Carona pública Frota de chapa branca em encontro do PT
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| Em sentido horário: assessora da ministra Ideli Salvatti; Luiza Barros, da Secretaria de Igualdade Racial; senadora Ana Rita; e prefeita Lucimar, de Valparaíso (GO) Givaldo Barbosa |
Apesar de ser um evento partidário, o Encontro Nacional de Mulheres Eleitas do PT teve um festival de carros oficiais transportando autoridades. No intervalo de 30 minutos, uma ministra, uma assessora especial do governo federal, uma senadora e uma prefeita chegaram ou foram embora em veículos custeados pelo poder público. O evento transcorreu durante todo o dia de ontem, em um hotel de Brasília, e prosseguirá hoje. Um dos objetivos é orientar prefeitas, vice-prefeitas e vereadoras petistas, eleitas no ano passado, a desenvolver programas federais nos municípios. ...
Uma das que compareceram ao evento a bordo de um carro oficial foi a ministra Luiza Bairros (Igualdade Racial). Para o encontro, fechado à imprensa e organizado pelo PT, só foram convidados ministros do partido, e as participantes eram exclusivamente petistas.
— Fui convidada como ministra, então estou cumprindo a minha função. Podia ser qualquer partido — disse a ministra.
Representante da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Paula Ravanelli, que é assessora especial da Subchefia de Assuntos Federativos, chegou em carro com o adesivo “Uso exclusivo a serviço da Presidência da República”, placa JJV 0019. Indagada sobre a pertinência da utilização do veículo naquela ocasião, ela não quis responder.
A Resolução 7 de 2002, que regula a participação de autoridades em atividades de natureza político-eleitoral, estabelece, no artigo 2º, que a autoridade pública não poderá participar de reuniões de partidos políticos durante o horário normal de expediente e veda a utilização de veículos oficiais.
Já o Código de Conduta da Alta Administração Federal, ao responder à pergunta “Pode ministro de Estado utilizar veículo oficial em todos os seus deslocamentos?”, diz que “o uso de carros oficiais por ministros de Estado é matéria tratada por normas administrativas que levam em conta a criação das condições necessárias, sobretudo de segurança, para todos os seus deslocamentos”.
A senadora Ana Rita (PT-ES), que participou da mesa “O modo petista de governar e legislar”, afirmou que estava usando carro oficial porque voltaria para o Senado para trabalhar:
— Se não, teria que vir de táxi.
Mais tarde, a assessoria de imprensa da senadora telefonou para dizer que Ana Rita usou o carro do Senado porque estava em uma atividade do mandato. Os senadores têm direito ao uso de um veículo oficial em Brasília. A cota diária de combustível é de dez litros de gasolina ou 14 litros de álcool, de segunda a sexta-feira.
Já a prefeita de Valparaíso de Goiás, cidade a 36 km de Brasília, Professora Lucimar (PT), justificou que foi ao encontro do partido no carro da prefeitura porque aproveitou a ida à capital para visitar órgãos federais e tratar de interesses de seu município:
— A gente até debateu isso ontem (anteontem) lá. Como eu vim participar de outros compromissos oficiais, vim no carro da prefeitura.
Serra ameaça sair de partido se não for presidente do PSDB
- Categoria: Notícias
- Criado em Sábado, 16 Março 2013 15:33
- Publicado em Sábado, 16 Março 2013 15:33
- Escrito por Super User
Em conversas reservadas, ex-governador tucano faz exigências, chama Aécio de coronel e diz que poderá apoiar Campos em 2014
A informação chegou à direção do PSDB no fim desta semana, por meio de três parlamentares alinhados ao ex-governador. Ciente da situação, Aécio telefonou para Serra na quarta-feira, mas até ontem não tinha conseguido falar com o ex-governador. O mineiro pretende desembarcar em São Paulo domingo ou segunda para ter uma nova conversa com o ex-governador. Serra, no entanto, teria dito que não está disposto a dialogar mais se o assunto da presidência da sigla não entrar na pauta.
A seus interlocutores, Serra passou a criticar duramente o senador mineiro. Chegou a chamá-lo de "coronel" e o acusou de ter prejudicado sua campanha presidencial em 2010, quando foi lançado o livro A Privataria Tucana, no qual sua filha é citada. Serra já disse mais de uma vez - e a várias pessoas - que o livro teria sido produzido com o apoio de Aécio, já que o autor é um jornalista de Minas Gerais. ...
Segundo o recado enviado à direção do PSDB, se Serra não tiver a presidência do partido, ele sairá da legenda e apoiará a candidatura ao Planalto do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). "O Aécio terá que escolher se prefere ter a presidência do PSDB, com Serra na campanha de Eduardo Campos, ou disputar a Presidência da República com o apoio de Serra", disse um dos parlamentares ligados ao tucano paulista.
A direção do PSDB já está fechada em torno da candidatura de Aécio à presidência do partido. A cúpula da legenda avalia que o cargo é imprescindível para que o senador prepare sua campanha ao Planalto. A direção tucana daria ao mineiro exposição e palanque pelos Estados.
No fim da semana passada, Serra se encontrou com o governador Geraldo Alckmin e manifestou insatisfação com o grupo de Minas, que estaria atropelando São Paulo. O tucano também teria manifestado insatisfação com o rumo das negociações internas ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que passou a fazer um meio de campo entre os dois grupos. Procurado pelo Estado, o ex-presidente disse que não comentaria o assunto neste momento. Serra se limita a dizer que "há muita fofoca" sobre sua vida política.
De acordo com as conversas dos últimos dois dias, o ex-governador estaria disposto a apoiar a candidatura de Aécio à Presidência se obtivesse um sinal positivo em favor da unidade - ou seja, a presidência do partido. Serra poderia, inclusive, fazer o anúncio nas próximas semanas.
Serra mantém conversas com o presidente do PPS, Roberto Freire, e poderia migrar para a legenda do aliado, que já lhe ofereceu guarida desde 2010, quando perdeu a eleição presidencial. O partido de Freire busca uma fusão com o PMN. Se as duas siglas se unirem, parlamentares poderão migrar para o novo partido sem risco de perder os mandatos. A legenda teria, então, condições de criar uma bancada mais fortalecida, inclusive para ter candidato à Presidência.
Pressão. Apesar da movimentação nos bastidores, os tucanos avaliam que Serra não deixará o PSDB, partido que foi fundado por ele em 1988. O ex-governador estaria usando a possibilidade de deixar a legenda como forma de pressionar na negociação para compor a nova direção do PSDB.
O formato em estudo pela atual direção, alinhado ao projeto de Aécio, previa o senador mineiro na presidência do partido, com a cessão do segundo cargo na estrutura partidária, a secretaria-geral, a um paulista ligado a Alckmin.
Em 2011, Serra pleiteou a presidência do PSDB, mas o atual presidente, deputado Sérgio Guerra (PE), foi reeleito com o apoio de Aécio. Os tucanos ligados ao ex-governador tentaram emplacá-lo no Instituto Teotônio Vilela, centro de estudos do partido. Não conseguiram. Aliados de Aécio avaliaram que ele criaria uma presidência paralela no órgão.
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