PM ignora protestos e apoia capitão do Choque
Protestos pedem a exoneração de capitão da PM
No início da noite de ontem um grupo de cerca de 40 manifestantes se reuniu na porta doQuartel General da PM. O protesto tinha como pautas principais a desmilitarização da polícia e a exoneração do capitão da PM Bruno Rocha, que ficou conhecido por ser filmado jogandospray de pimenta em manifestantes no 7 de setembro e explicando a razão: “Porque quis”. O grupo fechou parte da via Espm, que liga o Setor Policial Sul à W3 Sul.
A manifestação começou por volta das 18h30 e seguiu por boa parte da noite. Os participantes do protesto destacavam que a atitude do capitão do Batalhão de Choque não era um ato isolado, mas o reflexo de um comportamento de toda a corporação.
O organizador da passeata Guilherme Gomes, 25, avalia que a PM trata o cidadão como um inimigo. “A polícia hoje não protege as pessoas, pelo contrário, é grande responsável por mortes de jovens nas periferias”, atacou. O artista plástico Augusto Botelho ilustrou em tirinhas a violência da PM. “Não é só um comportamento do capitão Bruno, mas uma conduta generalizada”, avaliou. ...
Bruno não sairá
A PM disse que, segundo a lei, não há possibilidade de o capitão Bruno Rocha ser destituído do cargo. A corporação também não tem intenção de afastar o oficial de açõesde contenção dos protestos.
1.581 pessoas confirmaram presença no ato pelo Facebook, mas os próprios organizadores do evento esperavam apenas 100. Foram 40
A polícia informou que o capitão participará “em caso de necessidade”. Outra reivindicação de alguns dos manifestantes era de que a PM estabelecesse um código de como os policiais deveriam se portar em grandes manifestações, mas a corporação não vê “necessidade”.
Bomba na Polícia Federal
A tarde também foi agitada na região do Setor Policial Sul. Dois homens invadiram a sede da Polícia Federal carregando rojões. Um deles deixou um dos artefatos explodir e acabou perdendo quatro dedos no acidente. O esquadrão antibomba da Polícia Militar foi acionado para detonar um pacote suspeito deixado por eles sob uma árvore em frente ao prédio.
Fonte: Jornal Metro Brasília - 13/09/2013
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