Corpo de professora que estava desaparecida é encontrado pela PC em Planaltina de Goiás


 Após 24 dias desaparecida, finalmente, a Polícia Civil encontrou o corpo da professora Márcia Regina, 56, que estava desaparecida.


De acordo com informações da Delegacia de Repressão e Sequestro da Polícia Civil, o corpo de Márcia foi localizado em um matagal, na GO-118, região de Planaltina de Goiás, em estado avançado de decomposição.
O principal suspeito do crime brutal é seu namorado, o vendedor de carros Luiz Carlos Coelho Penna.
A professora desapareceu no último dia 9 de março. Segundo familiares, a última notícia que tiveram dela foi uma mensagem deixada em uma rede social.
O sumiço da professora foi registrado por parentes que vieram de Formosa (GO) para ajudar nas investigações da polícia. Márcia era professora-doutora em alfabetização do primeiro ano do Ensino Fundamental e estava prestes a completar dois anos lecionando na unidade de ensino.
A professora morava com o namorado em um apartamento em Águas Claras. Na época do desaparecimento, a polícia chegou a ir até o apartamento da vítima para realização de perícia. No entanto, os policias não chegaram a encontrar nenhuma irregularidade ou sinal de arrombamento, descartando assim, a ideia de se tratar de um sequestro, uma vez que não ouve nenhuma ligação por parte de sequestradores.
Fontes da Polícia Civil informam que o suspeito aplicou um forte soco no rosto da namorada, deixando-a desacordada, e quando chegou ao local da “desova”, colocou-a de bruços e bateu muito forte na cabeça dela com o extintor, próximo a nuca, fraturando-lhe o crânio.
Luiz Carlos Coelho Penna foi preso na última sexta-feira, 28, sob suspeita de homicídio e ocultação de cadáver. Márcia foi vista pela última vez no domingo, 9. No sábado, 22, seu carro foi encontrado no conjunto A da quadra 2, em Sobradinho.
A Justiça decretou a prisão temporária de Luiz Penna, que já tem um passado criminal de agressão a mulheres e crime contra a honra de terceiros. Luiz Carlos Coelho Penna foi visto por um vizinho da professora na segunda-feira, 10, entrando no apartamento onde moravam, em Águas Claras. Ele teria dito que fora em busca de fotografias, pois a namorada estaria desaparecida. Mas a polícia confirmou que ele não registrou um boletim de ocorrência comunicando o fato. Penna retirou seu perfil do Facebook, antes de ser preso.

Por Jean Marcio Soares

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