Jovem é morto por não ter pago uma bicicleta
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Papa Bento XVI vai renunciar no dia 28 de fevereiro
Líder da Igreja Católica alegou motivos de saúde para deixar o cargo
Em comunicado, o Papa anunciou que tomou a decisão por considerar que sua condição de saúde já não era adequada para continuar no cargo.
"Após ter repetidamente examinado minha consciência ante Deus, eu tive a certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, não são mais ideais para um adequado exercício do ministério Petrino", disse o Papa em comunicado.
A decisão do Papa é uma grande surpresa para a comunidade católica e para a imprensa mundial, uma vez que, apesar de rumores, não havia sinais de que ele estava prestes a renunciar.
Na semana passada, um porta-voz do Vaticano disse que boatos de que Bento XVI renunciaria eram "criações infundadas de alguns jornalistas".
Bento XVI, 85 anos, tornou-se Papa em abril de 2005. Ele substituiu João Paulo II, que morreu no mesmo mês.
O último Sumo Pontífice a renunciar foi Gregório XII, 1415.
Confira a íntegra do comunicado de Bento XVI:
Queridos irmãos,
Eu convoquei vocês para esse Consistório, não apenas para as três canonizações, mas também para comunicá-los de uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Após ter repetidamente examinado minha consciência ante Deus, eu tive a certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, não são mais ideais para um adequado exercício do ministério Petrino. Eu estou bem consciente de que esse ministério, devido à sua essencial natureza espiritual, deve ser realizado não só com palavras e ações, mas não menos com orações e sofrimento. Contudo, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de profunda relevância para a vida da fé, de modo a governar a casa de São Pedro e proclamar o Evangelho, ambas as forças mental e de corpo são necessárias, força que em mim nos últimos meses, deteriorou a um ponto que eu tenho de reconhecer minha incapacidade para cumprir adequadamente o ministério confiado a mim. Por esta razão, e totalmente ciente da seriedade do ato, com toda a liberdade eu declaro que renunciarei ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, confiado a mim pelos cardeais em 19 de abril de 2005, de maneira que, a partir das 20h do dia 28 de fevereiro, a Sé de Roma, a Sé de São Pedro, estará vaga e um Conclave para eleger o novo Sumo Pontífice deverá ser convocado por aqueles competentes para isso.
Queridos irmãos, eu os agradeço com muita sinceridade por todo amor e trabalho com o qual vocês apoiaram o meu ministério e peço perdão por todos os meus defeitos. E agora, confiemos a nossa Santa Igreja aos cuidados de nosso Supremo Pastor, nosso Senhor Jesus Cristo, e implorar que sua sagrada Mãe Maria para que ela ajude os Padre Cardeais com a sua solicitude materna na eleição do novo Sumo Pontífice. Em relação a minha pessoa, eu desejo também devotadamente servir a Santa Igreja de Deus no futuro através de uma vida dedicada a orações.
Bento XVI
O paraíso dos empregos
Com taxa de desocupação em queda livre e o número recorde de contratações, País se prepara para retomada forte do crescimento
Quem apostou nos efeitos negativos que a desaceleração da economia brasileira traria para os índices de emprego errou feio. Embora a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) tenha sido tímida em 2012, próxima de 1%, a taxa de desocupação fechou o ano em apenas 5,5%. Melhor ainda: o índice registrado em dezembro, de 4,6%, significa o menor patamar de toda a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em março de 2002. Mesmo na indústria, onde a produção caiu 2,7%, o nível de emprego não recuou e o setor criou mais de 86 mil novas vagas. A título de comparação, o desemprego na zona do euro atingiu, no ano passado, recordistas 11,4%. Nos Estados Unidos, ficou em 7,8%. Além disso, o estudo International Business Report, da Grant Thornton, mostrou que 42% das empresas brasileiras contrataram nos últimos 12 meses – o maior nível desde 2009 –, enquanto a média global foi de 24%. A explicação para esse cenário está essencialmente na perspectiva de recuperação dos agentes econômicos. “Os empresários não estariam mantendo seus empregados se não houvesse expectativa de crescimento da economia”, afirma Fernando Sarti, professor do Instituto de Economia da Unicamp. “Ninguém gosta de perder dinheiro e o custo de não estar preparado para a retomada é mais elevado.” A rápida recuperação do País na crise internacional de 2009 – quando o PIB caiu 0,2% para depois apresentar o resultado vigoroso de 2010, 7,5% – pode ter servido de lição para os empresários.
De acordo com o IBGE, nos últimos dez anos o percentual de trabalhadores com carteira assinada passou de 39,7% para 49,2%. A formalização dos empregos foi acompanhada por um salto de 27,2% no poder de compra dos brasileiros, especialmente nos setores de serviços domésticos e construção. Na abertura de vagas, o setor de serviços (que abrange comércio, restaurantes e escolas) destacou-se como um todo, beneficiado principalmente pela expansão da renda e do consumo. Segundo especialistas, essa situação deve permanecer. A pesquisa da Grant Thornton mostra que 24% dos empresários pretendem reajustar os salários de seus funcionários acima da inflação nos próximos 12 meses. “Para o Brasil, onde há cada vez mais uma escassez de mão de obra qualificada, a tendência é de aumentos acima da inflação para funções e cargos mais qualificados”, diz Paulo Sergio Dortas, sócio-diretor da Grant Thornton do Brasil. A contratação desses profissionais disputados pelo mercado é fundamental para a melhora da competitividade do País. Ainda que a proporção de trabalhadores com 11 anos ou mais de estudo tenha subido de 34,3% (em 2003) para 47,2% (em 2012), no curto prazo o Brasil terá de importar mão de obra qualificada para suprir a defasagem de alguns setores, implantando uma série de medidas para facilitar a entrada de estrangeiros. Se ele existe, o paraíso dos empregos é aqui.
Dez pessoas morrem em catástrofe aérea na LibériaAcidente aconteceu perto do aeroporto internacional de Monróvia
| "Havia dez pessoas no avião e não há sobreviventes", declarou o ministro liberiano |
Dez pessoas morreram na queda de um avião nesta segunda-feira na Libéria, perto do aeroporto internacional de Monróvia, entre as quais estava o chefe do Estado-Maior do Exército da Guiné, que viajavam com outros chefes militares guineanos. "Havia dez pessoas no avião e não há sobreviventes", declarou o ministro liberiano da Informação, Lewis Brown.
No entanto, segundo fontes ligadas à presidência, este acidente teria deixado 18 mortos, incluindo o chefe do Estado-Maior, general Suleyman Kelefa Diallo". A presidente liberiana, Ellen Johnson Sirleaf, decretou um dia de luto nesta terça-feira.
Esta catástrofe aérea, cujas causas ainda são desconhecidas, aconteceu a pouca distância do aeroporto de Monróvia, que está situado 65 km a sudeste da capital.
No entanto, segundo fontes ligadas à presidência, este acidente teria deixado 18 mortos, incluindo o chefe do Estado-Maior, general Suleyman Kelefa Diallo". A presidente liberiana, Ellen Johnson Sirleaf, decretou um dia de luto nesta terça-feira.
Esta catástrofe aérea, cujas causas ainda são desconhecidas, aconteceu a pouca distância do aeroporto de Monróvia, que está situado 65 km a sudeste da capital.
GDF lança Cartão Material
O benefício, destinado aos 130 mil alunos da rede atendidos pelo programa Bolsa Família, será distribuído a partir do dia 25. Créditos vão de R$ 202, para estudantes do ensino médio, a R$ 323, para crianças do 1º ao 5º ano. As aulas começam na próxima quinta-feira
| Na cerimônia que abriu o ano letivo, Agnelo Queiroz destacou a intenção de melhorar o acesso à educação |
Com novidades no currículo escolar, o ano letivo do sistema público de educação do Distrito Federal foi oficialmente aberto ontem, em cerimônia no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Em discurso, o governador Agnelo Queiroz anunciou o lançamento do Cartão Material Escolar, destinado a 130 mil alunos da rede atendidos pelo Bolsa Família no DF. Coube ao secretário da pasta, Denilson Bento da Costa, explicar como será a implantação do Currículo em Movimento da Educação Básica, ainda dúvida entre professores e profissionais de educação. As aulas nas 652 escolas da rede começam na próxima quinta-feira com mudanças nos ensinos fundamental e médio.
Este ano, o calendário escolar terá 200 dias letivos e deve terminar em 19 de dezembro. A principal mudança curricular será aplicada a 35 mil alunos do 4º e do 5º anos das regionais de ensino de Santa Maria, São Sebastião, Recanto das Emas, Núcleo Bandeirante e Guará. Atualmente, eles são avaliados durante a passagem de uma série para a outra, mas, a partir deste ano, não serão mais retidos no 4º ano por conta de eventuais reprovações. Isso só ocorrerá no avanço para o 6º ano. O modelo será implantado também para alunos entre o 6º e o 9º anos, mas, em 2013, apenas três escolas que manifestarem interesse em adotar o método poderão abandonar o sistema atual, de ensino seriado.
Em entrevista coletiva após a cerimônia, o secretário de Educação reafirmou a determinação do GDF de implantar o novo currículo, mesmo com a desaprovação do Conselho de Educação do Distrito Federal. “Realizamos debates e reuniões durante todo o ano passado e vamos responder às dúvidas encaminhadas pelo conselho durante esta semana, mas está mantida a implantação do Currículo em Movimento da Educação Básica para este ano”, afirmou. Ele ainda anunciou a realização, no meio do ano, de uma conferência distrital “que servirá para professores e diretores avaliarem o sistema e para se validar a nova proposta curricular”. Ainda não há definição de data para o evento.
À imprensa, Denilson também criticou a atuação do Ministério Público do DF (MPDFT), que questiona na Justiça a implantação das medidas e a pouca participação da comunidade escolar no debate sobre o tema. “Quando o MP entender de educação, tudo bem, mas ele não entende e não sabe o que acontece dentro das salas de aula”, rebateu. O novo sistema curricular é estudado pelo GDF há um ano e foi objeto de 17 reuniões plenárias em 2011, mas foi vetado na última terça-feira pelo Conselho de Educação. Em nota à imprensa, a vice-presidente do conselho, Ordenice Maria Zacarias, reafirmou que “em nenhum desses debates os membros do conselho foram convidados a participar”.
Até momentos antes da aula inaugural, professores ainda não sabiam explicar como seriam as mudanças. “Não sei de nada e parece que ninguém da minha escola está sabendo o que vai acontecer”, afirmou Verônica Carvalho, professora de espanhol em São Sebastião. Docente de história no Guará, Antônio Ricardo Guillen afirmou ver com temeridade a mudança no currículo educacional. “Pedagogicamente, a proposta é progressista, mas o governo quer diminuir a repetência por decreto, sem antes equipar bem as escolas, sem dar preparo aos professores e sem consultar a comunidade escolar”, opinou.
Estímulo
Em discurso, Agnelo Queiroz anunciou a concessão de créditos de até R$ 323 aos alunos da rede pública integrantes do programa Bolsa Família, do governo federal. A partir de 25 de fevereiro, o Banco de Brasília (BRB) vai distribuir os cartões às famílias, que poderão utilizar o crédito para a compra de material escolar nas papelarias cadastradas pelo governo. “Nossa iniciativa visa melhorar a qualidade e o acesso à educação, especialmente ao público do Bolsa Família. Além disso, esperamos fomentar as pequenas e microempresas do ramo, que serão cadastradas em todas as cidades”, afirmou Agnelo.
O montante a ser creditado vai depender do número de filhos matriculados e do ano que o aluno estiver cursando (veja quadro). A validade do cartão será até julho de 2014, mas os créditos devem ser usados no prazo de 90 dias a contar da data do recebimento pelos beneficiários. O investimento será de R$ 36 milhões.
Fique atento
» O Cartão Material Escolar será distribuído pelo Banco de Brasília (BRB), a partir de 25 de fevereiro, entre os quase 130 mil alunos da rede pública atendidos pelo Bolsa Família, do governo federal
» As famílias deverão procurar papelarias cadastradas no programa para efetuar as compras de material escolar
» O prazo de validade do cartão é de 90 dias a partir do recebimento
» O investimento total do GDF foi de R$ 36 milhões
» Os valores
Alunos do ensino fundamental
1º ao 5º ano – R$ 323
6º ao 9º ano – R$ 228
Alunos do ensino médio
R$ 202
Este ano, o calendário escolar terá 200 dias letivos e deve terminar em 19 de dezembro. A principal mudança curricular será aplicada a 35 mil alunos do 4º e do 5º anos das regionais de ensino de Santa Maria, São Sebastião, Recanto das Emas, Núcleo Bandeirante e Guará. Atualmente, eles são avaliados durante a passagem de uma série para a outra, mas, a partir deste ano, não serão mais retidos no 4º ano por conta de eventuais reprovações. Isso só ocorrerá no avanço para o 6º ano. O modelo será implantado também para alunos entre o 6º e o 9º anos, mas, em 2013, apenas três escolas que manifestarem interesse em adotar o método poderão abandonar o sistema atual, de ensino seriado.
Em entrevista coletiva após a cerimônia, o secretário de Educação reafirmou a determinação do GDF de implantar o novo currículo, mesmo com a desaprovação do Conselho de Educação do Distrito Federal. “Realizamos debates e reuniões durante todo o ano passado e vamos responder às dúvidas encaminhadas pelo conselho durante esta semana, mas está mantida a implantação do Currículo em Movimento da Educação Básica para este ano”, afirmou. Ele ainda anunciou a realização, no meio do ano, de uma conferência distrital “que servirá para professores e diretores avaliarem o sistema e para se validar a nova proposta curricular”. Ainda não há definição de data para o evento.
À imprensa, Denilson também criticou a atuação do Ministério Público do DF (MPDFT), que questiona na Justiça a implantação das medidas e a pouca participação da comunidade escolar no debate sobre o tema. “Quando o MP entender de educação, tudo bem, mas ele não entende e não sabe o que acontece dentro das salas de aula”, rebateu. O novo sistema curricular é estudado pelo GDF há um ano e foi objeto de 17 reuniões plenárias em 2011, mas foi vetado na última terça-feira pelo Conselho de Educação. Em nota à imprensa, a vice-presidente do conselho, Ordenice Maria Zacarias, reafirmou que “em nenhum desses debates os membros do conselho foram convidados a participar”.
Até momentos antes da aula inaugural, professores ainda não sabiam explicar como seriam as mudanças. “Não sei de nada e parece que ninguém da minha escola está sabendo o que vai acontecer”, afirmou Verônica Carvalho, professora de espanhol em São Sebastião. Docente de história no Guará, Antônio Ricardo Guillen afirmou ver com temeridade a mudança no currículo educacional. “Pedagogicamente, a proposta é progressista, mas o governo quer diminuir a repetência por decreto, sem antes equipar bem as escolas, sem dar preparo aos professores e sem consultar a comunidade escolar”, opinou.
Estímulo
Em discurso, Agnelo Queiroz anunciou a concessão de créditos de até R$ 323 aos alunos da rede pública integrantes do programa Bolsa Família, do governo federal. A partir de 25 de fevereiro, o Banco de Brasília (BRB) vai distribuir os cartões às famílias, que poderão utilizar o crédito para a compra de material escolar nas papelarias cadastradas pelo governo. “Nossa iniciativa visa melhorar a qualidade e o acesso à educação, especialmente ao público do Bolsa Família. Além disso, esperamos fomentar as pequenas e microempresas do ramo, que serão cadastradas em todas as cidades”, afirmou Agnelo.
O montante a ser creditado vai depender do número de filhos matriculados e do ano que o aluno estiver cursando (veja quadro). A validade do cartão será até julho de 2014, mas os créditos devem ser usados no prazo de 90 dias a contar da data do recebimento pelos beneficiários. O investimento será de R$ 36 milhões.
Fique atento
» O Cartão Material Escolar será distribuído pelo Banco de Brasília (BRB), a partir de 25 de fevereiro, entre os quase 130 mil alunos da rede pública atendidos pelo Bolsa Família, do governo federal
» As famílias deverão procurar papelarias cadastradas no programa para efetuar as compras de material escolar
» O prazo de validade do cartão é de 90 dias a partir do recebimento
» O investimento total do GDF foi de R$ 36 milhões
» Os valores
Alunos do ensino fundamental
1º ao 5º ano – R$ 323
6º ao 9º ano – R$ 228
Alunos do ensino médio
R$ 202
Jovens formam grupos para fiscalizar a aplicação de recursos públicosO uso das redes sociais é uma importante ferramenta de mobilização na era do ativismo político via internet
| Integrantes do Brasil e Desenvolvimento, movimento estudantil que nasceu na UnB: sonho de lutar por uma política mais inclusiva |
A ampla sala da Casa 14 de um conjunto residencial do Lago Sul não recebe mobília definitiva há mais de um ano. A brancura das paredes é quebrada por cartazes de manifestações e bandeiras de movimentos sociais dispostos no ambiente. As bandeiras dos movimentos Sem Terra e Sem Teto dividem espaço com um cartaz de cores verde e rosa, em que o símbolo do sexo masculino é adornado pelas palavras “homem, deixe o feminismo te libertar”. Em um tripé mais adiante, um banner ostenta o slogan dos jovens moradores da Casa 14: “Imaginar para revolucionar”. Eles têm entre 22 e 26 anos. Quando mudaram para o imóvel de dois pavimentos, na tranquila rua da quadra QL 28, os rapazes pretendiam passar por uma vivência política intensa. Integrantes do Brasil e Desenvolvimento (BeD), grupo político que nasceu no universo estudantil da Universidade de Brasília (UnB), sonhavam interferir na realidade política e social do Brasil. “Revolução”, dizem, “é lutar por uma nova política, mais inclusiva e participativa, mais justa e mais humana”.
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O BeD funciona num modelo de coletivo voluntário, participativo e suprapartidário que não só é espelhado na agenda política do país, como ajuda a pautar agentes políticos, a imprensa e a própria academia. Formato que vem ganhando força e espaço no país, é movido por pessoas que querem interferir nas tomadas de decisão do poder, fiscalizar a atuação dos eleitos para representar o povo e propor mudanças ao ordenamento jurídico. Muitas vezes, não têm sede própria nem fontes de recursos que não sejam as próprias carteiras. Não à toa, o salão da Casa 14 chamou tanto a atenção de seis amigos que integram o BeD. Quando decidiram mudar para lá, eles já tinham a ideia de transformar aquele espaço em um lugar de discussão e troca de conhecimento, assim como a rede mundial de computadores.
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Para Lula, PT tem de ‘virar página’ do mensalão
Lula declarou-se de acordo com a posição adotada na última quarta-feira (6) pelo novo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Na saída de um encontro com Joaquim Barbosa, presidente do STF, Henrique declarou: “Não há hipótese de não cumprir a decisão do Supremo.”
Acrescentou: “Nós só vamos fazer aquilo que o nosso regimento determina que façamos: finalizar o processo. Coisas de formalidade legal e ponto. Não há nenhuma possibilidade de confrontarmos com o mérito, questionar a decisão do Supremo.” ...
Para sinalizar o apoio a Henrique, Lula decidiu recebê-lo em São Paulo. Pelo telefone, parabenizou-o após a vitória na sucessão interna da Câmara. A conversa ao vivo ficou pré-agendada para 21 ou 22 de fevereiro. Informada, Dilma Rousseff estimulou o encontro.
Dos quatro deputados condenados no julgamento do mensalão, dois são filiados ao PT: João Paulo Cunha e José Genoino. Eleito vice-presidente da Câmara na chapa de Henrique, o petista André Vargas (PR) defendeu que os companheiros sejam submetidos a processos regulares de cassação.
Passariam pela Corregedoria, seriam mandados ao Conselho de Ética e, se fosse o caso, os colegas os julgariam em plenário. Ali, o destino de seus mandatos seria decidido no voto secreto. Tudo como se não houvesse uma sentença do STF. A prevalecer a nova posição de Lula, petistas que pensam como Vargas devem ser desligados da tomada.
Você e eu atrás das grades?
| Em algumas localidades do DF, as grades precisam estar fechadas diuturnamente. Cidadão livre é quem fica atrás das grades, para a sua segurança. Foto: Chico Sant’Anna |
A violência muda nossos hábitos e interfere na paisagem de nossos bairros. Cercas e grades substituem o verde e fecham os espaços antes transitáveis, em detrimento da arquitetura e do urbanismo sem barreiras idealizados nos anos 60.
E nós, que antes saíamos à noite sem nos preocupar com onde pararíamos nossos carros, agora pensamos duas vezes antes de estacionar, quando não desistimos de sair. Namorar no carro, então?! É como pedir para ser assaltado ou sequestrado!
Em matéria publicada no Correio Braziliense, em 8/02/2013, a Polícia Militar do DF pede a colaboração da sociedade para diminuir os índices assustadores de sequestros relâmpagos no DF – só em janeiro de 2013, foram contabilizados 65 casos. Numa iniciativa criativa, a PMDF decidiu fazer uma campanha de conscientização para que as pessoas não fiquem dentro dos carros em locais escuros e ermos. A ideia é flagrar desatentos e aplicar-lhes um “Auto de Alerta”, similar a uma multa, com informações sobre como se prevenir contra o crime. Se a pessoa sobreviver ao susto, terá boa chance de aprender com a lição. Como um dos entrevistados do Correio Braziliense disse, melhor ser pego pela Polícia do que pelos criminosos!
Entretanto, muitos questionam a campanha por desviar os policiais de suas tarefas de repressão ao crime. Ninguém pode, no entanto, dizer que não estarão fazendo ronda! Pergunto: por que o GDF não gasta parte de sua verba publicitária para fazer a campanha e distribuir os panfletos ao invés de usar os agentes da PM? ...
E nós, que antes saíamos à noite sem nos preocupar com onde pararíamos nossos carros, agora pensamos duas vezes antes de estacionar, quando não desistimos de sair. Namorar no carro, então?! É como pedir para ser assaltado ou sequestrado!
Em matéria publicada no Correio Braziliense, em 8/02/2013, a Polícia Militar do DF pede a colaboração da sociedade para diminuir os índices assustadores de sequestros relâmpagos no DF – só em janeiro de 2013, foram contabilizados 65 casos. Numa iniciativa criativa, a PMDF decidiu fazer uma campanha de conscientização para que as pessoas não fiquem dentro dos carros em locais escuros e ermos. A ideia é flagrar desatentos e aplicar-lhes um “Auto de Alerta”, similar a uma multa, com informações sobre como se prevenir contra o crime. Se a pessoa sobreviver ao susto, terá boa chance de aprender com a lição. Como um dos entrevistados do Correio Braziliense disse, melhor ser pego pela Polícia do que pelos criminosos!
Entretanto, muitos questionam a campanha por desviar os policiais de suas tarefas de repressão ao crime. Ninguém pode, no entanto, dizer que não estarão fazendo ronda! Pergunto: por que o GDF não gasta parte de sua verba publicitária para fazer a campanha e distribuir os panfletos ao invés de usar os agentes da PM? ...
| O gradil cerrado na faixada dos estabelecimentos, mesmo nos horários de funcionamento, já faz parte da paisagem normal de localidades do Distrito Federal. O que não se esperava é a Polícia deixar de centrar seus esforços nos criminosos e passar a “autuar” os cidadãos honestos. Foto: Chico Sant’Anna. |
Outros criticam o fato de se colocar a vítima como alvo da ação, ao invés de se visar o bandido. A população espera, mais do que campanhas informativas, operações mais ostensivas que abordem possíveis criminosos e não possíveis vítimas, e mais policiamento – não apenas postos de polícia de onde agentes não saem para não deixar o posto sozinho!
Com a campanha, a PM parece querer gerar estatísticas, ao mapear locais mais propícios, e alertar a população para os perigos de se ficar desatento e em lugares escuros e desertos. Será que isso basta? O que podemos fazer para combater essa prática criminosa cada vez mais comum?
Com as redes sociais, temos uma boa lista de contatos com quem podemos trocar informações. Muito mais do que correntes, causas e fofocas, as redes sociais podem ser um bom meio para disseminarmos esse tipo de esclarecimentos.
As vítimas também podem ajudar, divulgando de maneira anônima detalhes dos sequestros: onde estavam, em que horário aconteceu, que tipo de pessoa as abordou, onde foram liberadas, coisas que ouviram durante o tempo em que estiveram sob o poder dos criminosos, coisas que devemos evitar fazer ou dizer, etc.
Vejam as recomendações da PMDF:
- Não namore dentro de veículos, principalmente em locais escuros;
- Ao sair do banco ou do caixa eletrônico, procure observar as pessoas que estão nas proximidades. Se alguma pessoa o seguir, procure um Policial Militar mais próximo;
- Procure não utilizar os caixas eletrônicos durante a noite. Caso tenha que fazê-lo, procure um situado em locais iluminados e com fluxo de pessoas;
- Ao perceber indivíduos suspeitos próximos ao seu veículo, não se aproxime do mesmo.O ato de vir para seu automóvel com as chaves na mão, facilitará a ação dos marginais que estão à espreita;
- Caso seu carro não funcione, feche-o e retorne de onde você veio. Cuidado, pois a pane pode ter sido provocada. Posteriormente, observe ou mande alguém observar se não há estranhos próximos a seu veículo;
- Se apesar de tomar todos os cuidados citados você for feito refém em um sequestro relâmpago, não se desespere, a calma é fator fundamental para não irritar o marginal, que em muitas das vezes poderá estar mais nervoso que a própria vítima, quase sempre drogado e com uma arma na mão. Por isso, não reaja.
O poder público não se convence de que os investimentos em educação, saúde e segurança devem ser maiores para combater a violência. Investir apenas na repressão é tapar o sol com a peneira. Deve-se, além disso, investir em estudos e estratégias de combate ao crime e no aprimoramento e endurecimento das leis, acabando com indultos e reduções de pena que devolvem às ruas criminosos reincidentes.
Tampouco dissuadir as pessoas de sair de casa resolve o problema. Eu e você não queremos ficar trancados, literalmente atrás das grades, enquanto os bandidos passeiam e gozam de nosso direito de ir e vir, dia e noite à nossa espreita. É dever do Estado assegurar que as pessoas possam sair, estudar, trabalhar, se divertir, sem receio de serem vítimas da violência, que nada mais é do que a ausência de políticas efetivas e de longo prazo – e que não mudem de nome e recomecem do zero a cada novo governo.
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