Festa e protestos marcam a abertura: Dilma é vaiada e Brasil goleia por 3 x 0

Festa e protestos marcam a abertura: Dilma é vaiada e Brasil goleia por 3 x 0


Festa e protestos marcam a abertura:  Dilma é vaiada e Brasil goleia por 3 x 0 (Monique Renne/CB/D.A.Press e Ronaldo de Oliveira/Cb/DA Press)

Entrevista Luiz Felipe Scolari: Neymar sempre vai fazer a diferença

Publicação:

15/06/2013 20:27
Luiz Felipe Scolari, o técnico da Seleção Brasileira de Futebol falou após a vitória por 3 a 0 contra o Japão. Defendeu Neymar e a equipe, esquivou-se de polêmicas em torno dos protestos que cercam a Copa das Confederações, elogiou a evolução do time e falou da torcida. Para ele, o Brasil está preparado para qualquer desafio e se tornou um time forte e competitivo. Veja aqui os principais trechos da entrevista de Felipão.


Defesa a Neymar
O técnico Luiz Felipe Scolari, que vinha defendendo Neymar de algumas críticas, valorizou atuação do jogador na vitória por 3 a 0 sobre o Japão. O atacante abriu o caminho para o triunfo com um golaço e manteve um bom nível durante toda a estreia verde-amarela na Copa das Confederações. Felipão afirmou não estar surpreso com o desempenho do atlesta. “O Neymar é um grande jogador. Tem um ou outro momento em que pode não estar tão bem, mas, no geral, é um craque sempre e vai fazer a diferença”, avaliou o treinador, ainda no gramado.
Satisfeito, o gaúcho não limitou os elogios ao seu novo camisa 10. Disse ter gostado da produção de toda a equipe, que parece ter feito as pazes com a torcida ganhando aplausos e até gritos de olé no final do confronto. “O que vale ressaltar é o espírito, a dedicação e a dinâmica do grupo, que também é importante”, disse Scolari, que vê espaço para um bom crescimento ao longo da competição. 
O próximo desafio será na quarta-feira, contra o perigoso México, em Fortaleza. “O meu sentimento é o de que vamos encontrando uma equipe, pouco a pouco, com peças de reposição que também nos ajudam quando entram. São pequenos detalhes que vão sendo ajustados. Com o tempo, vamos ver se a gente consegue melhorar”, concluiu Felipão.

Relação com a torcida
Os jogadores da Seleção Brasileira não podem reclamar do apoio da torcida na tarde deste sábado, durante a vitória sobre o Japão no Estádio Mané Garrincha, Brasília. Desde os primeiros minutos, o apoio das arquibancadas esteve presente, mostrando que este pode ser um bom aliado na Copa das Confederações. Felipão, no entanto, acredita que a relação da torcida é natural. “A relação da torcida com time é normal, desde que faça o primeiro gol aos dois ou três minutos, existe empatia muito maior do que se a gente tivesse feito o gol no segundo tempo, se o Japão tivesse sido melhor e tudo mais”, avaliou Luiz Felipe Scolari.
Em sua primeira passagem pela Seleção Brasileira, Felipão também enfrentou problemas com a torcida, estreou com derrota, mas conquistou o apoio ao longo de sua trajetória vitoriosa que culminou no pentacampeonato em 2002. Apesar de achar natural o incentivou com o gol no início, o treinador acredita que é fundamental ter os torcedores ao lado da equipe. “O que vi hoje no Hino Nacional foi fantástico. É assim que tem que ser, cantar, vibrar, não adianta depois alguns me criticarem porque estou sendo demagogo, não estou nem um pouco preocupado. Estou preocupado com esse povo cantando o hino, porque amedronta os adversários”, explicou Scolari.
Na próxima quarta-feira, o Brasil encara o México, no Estádio do Castelão, às 16 horas (de Brasília). Após a boa estreia, Felipão já prevê a recepção da torcida. “Em Fortaleza vai ser assim (como em Brasília). Em 2002, lá foi onde nós tivemos um início maravilhoso”.

Protestos e vaia
Durante a entrevista coletiva, Felipão também foi questionado sobre os protestos que aconteceram antes do apito inicial nos arredores do Estádio Mané Garrincha. O treinador, no entanto, afirmou que não estava ciente do ocorrido e preferiu não falar sobre o assunto. “Sobre outras situações, como eu tenho que observar a parte técnica e tática dos meus jogadores, tenho que ficar conectado no que estou fazendo, não sei o que aconteceu. Não vi e nem posso responder nada”, disse o treinador, que adotou o mesmo discurso para evitar comentar sobre as vaias à presidente Dilma Roussef.

Evolução tática
Uma atuação equilibrada, sem sustos, deu à Seleção Brasileira o triunfo por 3 a 0 sobre o Japão. O gol de Neymar aos dois minutos e o cansaço do já fragilizado adversário, é verdade, facilitaram a estreia vitoriosa na Copa das Confederações, porém não mexeram com a satisfação do técnico Luiz Felipe Scolari. “O que mais me satisfez no jogo — além, claro, do resultado, que nos dá possibilidade de ainda ter chance de se classificar mesmo com qualquer tropeço —, foi a evolução tática da equipe. A forma como a equipe se comportou desde o início”, observou o treinador. 
Felipão deixou o Mané Garrincha acreditando que seu time, até outro dia em meio a uma crise de credibilidade por não conseguir derrubar um grande oponente, agora pode enfrentar qualquer um. “Dentro da parte tática, tivemos não a perfeição, é claro que não, mas uma situação que nos dá oportunidade de pensar que, se continuarmos taticamente equilibrados, temos equipe para enfrentar qualquer adversário em igualdade de condições e vencê-lo”.

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