Financiamento público de campanha

Francisco Ferraz politicamente incorreto       A extrema superficialidade com que são tratadas as mais complexas questões políticas, coadjuvadas por sofismas e argumentos emocionais a serviço de interesses partidários, obscurece e distorce a sua compreensão, por parte do eleitor comum.
É o que ocorre com a discussão sobre a reforma eleitoral (sempre em pauta) e o financiamento público das campanhas eleitorais. Em primeiro lugar a proposta do financiamento público é apresentada como se o financiamento das campanhas fosse exclusivamente privado.
Na realidade provêm do setor público isto é, dos impostos que pagamos, os recursos destinados ao Fundo Partidário e ao horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, não apenas no período eleitoral senão que ao longo do ano nos programas dos partidos políticos.
Não há dúvida quanto ao papel democratizante deste financiamento público. Sem ele partidos minoritários não teriam se viabilizado politica e eleitoralmente. O que se discute é a proposta de torna-lo um financiamento público exclusivo isto é, colocar fora da lei o financiamento privado de pessoas jurídicas, sob a alegação de que provoca a corrupção.
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