Copa 2014 À queima-roupa


Copa 2014 À queima-roupa


Às vésperas do início da Copa das Confederações, como estão de fato as obras do estádio?
Estamos seguindo um cronograma para entregá-lo no dia 18. O gramadofoi colocado e agora estamos na fase de cuidar para que ele crie raiz, se desenvolva e esteja pronto para ser o tapete onde vai acontecer o espetáculo. A cobertura interior também está sendo colocada. Logo entramos na fase do acabamento, da limpeza. É muita coisa acontecendo e sendo feita ao mesmo tempo. Teremos dois grandes testes nos próximos dias, que será o do placar, possivelmente na terça ou na quarta, e o da iluminação. ...

A arena estará mesmo pronta no dia 18?
Sim. O jogo será realizado com 30% da capacidade do estádio. Será emocionante para os jogadores dos nossos times locais, pois eles estrearão a arena e sentirão o que é essa sensação de jogar perto da torcida. No dia 26, será o jogo entre Flamengo e Santos, quando 100% da capacidade estará disponível. Esses testes servirão para que o auge ocorra em 15 de junho, na abertura da Copa das Confederações, com o jogo entre Brasil e Japão.

Ficou algum desgaste com a Fifa pelo fato de o estádio não estar pronto em 21 de abril?

Poderia existir se o governador Agnelo Queiroz tivesse admitido uma inauguração fictícia, se tivesse partido para esse tipo de comportamento. A obra é importante, mas a transparência também é. Todos os elementos devem ser levados em consideração. Tínhamos um problema real, que eram as chuvas e a dificuldade de fazer a drenagem, e isso foi explicado e mostrado. Aqui, não se faz paliativo.

E como está a área externa da arena?

Estamos trabalhando no entorno próximo para a Copa das Confederações. Para a Copa do Mundo, o foco será na área externa mais longa, que inclui uma repaginagem do centro da cidade. Aí, estão ligações com a W3 e a W4, a criação do Jardim Burle Marx e também as ligações por túneis do estádio ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães, e ainda a construção de outros túneis ligando o Clube do Choro e o Parque da Cidade. Isso será feito dentro de um contexto de restituição de um espaço público que não é usado hoje pela população.

Dará tempo?
Tenho convicção de que sim. O tempo só será adversário daqueles que não querem realizar.

Na aprovação da Lei Distrital da Copa, a oposição fez críticas. Existiu alguma razão para isso?

Algumas preocupações são legítimas, mas podem surgir por falta de esclarecimento. Levantou-se uma celeuma em torno do nome do estádio, por exemplo. Mas isso não é uma questão específica daqui, a Fifa impõe situações com relação à denominação, que não pode ter caráter de exploração econômica e nem política. Mas o nome Mané Garrincha é consagrado e a Fifa não coloca nenhum empecilho quanto a ele. E cabe lembrar que a Lei da Copa é fruto de compromissos que tinham sido firmados em 2008 pelo governo brasileiro e pelas cidades que se candidataram a sedes.

Existem questionamentos sobre a sustentabilidade da arena. Como o senhor vê essa questão?
As pessoas opinam sobre o que não conhecem. Falam que é elefante branco, que não terá utilidade, isso e aquilo. Estão repercutindo a informação que alguém deu sem conhecimento técnico para opinar. Estádio de futebol não é sustentável em lugar nenhum do mundo, até porque a renda do futebol não é mais fruto da presença das pessoas nos estádios. A tevê gera a facilidade de a pessoa assistir no conforto da sua casa. Então, os estádios têm de criar condições para que a pessoa se sinta confortável como se estivesse em casa. A pessoa pode chegar de manhã e utilizar os espaços disponíveis, com bares, restaurantes, exposições de arte e o espetáculo de futebol. Os que criticam no futuro terão de bater palmas. Eles se esquecem da capacidade econômica do brasiliense e também de que a cidade carece de espaços para grandes eventos.
 

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