Cinco perguntas para Paulo Octávio
“Me pegaram para Cristo e meu empreendimento como mote”
O empresário e ex-vice-governador Paulo Octávio esteve por duas horas
na tarde desta quinta-feira (7) prestando depoimento aos policiais da
Divisão de Combate ao Crime Organizado (Deco), que investigam um esquema de concessão ilegal de alvarás em Taguatinga e Águas Claras. ...
Veja o que o empresário disse ao blog:
Qual o envolvimento do senhor com a Operação Átrio?
Tenho apenas um empreendimento em andamento em Taguatinga e um em Águas
Claras. Ambos não foram aprovados por esses administradores (contra os
quais a polícia emitiu mandados de prisão)
e sim por administrações anteriores. Peço ao governo que, se existe uma
dúvida, faça análise o mais rapidamente possível. Nossa empresa não faz
projetos, executa os projetos elaborados pelos melhores arquitetos do
Brasil.
A inauguração do Shopping JK está mantida?
Sim, claro. Cumpri todas as etapas, tenho todos os alvarás, tenho 100
lojistas na expectativa da inauguração dia 16. Serão gerados mais de 2
000 empregos. Uma operação em cima dos administradores não é motivo para prejudicar empreendimentos.
Os que as autoridades perguntaram ao senhor durante depoimento na delegacia?
Queriam entender o funcionamento das etapas para a construção de um
empreendimento e expliquei tudo em detalhes. Estou à disposição.
Acha que a operação de quinta (7) foi uma medida para lhe prejudicar politicamente?
Espero que não, mas muitos assessores meus entendem que sim. Um projeto
que está tramitando há cinco anos e passou por todas as etapas de
fiscalização ser questionado há nove dias da inauguração é no mínimo
muito intrigante.
Como pretende reagir, então?
Estou com a minha consciência muito tranquila, nunca tive um
empreendimento questionado em Brasília e não vai ser esse que será. Não
sou louco de investir tanto em Ceilândia em um projeto irregular. Não
tem nada de errado. Estão me pegando como Cristo e o meu empreendimento,
que é o maior, como mote.
Fonte: Lilian Tahan-Blog Grande Angular-Veja Brasilia - 09/11/2013
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