Grupos rivais se enfrentam em confrontos que terminam em graves agressões
Grupos rivais se enfrentam em confrontos que terminam em graves agressões
Os integrantes dos movimentos dizem ser constantes as "tretas" (confrontos) em cidades como Ceilândia, Gama, Sobradinho e Recanto das Emas.
Eles têm entre 18 e 25 anos e só andam em grupos de 10 ou mais. Cabelos espetados ou carecas, suspensório, calças rasgadas, coturnos e jaquetas de rebites fazem parte da apresentação. Nas mochilas, carregam facas, machadinhas, correntes e até soco inglês. Dividem-se entre streetpunks, anarcopunks e skinheads. Independentemente da nomenclatura, são todos conhecidos mundialmente pelo comportamento agressivo de conteúdo ideológico, em alguns casos ligados às intolerâncias racial, religiosa e sexual (leia ilustração). No último domingo, aniversário de 53 anos de Brasília, duas dessas gangues se enfrentaram na Esplanada dos Ministérios com barras de ferro e facas. Três pessoas acabaram esfaqueadas, entre elas um PM (veja Memória).
| Streetpunk postou imagens de facas em rede social: intimidação |
Os integrantes dos movimentos dizem ser constantes as “tretas” (confrontos) em cidades como Ceilândia, Gama, Sobradinho e Recanto das Emas. A última desavença aconteceu há três meses, próximo ao Museu da República. Um streetpunk levou um tiro na perna após se desentender com anarcopunks. A rixa faz parte de um problema antigo, mas o motivo da rivalidade é confuso.
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Os anarcopunks acusam os streetpunks do DF de se juntarem aos skinheads, que pregam o racismo, a homofobia e a violência contra os nordestinos, além de cultuar o nazismo e Adolf Hitler. Por trás disso tudo, no entanto, está a cultura da violência, na qual qualquer desculpa serve para o diferente ser declarado como inimigo.
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