Vazamento no Paranoá MPDFT investiga vazamento de óleo no Lago Paranoá
As informações sobre o vazamento de óleo ocorrido no Lago Paranoá, no último dia 17, ocasionado pela caldeira do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), serão anexadas ao inquérito civil público que tramita na 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (Prodema) desde junho de 2012.
O procedimento investiga caso semelhante, com os mesmos autores,
ocorrido naquele ano. A Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema)
também abriu inquérito para apurar o caso. ...
O titular da 1ª Prodema, Roberto Carlos Batista, explicou que os
documentos sobre o fato serão juntados ao procedimento existente por se
tratar de caso semelhante. “Esses elementos serão colocados no inquérito
porque os fatos e responsáveis se identificam”, explicou o promotor.
Segundo ele, a reincidência será um agravante para os infratores. Além
disso, a responsabilidade pelos fatos é solidária. “A empresa de
manutenção é responsável pois não cumpriu o contrato e o hospital porque
não fiscalizou o cumprimento do que foi contratado”, completou.
A Secretaria de Saúde e o Hran devem apresentar, em dez dias,
informações sobre as providências que serão tomadas para reparar o
sistema e evitar novos acidentes. Com intuito de criminalizar os
responsáveis, a Prodema solicitou aos peritos do Instituto de
Criminalística do DF que o trabalho fosse feito com elementos
imprescindíveis, entre eles, o diagnóstico de risco de danos à saúde
humana, a morte de animais da região e a morte substancial da flora.
Em julho, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) notificou o
Hran para prestar informações sobre as providências que estavam sendo
adotadas para corrigir as irregularidades constatadas pela Companhia de
Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) em junho de 2013.
Entretanto, o hospital não forneceu nenhuma resposta.
Histórico
Não é a primeira vez que o Lago Paranoá sofre com o descaso e a
negligência das autoridades. Há um ano, o próprio Hran foi responsável
por um vazamento de óleo, também de uma caldeira. Foram instaurados
inquéritos policial, pela Dema e inquérito civil pela 1ª Prodema, que
ainda estão em apuração.
Em 2006, o hipermercado Carrefour Norte estava pavimentando uma área na
parte norte da cidade e houve vazamento de óleo. O hipermercado
contratou uma empresa especializada para fazer a limpeza da área. Laudos
da perícia especializada provaram que nenhum dano foi causado e, por
isso, o inquérito policial foi arquivado.
Em 1996, o Hospital de Base de Brasília deixou vazar óleo das caldeiras
atingindo o Lago Paranoá. À época, ainda não existia a Lei de Crimes
Ambientais. Dessa forma, só seria tipificado crime se fosse comprovada a
intenção (dolo) do crime. O caso configurou negligência; o que motivou o
arquivamento do inquérito policial. No entanto, os inquéritos que
tratam dos casos envolvendo o Hran não terão o mesmo destino.
Fonte: Portal MPDFT - 24/10/2013
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