Polícia prende cinco pessoas por grilagem de área pública no DF

Suspeitos eram usados em esquema de venda ilegal de lotes no Lago Sul. Envolvidos que faziam a negociação dos terrenos foram presos em junho.

Delegado Ivan Dantas explica como funcionava esquema de grilagem de terras no Lago Sul, em Brasília (Foto: Lucas Salomão/G1)
A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu na manhã desta terça-feira (22) cinco pessoas suspeitas de invasão de área pública, parcelamento irregular e lavagem de dinheiro. A operação desta terça é resultado de uma primeira realizada em junho, quando foram presos 13 suspeitos.

O grupo criou uma expansão irregular em um condomínio de classe média alta no Altiplano Leste, Lago Sul.

Segundo a polícia, os 400 terrenos irregulares eram vendidos a preços entre R$ 80 mil e R$ 100 mil. Os lotes legalizados do condomínio são vendidos a R$ 400 mil cada. De acordo com a polícia, mais da metade dos terrenos já haviam sido vendidos até o início das investigações. ...

Os cinco presos na operação eram usados como laranjas. Os envolvidos que faziam as negociações haviam sido presos na primeira etapa da investigação, que ocorreu em junho último.

Segundo o delegado da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (DEMA), Ivan Dantas, o grupo montava "cadeias dominais".

"O grileiro coletava assinaturas de laranjas e as usava nos documentos como se estes fossem adquirentes, cedentes e cessionários do terreno. Para cada assinatura, pagavam algo em torno de R$ 50. Em cada documento, as assinaturas dos laranjas eram usadas ora como adquirentes, ora como cedentes e ora como cessionários", disse.

De acordo com o delegado, as cadeias "eram montadas para dar um aspecto maior de legalidade. Eles queriam dar a ideia de que os lotes eram antigos e já estavam próximos da regularização."

Operação Faraó
Em junho, a Polícia Civil prendeu 13 pessoas suspeitas de invasão de área pública, parcelamento irregular e lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, quatro presos comandavam o grupo, três eram usados como laranjas para lavagem de dinheiro e seis eram corretores.

De acordo com a polícia, a lavagem de dinheiro ocorria com a compra de veículos por laranjas. Cinco carros de luxo foram apreendidos na casa de um dos suspeitos. A corporação informou que um servidor da Agefis chegou a pedir proteção policial, devido às ameaças que sofria do grupo.

Fonte: G1-DF - 22/10/2013

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