CPI da Petrobrás ouvirá Foster e Gabrielli na próxima semana
Plano de trabalho aprovado prevê 74 requerimentos, entre convocações e convites; apenas o pedido de depoimento de Lula foi rejeitadoDébora Álvares - O Estado de S. Paulo
Brasília - A CPI da Petrobrás no Senado aprovou nesta quarta-feira, 14, um total de 74 requerimentos de convocações e convites para ouvir autoridades sobre os negócios que envolvem a estatal. Entre eles estão as convocações da presidente da Petrobrás, Graça Foster, cujo depoimento está marcado para a próxima terça-feira, 20, e do seu antecessor, José Sérgio Gabrielli, na quinta, 22.
Ed Ferreira/Estadão
O peemedebista Vital o Rêgo (PB) e o petista José Pimentel (CE) serão presidente e relator
Apenas um requerimento foi rejeitado pela comissão. O tucano Cyro Miranda (GO) apresentou requerimento para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse convidado a explicar a compra da refinaria de Pasadena.
"O mandatário era o senhor Lula e ele deveria saber de tudo o que estava acontecendo. Por isso acho que o depoimento dele é muito importante", destacou o senador, único da oposição a participar das reuniões da CPI. "Requerimento que convoca o ex-presidente não tem relação com o que nós estamos investigando", rebateu Pimentel.
A CPI também aprovou seu plano de trabalho, mirando a oposição. Sobre a prerrogativa de poder acrescentar fatos correlatos à investigação, o relator, José Pimentel (PT-CE), deixou claro no documento a intenção de investigar o Porto de Suape, num ataque ao presidenciável pelo PSB, Eduardo Campos.
O plano também coloca como alvo de apuração o naufrágio da plataforma P-36, na Bacia de Campos, em 2001, durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A convocação do ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, ex-genro de FHC é mais uma tentativa de atingir o governo do tucano.
A manobra atende aos interesses do governo, que teve impedida por uma liminar da ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber a ampliação do escopo da investigação. Pimentel disse que a sugestão "não saiu um milímetro" da determinação do STF.
"A Abreu e Lima e a Petrobrás pagaram para várias operações para viabilizar acesso a Suape. A apuração vai ser técnica". O relator relatou ainda a possibilidade de adicionar fatos conexos ao longo da investigação, ao justificar a menção à Suape.
O cronograma de Pimentel elenca questões que a comissão deve tentar responder, documentos a serem solicitados, bem como as autoridades a serem ouvidas.
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