(CLDF) 6,4 mil projetos estão no limbo na Câmara Legislativa
(CLDF) 6,4 mil projetos estão no limbo na Câmara Legislativa
Já são aproximadamente 30 dias com o processo legislativo parado, tentando acordo para a eleição dos comandos das comissões permanentes e uma pilha de projetos e encaminhamentos à espera de definição. Ao todo, 6.431 projetos em tramitação – entre projetos de lei, projetos de decreto legislativo, alterações à Lei Orgânica e indicações – aguardam a formação das comissões para serem apreciados e votados em Plenário. A previsão é de que as comissões sejam constituídas na terça-feira, quando é esperada a eleição dos dez presidentes e vice-presidentes. ...
Os deputados distritais conversam e conversam e se reúnem dia sim, dia não, desde as férias parlamentares, em janeiro. Os dois meses parecem não ter sido suficientes e os impasses estão emperrando o funcionamento legislativo da Câmara. Na última semana, servidores de vários setores da Casa reclamavam da demora e do acúmulo de trabalho. Todos os projetos precisam passar antes pelas comissões para, só depois, irem à Plenário.
A Câmara chegou a aprovar, na semana passada, projeto de resolução que prevê alteração ao Regimento Interno, uma delas para autorizar oficialmente o presidente a indicar relator de Plenário, uma forma de agilizar os trabalhos enquanto aguarda as eleições. Até a aprovação deste projeto, as matérias precisavam passar pela relatoria de comissão, necessariamente.
Urgências
Casos específicos e de urgência, como o pacote da saúde aprovado no ano passado, eram indicados para tramitação em Plenário, em caráter excepcional. Com esta alteração, o presidente, Wasny de Roure, poderá indicar um relator para analisar os projetos parados.
No último dia 26, o presidente usou a alteração para aprovar dois projetos: o que homologa convênios para a isenção de ICMS nas saídas de veículos destinados a pessoas com deficiência física, visual, mental ou com autismo, e um crédito especial à Lei Orçamentária Anual no valor de R$ 11 milhões, com recursos para a manutenção do Planetário, que deve ser entregue em meados deste ano, e para a gestão de iluminação digital no DF, com implementação de internet banda larga.
Porém, o recurso não pode ser utilizado para todas as matérias. A maioria dos 6.431 projetos precisa ser analisados dentro das comissões. São projetos parados desde 1991 e, só de 2013, já somam 335.
Wasny minimiza
“Temos matéria acumulada de e é importante que as comissões voltem à plena atividade. Sei das implicações que isso causa e do custo de não votarmos, mas não temos muita coisa atrasada. O atraso diz respeito a discussões de fôlego, que são importantes também, e lamento por isso”, disse o presidente da Câmara Legislativa, Wasny de Roure.
Para a líder da oposição, Celina Leão (PSD), o resultado da falta de acordo mancha a imagem da Casa. “Fica horrível para nós, já que o resultado é manipulado pelo governador, que pede para mudar o critério de escolha das comissões. É um vexame para a Casa”, criticou, ao se referir à sessão de quarta, quando era esperada a eleição. Por conta de uma articulação do Executivo, novos impasses foram criados nas escolhas dos presidentes das comissões.
Os deputados distritais conversam e conversam e se reúnem dia sim, dia não, desde as férias parlamentares, em janeiro. Os dois meses parecem não ter sido suficientes e os impasses estão emperrando o funcionamento legislativo da Câmara. Na última semana, servidores de vários setores da Casa reclamavam da demora e do acúmulo de trabalho. Todos os projetos precisam passar antes pelas comissões para, só depois, irem à Plenário.
A Câmara chegou a aprovar, na semana passada, projeto de resolução que prevê alteração ao Regimento Interno, uma delas para autorizar oficialmente o presidente a indicar relator de Plenário, uma forma de agilizar os trabalhos enquanto aguarda as eleições. Até a aprovação deste projeto, as matérias precisavam passar pela relatoria de comissão, necessariamente.
Urgências
Casos específicos e de urgência, como o pacote da saúde aprovado no ano passado, eram indicados para tramitação em Plenário, em caráter excepcional. Com esta alteração, o presidente, Wasny de Roure, poderá indicar um relator para analisar os projetos parados.
No último dia 26, o presidente usou a alteração para aprovar dois projetos: o que homologa convênios para a isenção de ICMS nas saídas de veículos destinados a pessoas com deficiência física, visual, mental ou com autismo, e um crédito especial à Lei Orçamentária Anual no valor de R$ 11 milhões, com recursos para a manutenção do Planetário, que deve ser entregue em meados deste ano, e para a gestão de iluminação digital no DF, com implementação de internet banda larga.
Porém, o recurso não pode ser utilizado para todas as matérias. A maioria dos 6.431 projetos precisa ser analisados dentro das comissões. São projetos parados desde 1991 e, só de 2013, já somam 335.
Wasny minimiza
“Temos matéria acumulada de e é importante que as comissões voltem à plena atividade. Sei das implicações que isso causa e do custo de não votarmos, mas não temos muita coisa atrasada. O atraso diz respeito a discussões de fôlego, que são importantes também, e lamento por isso”, disse o presidente da Câmara Legislativa, Wasny de Roure.
Para a líder da oposição, Celina Leão (PSD), o resultado da falta de acordo mancha a imagem da Casa. “Fica horrível para nós, já que o resultado é manipulado pelo governador, que pede para mudar o critério de escolha das comissões. É um vexame para a Casa”, criticou, ao se referir à sessão de quarta, quando era esperada a eleição. Por conta de uma articulação do Executivo, novos impasses foram criados nas escolhas dos presidentes das comissões.
(Política) Lula: 'Quem errou, tem que ser punido'
Em seminário promovido pelo PT em Fortaleza, ex-presidente fez discurso duro sobre corrupção
| Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de seminário em homenagem aos 10 anos de PT no poder Reprodução |
Os discursos de abertura do seminário promovido pelos petistas para comemorar os dez anos à frente no poder, em Fortaleza, nesta quinta-feira, giraram, em sua maioria, em torno de manter a base aliada do governo Dilma. Lula voltou a lançar a candidatura de Dilma à reeleição e num discurso duro sobre corrupção na política, o ex-presidente, sem citar nomes, disse que "quem errou, tem que ser punido". A declaração foi dada horas depois de o presidente do STF, Joaquim Barbosa, ter dito que os mandatos de prisão dos mensaleiros serão expedidos até julho.
- Somos seres humanos. Alguns de nós podem cometer erros, e quando cometer, tem que ser julgado, como todos têm que ser julgados. Errou tem que ser punido - dissse Lula. ...
Ao mesmo tempo em que se coloca integralmente a favor do apoio do PSB à eventual candidatura da presidente Dilma Rousseff, em 2014, o governador do Ceará, Cid Gomes, apresentou antecipadamente a fatura política para o PT. Cid disse que o PSB tem e cacife para substituir o espaço ocupado no cenário nacional pelo PMDB, com Michel Temer na vice-presidência.
Cid lembrou que seu partido foi o que mais conquistou prefeituras de capitais (seis) em 2012 e administra o mesmo número de estados.
—Diante de um quadro em que o PMDB já ocupa a presidência do Senado e a presidência da Câmara, o PSB pode ampliar seu espaço no cenário nacional — declarou Cid, que, nas entrelinhas, deu a entender que o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pode ser o candidato à vice na chapa de Dilma.
Campos, porém, vem trabalhando para ser candidato à Presidência.
Cortejado pela cúpula nacional do PT, Cid não encontrou a mesma receptividade junto aos petistas do seu estado. Convidado de honra para o seminário do PT, Cid foi criticado ontem por dirigentes do partido e vaiado, ao ser convidado para falar para o público, majoritariamente de petistas cearenses. Uma faixa foi levantada na plateia, com críticas a Cid: “Nem no luxo do hotel, o PT aceita coronel”.
A presidente do PT cearense e ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, foi dura nas críticas a Cid. Pouco antes do início do seminário, ela deixou claro a sua diferença política com ele.
— O maior erro que eu cometi na política, até hoje, foi ter acreditado nele (Cid Gomes). Fiquei muito chocada com o que aconteceu aqui em 2012. Houve um processo muito duro e muito desonesto — disse, referindo-se à iniciativa de Cid, que lançou candidato contra o nome apoiado pela ex-prefeita.
Cid, por sua vez, tentou evitar a polêmica. Antes do seminário, disse que não comentaria a declaração de Luizianne e voltou a adotar o discurso que mais ecoa positivamente dentro do PT, favorável à manutenção do PSB na base aliada do governo. Já na mesa formada por autoridades, o governador manteve a cabeça erguida e bateu com o punho fechado no peito enquanto era vaiado pelos petistas. Também chamado ao palco, o prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio (PSB), também foi vaiado.
Para tentar reverter a situação, Cid adotou, já compondo a mesa, um discurso a favor da coalizão partidária a favor do governo federal. E fez questão de mostrar que esteve ao lado do PT até em momentos polêmicos, principalmente quando o partido enfrentou as denúncias do mensalão.
— Em 2005, num momento difícil, estivemos juntos do PT. Em 2006, estive junto na reeleição do presidente Lula.
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