Pilotos denunciam falha em sistema de comunicação no Metrô-DF
Segundo o Sindmetrô-DF, os pilotos não conseguem comunicação com o centro de operações no trecho do túnel há 4 dias. A companhia informou que as falhas são pontuais
| Passageiros andam pela linha férrea após problemas em trem próximo a Estação Park Shopping |
Trens quebrados e registro de explosões são alguns dos problemas do sistema metroviário do Distrito Federal, presenciados pela população que utiliza o transporte diariamente. Além disso, pilotos também denunciam falhas graves no sistema de comunicação dos trens.
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes (Sindmetrô-DF) informou que nesta quinta-feira (8/5) completa quatro dias que os pilotos não conseguem fazer comunicação, via rádio, com a Central de Controle Operacional (CCO) quando passam pelo túnel que liga a Estação 114 à Estação Central, na Rodoviária do Plano Piloto. A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) diz, contudo, que o sistema via rádio está funcionando normalmente em toda extensão, mas tem apresentado falhas em trechos pontuais dentro do túnel há três dias.
| Um alerta para informar a falha na comunicação foi colocado no painel que fica dentro da sala dos pilotos |
Um piloto, que não quis se identificar, informou ao Correio que "o túnel inteiro está sem comunicação com o CCO" e que vários pilotos fizeram relatórios para falar sobre o problema, que, segundo ele, representa um perigo. "Se alguém cai na via, não tem como pedir para parar o trem". O funcionário também reclama das medidas que a empresa vem tomando dentro das estações. "Na porta da sala dos pilotos eles estão colocando vigilantes armados para impedir o sindicato de entrar."
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O Sindmetrô-DF informou ao Correio que falhas na comunicação são constantes."Não tem como o metrô rodar sem comunicação. Se ocorrer qualquer acidente não tem como tomar providências", ressaltou a categoria. Uma das diretoras do sindicato, Tânia Viana, explicou ainda que uma denúncia já foi feita junto à Comissão de Assuntos Sociais da Câmara Legislativa do DF. Segundo ela, um trem que parar dentro do túnel não tem como pedir socorro ou se comunicar, por não ter comunicação com o CCO.
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Sobre os vigilantes armados na porta da sala dos pilotos, o Metrô-DF infomou que após as confusões ocorridas durante a última greve dos metroviários, os funcionários reforçaram a segurança nas estações. Segundo a companhia, não é permitida a entrada de ninguém que não esteja autorizado, inclusive o Sindmêtrô-DF, dentro de áreas restritas, como a sala dos pilotos. "Eles [grevistas] tentaram invadir área de acesso restrito como o Centro de Controle Operacional (CCO) e barrar a injeção de trens na via, a partir da sala de pilotos. Portanto, para evitar interferências externas que possam comprometer a circulação dos trens e a segurança dos usuários, esses locais operacionais e que são frequentemente vigiados, estão com atenção redobrada", ressaltou o Metrô-DF.
Greve 2014
A greve dos metroviários começou em 2 de abril. A categoria reivindicava, principalmente, a correção das distorções salariais do plano de carreira, redução de jornada de trabalho, implantação do plano de previdência, reajuste salarial de 10% para todos os empregados, além de mais segurança.
O fim do movimento grevista foi decretado em quatro de março, após determinação da Justiça, que realizou uma audiência de conciliação entre o Sindmetrô e o Metrô-DF. A greve, que durou cerca de um mês, passou por suspeitas de sabotagem e denúncias de ilegalidade. Enquanto, a companhia e a categoria tentavam entrar em acordo, os usuários tiveram que lidar com problemas como trens quebrados, estações lotadas e demoras para conseguir embarcar.
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