Subsecretaria do Sistema Penitenciário desconhece privilégios a mensaleiros
Em resposta aos questionamentos feitos pela Vara de Execuções Penais (VEP) na semana passada, sobre supostas regalias concedidas a mensaleiros presos em Brasília, a cúpula do sistema prisional do Distrito Federal afirma desconhecer privilégios, acusa o Judiciário local de quebrar o princípio da separação e da autonomia dos Poderes e alega riscos para a segurança carcerária caso ingerências praticadas especialmente pelo Ministério Público continuem. O documento de oito páginas ao qual o Correio teve acesso saiu ontem mesmo da Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe) para a Secretaria de Segurança Pública, de onde seguirá para o governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), que tem até hoje para prestar esclarecimentos à VEP.
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Agnelo deve explicar, até esta sexta-feira sobre regalias a mensaleiros GDF responde à Justiça até sexta-feira sobre regalias a presos do mensalão Após denúncia de regalias, governador Agnelo visita Dirceu na prisãoO tom ácido do memorando da Sesipe, caso seja mantido na resposta oficial do governo, tende a acirrar ainda mais a tensão instalada entre o governo local, a VEP e o Ministério Público do DF. A pasta considerou “tolhimento ao princípio constitucional da separação e autonomia dos Poderes” a decisão da VEP de anular a circular que determinou às unidades prisionais que enviassem para a Sesipe todas as solicitações da Justiça e do Ministério Público. No documento finalizado ontem, a subsecretaria destaca que o ato administrativo teve o objetivo de “centralizar as respostas ao órgão de comando dos presídios, em face da repetição de demandas que vem ocorrendo com frequência”. Para exemplificar, cita seis memorandos recentes sobre um mesmo assunto distribuídos a diferentes áreas do sistema prisional brasiliense.
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