Grupo faz protesto contra a Copa na Rodoviária e no Estádio Nacional
Cerca de 250 manifestantes, segundo PM, se concentraram na Rodoviária.
Depois, grupo saiu em caminhada em direção ao Estádio Mané Garrincha.Filipe Matoso e Ricardo Moreira
Um grupo de cerca de 250 pessoas, segundo avaliação da Polícia Miltar, se reuniu nesta quinta-feira (15) na Rodoviária do Plano Piloto, região central de Brasília, para protestar contra os gastos com a Copa do Mundo e por mais investimentos em serviços públicos.
Convocado pela internet, o protesto reuniu integrantes de organizações como Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado).
O grupo se concentrou na plataforma inferior da rodoviária, em frente aos pontos de embarque. Por meio de um sistema de som, os manifestantes gritavam slogans contra a Copa, como "Da Copa eu abro mão com saúde e educação", "Fifa, go home" e "Ei, Fifa, volta para a Suíça".
Por volta das 18h, eles iniciaram uma caminhada pelo Eixo Monumental em direção ao Estádio Nacional Mané Garrincha, uma das sedes da Copa do Mundo. Eles chegaram às 18h45 às imediações do estádio, onde leram nomes mortos durante a construção de arenas da Copa.
De acordo com os organizadores do ato em Brasília, a Copa representa o “símbolo de um projeto de sociedade injusto e excludente”Segundo Thiago Ávila, membro do Comitê Popular da Copa, "nos venderam uma Copa, sete anos atrás, que traria desenvolvimento, melhorias na saúde, transporte e segurança". Segundo ele, a "copa das manifestações" está começando, com atos em todos os dias de jogos.“As organizações avaliam que a Copa do Mundo no Brasil representa o símbolo máximo de um projeto de sociedade que beneficia e enriquece os setores mais privilegiados, como as construtoras, empreiteiras, grandes empresas, setor automobilístico, os chamados cartolas, etc, em detrimento das populações mais vulneráveis e de todos que necessitam de políticas públicas, como saúde, educação, moradia e transporte de qualidade, dentre outras”, diz comunicado divulgado pelos organizadores da manifestação na capital federal.
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