Em Ceilândia, alunos sofrem com falta de professores em escola
Luana Lopes
luana.lopes@jornaldebrasilia.com.br
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O problema iniciou em 23 de abril, quando dois professores efetivos se afastaram por problemas de saúde. Na volta do recesso de um mês em decorrência da Copa do Mundo, mais quatro professores temporários foram afastados, totalizando seis turmas sem aula. Segundo a professora Iolanda Alves, o Conselho Escolar e a direção da instituição buscam uma resposta da Regional de Ensino e da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SE-DF) desde abril. Até hoje não obtiveram respostas. A situação comoveu todos os funcionários da instituição, que possui 32 turmas ao todo, em dois períodos. “Estamos indignados. Mais uma vez vemos que a educação não é prioridade”, afirma a professora.
Em nota de esclarecimento, a Secretaria de Educação afirma que mais de 2000 profissionais foram convocados no último mês. “Ajustes estão sendo viabilizados para sanar carências pontuais em escolas da rede pública”. No entanto, para isso, os professores temporários foram afastados. “Com o bloqueio do banco de dados de docentes temporários, as escolas estão recebendo os novos professores efetivos e a partir da próxima semana”, completam.
PROTESTOS
De acordo com Dayane, o filho reclama da falta de aula e de tarefas para fazer em casa. “Ele fica triste ao ver os primos e amiguinhos indo à escola e ele não”, lamenta. A outra filha da mãe de Arthur passa pelo mesmo problema. Estudante do Centro de Ensino Fundamental 04, também em Ceilândia, ela está sem professor de matemática há quase três meses.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
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