Com receio da inflação, BC faz apelo à memória do brasileiro
Com receio da inflação, BC faz apelo à memória do brasileiro
O presidente do BC, Alexandre Tombini, tem feito apelos à memória do brasileiro em discursos e documentos
| Símbolo da hiperinflação, máquinas de remarcar preços fazem parte da história do Brasil dos anos 1990 |
Com receio da possibilidade, mesmo que mínima, de um cenário como esse voltar ao Brasil, o Banco Central tem feito apelos à memória do brasileiro em discursos e documentos divulgados recentemente. “A sociedade sabe que taxas de inflação elevadas geram distorções na economia, levam a aumentos dos prêmios de risco, deprimem os investimentos, subtraem o poder de compra de salários e reduzem o potencial de crescimento da economia”, disse o presidente do BC, Alexandre Tombini, na última sexta-feira. O objetivo dessa comunicação mais dura é impedir que a inflação se realimente de expectativas ruins e saia do controle. Na prática, o recado é apenas um: se o custo de vida continuar a piorar, os juros básicos (Selic) vão subir.
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