NOTÍCIAS Lula desmente boato de que câncer tenha voltado | Imprimir | E-mail Acessos: 0 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desmentiu, nesta quinta-feira (18), o boato de que o câncer do qual divulgou estar curado no ano passado tenha voltado. "É leviano e desumano o que esses canalhas e imbecis fazem pela internet", disse (ouça entrevista). A declaração foi dada depois de uma palestra no campus de São Bernardo do Campo da Universidade Federal do ABC. "Fui visitar o Marcelo Déda, governador de Sergipe, que está com câncer [no hospital Sírio Libanês, onde ele também se tratou]. Disseram que vou escondido de madrugada fazer tratamento. Se eu tivesse ido, jamais esconderia", disse. "Tenho que fazer exame de rotina a cada quatro meses. Não é correto que um canalha ou imbecil fique pela internet contando essas mentiras", disse. ... Segundo Lula, os únicos exames que ele realiza são os rotineiros, a cada quatro meses, devido ao câncer que teve. "Vou fazer um exame em agosto. Se eu tiver [câncer], eu serei o primeiro a falar para a imprensa", afirmou. E emendou: "acho que temos de combater esse tipo de comportamento porque é vandalismo na internet", disse. Ataques a políticos Na palestra, Lula mostrou preocupação com ataques sofridos pela classe política durante os protestos que tomaram as ruas brasileiras em junho. "A negação da política não interessa à democracia", afirmou. "A podridão da política não pode superar a importância da própria política. Não é crível que se possa fazer política sem partidos. Quer influenciar e quer participar? Não precisa ser nos partidos que existem, criem os seus próprios partidos." O ex-presidente foi o convidado de honra de um evento sobre política externa, "2003-2013 - Uma Nova Política Externa - Conferência Nacional", organizada pela própria universidade. Por quase uma hora e meia ele louvou os principais pontos da diplomacia de seus oito anos de governo e contou, de forma descontraída, histórias curiosas de seus encontros com líderes mundiais. Não deixou de expressar surpresa pela proporção que os protestos de junho tomaram e disse ter ficado feliz com a capacidade de mobilização do povo brasileiro. "Foi extraordinário o que vimos nas ruas, demonstrou que o povo está ávido por participar da vida política do Brasil, e participar por inteiro. Todo mundo um dia já carregou e já apoiou muitas das bandeiras e das causas que estavam expostas nas faixas. É uma luta incansável para que tudo melhore sempre." Ao final de sua palestra , reafirmou mais uma vez que ele já tem candidata a presidência da República em 2014. "Em 2014, não serei candidato. A Dilma [Roussef] é a minha candidata. Se vou voltar? Sim, voltarei para casa para ver o jogo do Corinthians." (Com Agência Estado) Fonte: Portal UOL - 18/07/2013 Adicionar novo comentário Exploração comercial em aeroporto privado contraria lei da aviação | Imprimir | E-mail Acessos: 0 Avião na pista de pouso do Aeródromo Botelho: um dos advogados ouvidos pelo Correio defende solução alternativa para resolver o problema (Bruno Peres/CB/D.A Press) Segundo especialistas ouvidos pelo Correio, empreendimentos como o Aeródromo Botelho não poderiam ter lucro com a exploração econômica da atividade, além de constituírem perigo para aeronaves e passageiros. MP apura irregularidades A exploração comercial de um amplo aeródromo privado no Distrito Federal evidencia o crescente risco de negócios informais tentarem atender lacunas de infraestrutura. Essas iniciativas, além de serem ilegais, escapam do planejamento e ainda podem representar riscos à segurança de aeronaves e passageiros, além de perdas fiscais. Com um ousado plano de expansão em curso, o aeródromo de São Sebastião representa uma concorrência direta para o terceiro maior aeroporto do país em movimentação de passageiros, o Juscelino Kubitschek. Para especialistas ouvidos pelo Correio, o caso do terminal improvisado com 65 hangares em área rural é uma agressão ao Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), de 1986. O conjunto de regras proíbe atividades comerciais em aeródromos privados, como é o caso do Aeródromo Botelho. Esses locais “só poderão ser utilizados com permissão de seu proprietário, vedada a exploração comercial” e “nenhum aeródromo poderá ser construído sem prévia autorização da autoridade aeronáutica”, escancara a lei. Segundo um importante especialista em aviação civil, o dono de um aeródromo privado pode autorizar o pouso de aviões em sua propriedade, desde que não haja uma exploração comercial do local. No aeródromo de São Sebastião, houve comercialização de áreas para instalação de hangares, como o próprio dono do empreendimento, José Ramos Botelho. Cada pedaço de terra foi vendido por até R$ 100 mil. A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui. Adicionar novo comentário Reforma política valerá apenas para eleições depois de 2014 | Imprimir | E-mail Acessos: 5 eleiaao001.162702z.jpg Coordenador diz que não quer aprovar medidas "a toque de caixa" Na primeira reunião do grupo de trabalho que vai elaborar o projeto de reforma política, o coordenador, deputado Cândido Vaccareza (PT-SP), afirmou que as alterações na lei não vão valer para as eleições de 2014. Ele afirmou que não quer aprovar a reforma “a toque de caixa”. Para que as mudanças valessem já para o ano que vem, deveriam ser aprovadas pelo Congresso antes de outubro, já que a lei eleitoral garante o prazo de um ano para garantir a validade de alterações na legislação. "Nenhuma decisão desse grupo daqui vai valer para as eleições de 2014. Todas as decisões que aqui tomarmos valerão para 2018. Se vai valer em 2016 nós vamos discutir. Ao discutir um ou dois temas poderemos fazer uma experiência nas eleições municipais e ver se continua. Estamos discutindo aqui a reforma política que, portanto, não valerá para as eleições de 2014, porque iríamos aprovar a toque de caixa", afirmou Vaccarezza. O grupo também definiu um calendário de trabalho e garantiu que haverá produção durante o “recesso branco”, que começa amanhã e se estende até 31 de julho. Haverá reuniões administrativas e a primeira audiência pública já foi marcada para 8 de agosto. Todas as reuniões do grupo serão às quintas-feiras pela manhã. Os deputados têm 90 dias para elaborar um projeto de reforma política, que será votado pelo Congresso no segundo semestre, segundo estimativas do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Após passar pelo Congresso, as propostas serão colocadas em consulta pública sob forma de um referendo, em que a população aprova ou rejeita as leis votadas pelos parlamentares. Adicionar novo comentário Homicídios "migram" do Sudeste para o Norte e Nordeste | Imprimir | E-mail Acessos: 5 shutterstock_70808494.jpg Em 2011, treze cidades dessas regiões atingiram a marca de mais de 100 homicídios por 100 mil habitantes Em dez anos, a violência homicida no Brasil migrou do Sudeste para o Norte e o Nordeste. Enquanto os índices de São Paulo e Rio chegaram a cair 80%, capitais nordestinas bateram recordes de assassinatos. Entre os 5,6 mil municípios do País, 15 ultrapassaram a marca de 100 mortes por 100 mil habitantes, revela o Mapa da Violência 2013 - Homicídios e Juventude no Brasil, com base no DataSUS. Em 2011, dez cidades do Nordeste e três do Norte atingiram a marca de mais de 100 homicídios por 100 mil habitantes - acima de 10 a taxa é considerada epidêmica. Em 2010, apenas Simões Filho, na Bahia, registrara esse índice. A migração foi detectada por estudo preparado pelo sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz. A atração causada por novos polos econômicos e a abertura de novas fronteiras econômicas, somadas à falta de estrutura das regiões para lidar com a violência, permitiu a escalada das mortes onde antes se conhecia relativa tranquilidade. O Mapa da Violência mostra que, na Bahia, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes cresceu 223,6%. Na Paraíba, 202,3%. No Rio Grande do Norte, 190,2%. Como em toda a violência no País, essa mudança também atinge principalmente os jovens. Em Alagoas, morrem 156, 4 jovens a cada 100 mil habitantes, quase oito vezes superior à de São Paulo. A epidemia de assassinatos que atinge o Nordeste pode ser traduzida pelos números das capitais. Em 1999, Salvador era a área metropolitana mais tranquila do País. Em 12 anos, pulou para a 3.ª colocação - a taxa de homicídios passou de 7,9 por 100 mil para 69 por 100 mil. Maceió, a 1.ª do ranking hoje, com 111 assassinatos por 100 mil, era apenas a 14.ª há 12 anos. Das oito cidades que compunham a lista das capitais mais violentas, apenas Vitória e Recife ainda continuam entre as primeiras. A capital do Espírito Santo caiu do 1.º para o 5.º lugar e Recife, da 2.ª para 4.ª posição. São Paulo, que era o 3.º lugar em 1999, hoje é a capital menos violenta do País. A análise feita por Jacobo mostra que o eixo da violência acompanha seis tipos de alterações no perfil socioeconômico do País. A principal são os novos polos de desenvolvimento, que cresceram não apenas nas capitais do Norte e do Nordeste, mas no interior dos Estados. Entre 2003 e 2011, a violência aumentou 23,6%, enquanto nas capitais, caiu 20,9%, com a concentração maior nas cidades do Sul e Sudeste. "A emergência desses novos polos de crescimento, atraindo investimentos e gerando emprego e renda, tornam-se também atrativos para a criminalidade por serem áreas onde os mecanismos da segurança são ainda precários ou incipientes, sem experiência histórica e aparelhamento para o enfrentamento das novas configurações da violência", diz o estudo. Mais... Adicionar novo comentário Papa quer "banho de povo" e cobrará políticos no Brasil | Imprimir | E-mail Acessos: 5 000_Par7615259.jpg Francisco participa da Jornada Mundial da Juventude a partir do dia 22 O Vaticano se posiciona ao lado dos manifestantes, prepara um discurso de cobrança à classe política e alerta que, se ceder e aceitar algumas mudanças na agenda no papa Francisco por causa da segurança, não abrirá mão de um "banho de povo". O novo cenário ainda fez o papa reabrir seus discursos e reescrevê-los para elevar o tom de questionamento aos dirigentes. O discurso oficial em Roma é de apontar que a Igreja não é o alvo dos protestos. "Não é um confronto com o papa ou com a Igreja", declarou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. Em outras palavras, as ruas protestam contra os políticos, não contra o papa, que não disfarça a seus assessores mais próximos e outros cardeais sua simpatia com o que vê nas ruas. Nesta quarta-feira, na Cidade do Vaticano, Lombardi explicou a dezenas de jornalistas de todo o mundo o percurso frenético que Francisco fará em sua primeira viagem internacional. A agenda original foi modificada pelo próprio papa. Mas não para se proteger, e sim para abolir dias de descanso e incluir inúmeras atividades com caráter social que não estavam previstas, entre elas a visita a uma favela, a um hospital e a detentos. Questionado sobre as ameaças de manifestações identificadas pelo governo, Lombardi deixou claro que não há revisão dos planos. "Se houver mudanças, eles (as autoridades brasileiras) nos comunicarão. Mas, no momento atual, não esperamos que existam inconvenientes particulares ou consequências para a Jornada." A reportagem apurou que, na negociação com as autoridades brasileiras, o Vaticano já mandou um recado claro: o papa não aceitará ser isolado ou que seus planos de contato com a população sejam reduzidos. O Vaticano não esconde que parte da proteção de Francisco virá até de sua mensagem. "Todos entendem que a mensagem do papa é de solidariedade, de convivência pacífica na sociedade e de desenvolvimento igualitário para todos", disse Lombardi. Durante toda a semana que antecede a viagem, Francisco tem se mantido afastado do público, justamente para preparar sua mensagem. Os textos Funcionários na secretaria de Estado confirmaram que ele terá um "recado de esperança" aos jovens, mas também fará cobranças aos políticos e orientação aos bispos sobre como devem abrir suas igrejas e se aproximar dos mais carentes. Para a classe dirigente, já há até local escolhido para dar o recado: o Teatro Municipal do Rio de Janeiro. "O papa quer falar ali aos responsáveis por decisões na sociedade", indicou o padre Lombardi. Nos bastidores, fontes no Vaticano confirmaram que o pontífice argentino acredita que chegou o momento de o governo "escutar o povo". Adicionar novo comentário

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