censure e puna” seus críticos.

Chávez “e seus partidários abusaram de seu poder em uma grande variedade de casos que afetaram o poder judicial, os meios de comunicação e defensores de direitos humanos”, afirmou. Um ponto de especial preocupação é a violência nas prisões venezuelanas.

No Brasil, a questão carcerária também foi apontada como um problema, com muitas das prisões do país superlotadas ou afundadas em violência e episódios de tortura. Além disso, as condições desumanas nas cadeias do país facilitam a propagação de doenças, e o acesso dos prisioneiros a atendimento médico permanece inadequado.

Outro país destacado pelo informe foi o México, onde a HRW denunciou violações de direitos humanos de militares no contexto da guerra contra os cartéis da droga, que ficam sem castigo pela impunidade reinante. “Quase nenhum destes abusos é investigado adequadamente, e isto exacerbou o clima de violência”, indicou.

O relatório reproduziu cifras da Comissão Nacional dos Direitos Humanos do México, que entre 2007 e 2012 recebeu 7.350 denúncias de abusos militares.

Defensores dos direitos humanos e jornalistas continuam sendo alvos de ameaças e agressões tanto do crime organizado quanto das forças de segurança, sem que o governo forneça proteção adequada.

O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, que assumiu o poder em dezembro, prometeu se focar em diminuir a violência derivada da luta entre facções do crime organizado e operações para combatê-la, um problema que deixou 70.000 mortos durante a administração de Felipe Calderón (2006-2012).

No Equador, o governo de Rafael Correa “minou a liberdade de imprensa” com perseguições judiciais contra jornalistas e donos de meios de comunicação, enquanto a independência judicial foi comprometida pela “ingerência” do Executivo na designação e destituição de juízes.

Na Bolívia, por sua vez, o governo de Evo Morales utilizou no ano passado uma lei contra expressões racistas para “perseguir penalmente os meios de comunicação privados e jornalistas”.

Já na Colômbia, a organização comemorou as negociações de paz iniciadas no ano passado pelo governo e pela guerrilha das Farc como “a primeira oportunidade” para acabar com meio século de conflito armado.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

TIJOLO SOLIDÁRIO: A solução socioeconômica que a Estrutural precisa Por Eugenio Piedade - 31 de janeiro de 20190 Compartilhar Tweetar TIJOLO SOLIDÁRIO: A solução socioeconômica que a Estrutural precisa .

Verba de outros setores será redirecionada para recuperar Hospital de Base

Delúbio Soares e Jacinto Lamas deixam prisão para primeiro dia de trabalho