Fábrica de dossiês': Gilberto Carvalho nega participação

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, negou nesta quarta-feira que tenha participado de um esquema para elaboração de dossiês contra adversários do PT utilizando a máquina pública como instrumento. Em livro lançado no fim do ano passado, o ex-secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, afirmou que havia no Ministério da Justiça uma "fábrica de dossiês". 
"Até que se mude a lei, o ônus da prova é de quem acusa. Não cabe a mim provar que não falei. Cabe a ele provar que eu falei", disse o ministro a deputados, na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara...

"Quero que ele prove que eu tive alguma conversa com ele falado de algum dossiê. Não fiz essa declaração, não pedi nunca ao senhor Tuma nem e a ninguém  que fosse produzido dossiê, até porque não considero isso uma forma adequada de luta política", acrescentou.

Carvalho prometeu novamente processar Tuma Júnior pelas acusações e disse que o fará no momento em que considerar adequado. O ex-secretário Nacional de Justiça já declarou que aguarda a instalação do processo para que ele traga à tona as provas do que afirma no livro. "Ele está agora no momento de glória dele, vendendo livros. Mas vai chegar a hora", afirmou.

Gilberto Carvalho foi convocado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, da Câmara, para explicar denúncias de que teria feito pedidos de confecção de dossiês contra adversários usando a máquina pública. Em livro lançado no fim do ano passado, o ex-secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, afirmou que havia no Ministério da Justiça uma “fábrica de dossiês” contra adversários políticos do PT. O título da publicação é Assassinato de Reputações – um crime de Estado.

Em entrevista à revista Veja pouco antes do lançamento do livro, Tuma Júnior disse que, em 2010, o então ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto lhe entregou um dossiê apócrifo sobre supostas contas no exterior do governador de Goiás, Marconi Perillo, e ordenou a abertura de uma investigação, que teria sido pedida por Gilberto Carvalho, que na época era chefe do gabinete do presidente Lula.
Fonte: DIOGO ALCÂNTARA portal Terra - 09/04/2014 - - 17:23:52

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