Mulheres de detentos protestam contra o tratamento desigual
‘É errado isso. Tem de passar pelas mesmas coisas que a gente passa’, reclama uma delas.
Mulheres de presos do Complexo da Papuda, em Brasília, reclamaram ontem da visita que os parentes dos petistas condenados no processo do mensalão puderam fazer ontem e anteontem. Os dias de visita são quarta e quinta-feira e, desde ontem, algumas mulheres já estavam acampadas para poder pegar as primeiras senhas. Se chegassem apenas hoje cedo, elas correriam o risco de ficar pouco tempo com seus parentes. — É errado isso. Ela ( mulher de José Genoino, ex-presidente do PT) tem que pegar fila como todos pegamos. ...
Tem que passar pelas mesmas coisas que a gente passa. Pode ser até mulher do presidente, mas tem que passar pelo que a gente passa — disse Patrícia, que não quis revelar o sobrenome. Patrícia disse que iria passar a noite numa barraca na entrada da Papuda. Ela será uma das primeiras a pegar senha, a partir das 9h de hoje.
O horário de visita vai até 15h. Uma parte dos detentos recebe visita na quarta e outra na quinta. Acampadas e sem banheiro, as mulheres levaram para o local alguns galões de água, usados para tomar banho no mato. — Tem que ter condições iguais, a gente enfrenta sol e chuva. Eles chegaram e já podem visitar, deveriam entrar na fila e pegar senha — disse Mariana Gomes, mulher de um preso no regime fechado. — A gente se sente injustiçado, revoltado.
A moça (mulher de Genoino) vem, visita o marido dois dias seguidos, enquanto a gente tem que estar aqui várias horas antes para conseguir visitar nossos maridos — disse outra mulher, que não quis se identificar. — Elas não são melhores que a gente por ter poder aquisitivo maior. Segundo Mariana, cada família pode levar aos detentos 500 gramas de biscoito, que não pode ser recheado, seis frutas, dois rolos de papel higiênico, dois sabonetes, um desodorante, uma barra de sabão de coco e 500 gramas de sabão em pó.
Às 18h, é realizado um culto religioso. As mulheres dizem que, a cada seis meses, podem levar roupas novas aos detentos, limitadas a duas blusas, duas bermudas, seis cuecas, dois pares de meia, uma blusa de frio, uma calça, um par de tênis, uma toalha, um lençol e um cobertor. — Meu marido é mensalinho — disse Beatriz de Souza. As mulheres não acreditam que a presença de mensaleiros melhore a rotina dos demais. — Os outros não são tratados do jeito que eles são. A comida deles é boa, a dos nossos tem parafusos e bichos — disse Patrícia.
Tem que passar pelas mesmas coisas que a gente passa. Pode ser até mulher do presidente, mas tem que passar pelo que a gente passa — disse Patrícia, que não quis revelar o sobrenome. Patrícia disse que iria passar a noite numa barraca na entrada da Papuda. Ela será uma das primeiras a pegar senha, a partir das 9h de hoje.
O horário de visita vai até 15h. Uma parte dos detentos recebe visita na quarta e outra na quinta. Acampadas e sem banheiro, as mulheres levaram para o local alguns galões de água, usados para tomar banho no mato. — Tem que ter condições iguais, a gente enfrenta sol e chuva. Eles chegaram e já podem visitar, deveriam entrar na fila e pegar senha — disse Mariana Gomes, mulher de um preso no regime fechado. — A gente se sente injustiçado, revoltado.
A moça (mulher de Genoino) vem, visita o marido dois dias seguidos, enquanto a gente tem que estar aqui várias horas antes para conseguir visitar nossos maridos — disse outra mulher, que não quis se identificar. — Elas não são melhores que a gente por ter poder aquisitivo maior. Segundo Mariana, cada família pode levar aos detentos 500 gramas de biscoito, que não pode ser recheado, seis frutas, dois rolos de papel higiênico, dois sabonetes, um desodorante, uma barra de sabão de coco e 500 gramas de sabão em pó.
Às 18h, é realizado um culto religioso. As mulheres dizem que, a cada seis meses, podem levar roupas novas aos detentos, limitadas a duas blusas, duas bermudas, seis cuecas, dois pares de meia, uma blusa de frio, uma calça, um par de tênis, uma toalha, um lençol e um cobertor. — Meu marido é mensalinho — disse Beatriz de Souza. As mulheres não acreditam que a presença de mensaleiros melhore a rotina dos demais. — Os outros não são tratados do jeito que eles são. A comida deles é boa, a dos nossos tem parafusos e bichos — disse Patrícia.
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