Distritais resistem a elevar impostos na Câmara Legislativa
Suzano Almeida
suzano.almeida@jornaldebrasilia.com.br
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Os distritais cobram garantias de que a receita dos tributos reverterá para a população, especialmente para a classe média, que será a mais atingida.
O objetivo do governo é convencer a Casa a apreciar as medidas na semana que vem, enquanto os distritais pedem mais tempo para analisar a proposta e tentar reduzir os impactos.
Os esclarecimentos foram feitos pelo secretário-adjunto da Fazenda Pedro Meneguetti que, durante quatro horas, explicou cada medida do Pacto por Brasília.
Clareza
“ O governo está mostrando com clareza a situação do DF e o que precisa ser feito. Nós explicamos todos os projetos que estão aqui na Casa para que tenham consciência do que eles estão votando”, destacou Meneguetti. Segundo ele as medidas são necessárias para equilibrar as contas. Prometeu que, a partir de 2016, “a situação será favorável”.
O distrital Joe Valle (PDT) questionou os reajustes, especialmente os que impactam as classe média e baixa. “Se vamos aumentar impostos, a população vai querer serviço de qualidade por esse imposto, querer ter o retorno e ver no horizonte a possibilidade do setor produtivo pagar menos impostos no futuro e ter melhores serviços”, afirmou Joe.
Votação ainda não está marcada
A previsão é de que a Câmara Legislativa vote o pacote de 21 propostas na semana que vem, mas sem data definida. Para que isso seja possível, foi marcada uma nova reunião entre os técnicos da Casa, , às 14h30 de segunda-feira. Até lá, os participantes do encontro de ontem deverão contar com instruções dos deputados a respeito de eventuais mudanças que queiram promover no projeto original.
“Esse momento de tirar dúvidas. Muitas vezes, no primeiro momento, as medidas causam impacto negativo, mas o debate e as informações técnicas fazem com que o parlamentar entendam a importância delas. Há um ou outro ponto que cria resistências, mas no geral a coisa está caminhando bem”, declara o secretário de Relações Institucionais, Marcos Dantas, que admite alterações nos textos.
Joe Valle afirmou que só votará se houver garantia de benefício para a população: “Só vamos votar se tivermos a certeza de que toda essa equação está formada por um governo pensando no bem maior”.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
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