A velha política e a mania brasileira de não pensar... em política.
Então qual é a saída para os pobres eleitores tupiniquins? Olhar rapidamente no cardápio a procura de homens honestos e ilibados não parece ser a melhor saída. Pois na época da eleições os políticos pululam a nossa frente defendendo valores e famílias a todo instante. O ultimo deles foi até vice-governador do Distrito Federal. No instante em que sua propaganda partidária invadia a telinha de milhares de brasilienses, o defensor do combate a “corrupção” e do “imposto único é a solução” estava sendo preso por formação de quadrilha e corrupção ativa.
O nobre cavalheiro, defensor assíduo da família e dos bons costumes, mega empresário nacional, político de nascença não passou de mais um apostrofo do débil cenário político brasileiro. Infestado de honrados moralistas e cidadãos de bem que nos bastidores dos gabinetes escondem dinheiro público em cuecas, meias, bolsas e afins, ou tramam a venda de empresas nacionais visando grandes lucros pessoais.
Enquanto isso, nós que somos meros espectadores da bandalheira ululante, sentamos em nossas escandalizadas poltronas e entre um gole e outro digerimos as vergonhosas noticias dando espaço para o próximo escândalo. Talvez a boa nova seja que a corrupção não é uma coisa moderna; Aportou em nossas terras com nosso pai Cabral e suas caravelas.
De certeza temos apenas o conhecimento que o poder de exorcizar todos os fantasmas nacionais deita nas urnas eletrônicas, nos jornais impressos ou virtuais e nos olhos vigilantes. Definitivamente, este poder não está na escolha rápida do cardápio político na época eleitoral.
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