Rede social é usada como meio para ameaças, intimidações e discriminações
Rede social é usada como meio para ameaças, intimidações e discriminações
A polícia classifica os confrontos e as agressões físicas como casos isolados, mas afirma que os integrantes das gangues são monitorados
O comportamento agressivo dos streetpunks, dos anarcopunks e dos skinheads do Distrito Federal também se reflete nas redes sociais. Além de fotos das armas usadas por esses grupos, os integrantes de cada movimento se xingam e discutem as diferenças. Em mais de 20 perfis visitados pelo Correio no Facebook, a maioria mantinha postagens de revolta, imagens com símbolos anarquistas e fotos de armamentos usados em brigas com gangues rivais.
Em uma das páginas, um streetpunk ameaça o outro: “Vou quebrar a soqueira na cabeça do fulano, tu vai ver”. Para ser aceito como skinhead, a mensagem sugere que o jovem teria de passar por um teste e resistir a uma surra. “BTF (boto fé). Batizado de skin, mano”, retruca um internauta. “Só não vale chorar”, acrescenta outro. Alguns punks dizem que, para entrar no movimento, é preciso, além de estudar a ideologia do movimento, passar por uma espécie de sessão de pancadaria para ver se “aguenta”. No ritual, o interessado em se tornar integrante da gangue recebe chutes de coturno.
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