projeto do ex governador Arruda : educação ambiental poderá ser implanta na Estrutural .

Evanildo Macedo 
 {Segundo o administrador Evanildo Macedo já tem área para implantação da  escola verde  ! projeto adaptado   e aprovado pelo ex governador Arruda, agora e definir o orçamento e execução da obra que terá 14 salas de aulas }  A  escola o Educação, Saúde e Meio Ambiente A UNESCO, designada como agência responsável pela promoção da referida Década, estabeleceu, no ano de 2002, ações para o conhecimento, as competências, as perspectivas para habilitar as pessoas de todas as idades a assumirem a responsabilidade pela criação e usufruto de um futuro sustentável, considerando como preâmbulo a “Carta da Terra”. Trata-se de uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século XXI, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífi ca. A missão da Iniciativa da Carta da Terra é promover a transição para formas sustentáveis de vida e de uma sociedade global fundamentada em um modelo de ética compartilhada, que inclui o respeito e o cuidado pela comunidade da vida, a integridade ecológica, a democracia e uma cultura de paz (http://www.cartadaterrabrasil.org/ prt/index.html). Sustentabilidade Preâmbulo da Carta da Terra “A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo.” Saiba mais “A Década das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014) apresenta como objetivo a implementação da Educação para o Desenvolvimento Sustentável em milhares de situações que envolvam a integração dos princípios do Desenvolvimento Sustentável numa multiplicidade de enfoques para a aprendizagem.” (Assembleia Geral das Nações Unidas/ UNESCO)17 Projeto Escola Verde Mas afi nal, o que é sustentabilidade? Sustentabilidade nada mais é que a utilização racional de recursos naturais para satisfazer as necessidades atuais de uma empresa/população, sem que esse uso comprometa as gerações futuras. No ambiente urbano das médias e grandes cidades, a escola, além de outros meios de comunicação é responsável pela educação do indivíduo e consequentemente da sociedade, uma vez que há o repasse de informações, isso gera um sistema dinâmico e abrangente a todos. A educação ambiental se constitui numa forma abrangente de educação, que se propõe atingir todos os cidadãos, através de um processo pedagógico participativo permanente que procura incutir no educando uma consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais. O relacionamento da humanidade com a natureza, que teve início com um mínimo de interferência nos ecossistemas, tem hoje culminado numa forte pressão exercida sobre os recursos naturais. Dentro deste contexto, é clara a necessidade de mudar o comportamento do homem em relação à natureza, no sentido de promover sob um modelo de desenvolvimento sustentável (processo que assegura uma gestão responsável dos recursos do planeta de forma a preservar os interesses das gerações futuras e, ao mesmo tempo atender as necessidades das gerações atuais), a compatibilização de práticas econômicas e conservacionistas, com reflexos positivos evidentes junto à qualidade de vida de todos. Estratégias de Ensino para a prática da Educação Ambiental: Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e dá outras providências. Um programa de educação ambiental para ser efetivo deve promover simultaneamente, o desenvolvimento de conhecimento, de atitudes e de habilidades necessárias à preservação e melhoria da qualidade ambiental. Utiliza-se como laboratório, o metabolismo urbano e seus recursos naturais e físicos, iniciando pela escola, expandindo-se pela circunvizinhança e sucessivamente até a cidade, a região, o país, o continente e o planeta. A aprendizagem será mais efetiva se a atividade estiver adaptada às situações da vida real da cidade, ou do meio em que vivem aluno e professor. Os estudantes podem obter informações de sua escolha e levá- los para outros grupos. Dependendo das circunstâncias e do assunto a ser abordado, podem ser distribuídos na escola, aos pais e à comunidade. Forma efetiva de aprendizagem e ação social. Desenvolvimento Socialmente Sustentável. A chave para o desenvolvimento é a participação, a organização, a educação e o fortalecimento das pessoas. O desenvolvimento sustentado não é centrado na produção, e sim nas pessoas. Deve ser apropriado não só aos recursos e ao meio ambiente, mas também à cultura, história e sistemas sociais do local onde ele ocorre. (Fonte: UNESCO/UNEP/IEEP) Programas e atividades sócio ambientais que podem servir de modelo educacional: Para Comunidade Florestal - (Vilas de Empresas Florestais) São programas de educação ambiental, especialmente aqueles que se destinam às comunidades internas e externas e às instituições florestais, devem centrar-se no tema florestas e na interdependência da sociedade com as mesmas. A atividade florestal deverá participar cada vez mais no desenvolvimento do país, não apenas pelo lado econômico, como geradora de divisas, mas também do lado social, como componente indispensável à manutenção da qualidade de vida. Ambas as formações, naturais e implantadas, possuem uma importância ecológica e sócioeconômica de grande relevância para a sociedade. Esta importância justifica a implantação de programas de educação ambiental que, no mínimo, despertem as pessoas para sua significância.18 Educação, Saúde e Meio Ambiente • Meta a ser atingida: O mais importante é saber relacionar as fl orestas com o cotidiano das pessoas, seja demonstrando que móveis, materiais de construção, papel, fósforos e outros elementos são produtos originariamente fl orestais ou, evidenciando que o microclima, a presença de pássaros, a água de consumo e o lazer são seus produtos indiretos. • Ações Diretas para e Prática da Educação Ambiental: Visitas a Museus, criadouro científico de animais silvestres, passeios em trilhas ecológicas/desenhos (normalmente as trilhas são interpretativas; apresentam percursos nos quais existem pontos determinados para interpretação com auxílio de placas, setas e outros indicadores, ou então pode-se utilizar a interpretação na qual monitores estimulam as crianças à curiosidade a medida que eventos, locais e fatos se sucedem. Feitos através da observação direta em relação ao ambiente, os desenhos tornam-se instrumentos eficazes para indicar os temas que mais estimulam a percepção ambiental do observador. • Parcerias com Secretarias de Educação de Municípios: formando Clubes de Ciências do Ambiente, com o objetivo de executar projetos interdisciplinares que visem solucionar problemas ambientais locais (agir localmente, pensar globalmente). Os temas mais trabalhados são reciclagem do lixo, agricultura orgânica, arborização urbana e preservação do ambiente. • Atividades com a comunidade e campanhas de conscientização ambiental: com o intuito de incrementar a participação da comunidade nos aspectos relativos ao conhecimento e melhoria de seu próprio ambiente, são organizadas e incentivadas diversas atividades que envolvem a comunidade da região, como caminhadas rústicas pela região. • Programas de orientação ambiental: a empresa desenvolve ainda outros programas para orientação ambiental como, por exemplo, fi chas de visualização dos animais silvestres, orientação à comunidade para atendimento aos aspectos legais de caça e pesca, produção e distribuição de cadernos, calendários e cartões com motivos ambientalistas. Além destas ações, promover atividades educativas para as crianças nas escolas e ofi cinas de trabalhos para as mulheres, sempre com o objetivo de demonstrar que se bem aproveitados e preservados, os recursos do meio ambiente só trazem benefícios para a comunidade. (http://www.ecodesenvolvimento.org. br/glossario-de-termos/).19 Projeto Escola Verde “Pensando Sobre” Educação para a Sustentabilidade A educação para a sustentabilidade deve incluir programas específi cos de educação que contenham temas como: o respeito aos direitos fundamentais no mundo do trabalho, a valorização da diversidade, o combate ao preconceito, a transparência das atividades e as boas práticas de governança corporativa, a necessidade de preservação do meio ambiente, otimização do uso de recursos naturais, o consumo consciente, medidas para mitigar mudanças climáticas e evitar a poluição. Seleção de termos que se referem a iniciativas e eventos que podem ser utilizados na abordagem do ensino ambiental/sustentável. Agenda 21 Documento consolidado como diretriz para a mudança de rumos no desenvolvimento global para o século 21. Foi formulado como um grande plano de ação, por esforço de múltiplos atores, e divulgada para adesão durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, em 1992, conhecida como ECO-92. Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima Objetiva a estabilização das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera num nível que impeça uma interferência antrópica perigosa no sistema climático. Esse nível deverá ser alcançado num prazo sufi ciente que permita aos ecossistemas adaptarem-se naturalmente à mudança do clima, que assegure que a produção de alimentos não seja ameaçada e que permita ao desenvolvimento econômico prosseguir de maneira sustentável. Em dezembro de 1997 aprovou em sua conferência anual, realizada em Quioto, no Japão, o então chamado “Protocolo de Kyoto”. Convenção da Biodiversidade A Convenção sobre Biodiversidade foi assinada por 168 países e ratifi cada por 153. Diz o Art.16, inciso III: Cada parte contratante deve adotar medidas legislativas, administrativas ou políticas, conforme o caso, para que as partes contratantes, em particular as que são países em desenvolvimento, que provem recursos genéticos, tenham garantido o acesso à tecnologia que utilize esses recursos e sua transferência, de acordo com o direito internacional. Desenvolvimento Sustentável Desenvolvimento capaz de suprir o atendimento das necessidades das presentes gerações sem comprometer o atendimento das necessidades das gerações futuras. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. Essa defi nição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - CMMAD, (Estocolmo, 1972). Aquecimento global Aumento da temperatura média da Terra. As pesquisas recentes indicam que a queima de combustíveis fósseis, a queimada de fl orestas e a poluição industrial lançam gases que intensifi cam o efeito estufa, provocando mudanças climáticas e o aquecimento global. Efeito estufa Fenômeno natural pelo qual alguns gases presentes na atmosfera funcionam como um escudo de proteção para a Terra. Deixa passar a luz solar, mas aprisiona o calor, formando uma espécie de estufa. Na atmosfera terrestre, gases como o CFC, o metano e o gás carbônico funcionam como se fossem vidro a luz do sol passa por ele, aquece a superfície do planeta, mas parte do calor que deveria ser devolvida à atmosfera fi ca presa, acarretando o aumento térmico do ambiente.20 Educação, Saúde e Meio Ambiente Relação de alguns eventos ou iniciativas nacionais e regionais e seus símbolos http://www.objetivosdomilenio.org.br/objetivos/ http://www.ibge.gov.br/7a12/especiais/objetivos_do_ milenio/index.htm Fundação concorre ao Greenbest 2012: Para o Greenbest 2012, a Fundação, que foi fi nalista da primeira edição do prêmio, está concorrendo em duas categorias: “alimentação”, com o movimento Gastronomia Responsável (LINK) e “ONG”, pelos trabalhos desenvolvidos em seus 21 anos de atuação. http://fundacao.grupoboticario.com.br/ http://www.gespublica.gov.br/blog-de-gestao/ governo-premia-iniciativas-sustentaveis (18/02/2011) http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/blog-daredacao/rio20-e-tema-principal-do-sustentvel-2011/ : Coca-Cola lança projeto de reciclagem para Olimpíadas Londres 2012 (Compromisso de reciclar todos os frascos plásticos transparentes (os seus e os da concorrência) que serão coletados nas Olimpíadas de Londres em 2012 e nos Jogos Paraolímpicos. De acordo com a Coca-Cola, todo esse investimento tem o intuito de ajudar a reduzir em um terço a emissão de gás carbônico de sua distribuição.21 Projeto Escola Verde Eventos Estaduais Rio de Janeiro – O Brasil está em quarto lugar entre 120 países com maior número de empreendimentos que podem receber o Selo Verde, nome pelo qual é conhecido o Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), um protocolo de avaliação e certifi cação internacional de edifícios ecologicamente sustentáveis. Mesmo assim, apenas 1% do que é construído no país se encaixa no conceito de sustentabilidade ambiental. De acordo com o gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Green Building Council (GBC) Brasil, Felipe Faria, o país está à frente de nações como Canadá e Índia em número de certifi cados verdes e a demanda de mercado por construções sustentáveis não para de crescer. Mas os desafi os nessa área ainda são grandes, segundo Fábio, sobretudo devido ao preconceito e à falta de informação. Cidade do Rio e Estado de São Paulo também querem reduzir emissões em 20%: O prefeito Eduardo Paes sancionou a Lei nº 5.248/2011, que instituiu a Política Municipal sobre Mudança do Clima e Desenvolvimento Sustentável. A Lei Aspásia Camargo, nome da sua autora, estabelece metas gradativas para a redução das emissões de gases de efeito estufa no município, sendo 8%, em 2012; 16%, em 2016; e 20%, em 2020, com base no inventário de 2005 (Figuras 7 e 8). A legislação leva em conta os princípios da prevenção, mitigação e adaptação. Figura 8 - Exemplo de empreendimento com selo verde. Foto: Green Building Council; http://www.cartacapital.com. br/edicao-da-semana/ (Fev.2012) Para atingir as metas estabelecidas, a lei busca fomentar o desenvolvimento de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL); o incentivo ao estudo e a pequisa de tecnologias sustentáveis; o estabelecimento de um programa de ecoefi ciência; a gestão e o uso racional dos recursos naturais; a gestão dos resíduos sólidos; o planejamento do setor de transporte e de mobilidade urbana; e a criação de incentivos para a geração de energia descentralizada, a partir de fontes renováveis; e a criação de incentivos fi scais e fi nanceiros para pesquisas relacionadas à efi ciência energética e ao uso de energias renováveis em sistemas de conversão de energias. Para atingir a meta de 8%, o prefeito Eduardo Paes assinou seis decretos e fi rmou um contrato com a Coppe-UFRJ para a realização de um novo inventário de emissões de CO2.O projeto também estabelece um indicativo de 16% para 2016, e outro de 20% para 2020. O maior reveillon 2012 do mundo (Figura 9) acontecerá na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Lá, um fantástico show de fogos dá as boas vindas ao novo ano. E, pensando em uma forma de conscientizar as pessoas, o tema sustentabilidade foi posto em pauta para a festa. Figura 7: http://empresaverde.blogspot.com/2011/02/riosustentavel-lei-defi ne-diretrizes.html Figura 9 - A sustentabilidade do Rock in Rio 2011: http:// sampasul.net/2/ambiente/a-sustentabilidade-do-rock-in-rio-201122 Educação, Saúde e Meio Ambiente O que é Rio+20? Em junho, o Brasil sediará a Rio+20, conferência da ONU que reunirá líderes do mundo todo para discutir meios de transformar o planeta em um lugar melhor para se viver (Figura 10). O evento será realizado no Rio de Janeiro, 20 anos depois da Eco92, que teve como protagonista uma menina de apenas 12 anos. O evento rendeu a criação de vários documentos importantes - como a Agenda 21, a Carta da Terra e as Convenções do Clima e da Diversidade Biológica -, além de ter consagrado uma menina de - acredite! -, apenas, 12 anos. Decretos O primeiro decreto estabelece a meta de redução dos gases do efeito estufa no Rio. O segundo decreto pretende criar o Fórum Carioca de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável, que vai envolver poder público, sociedade civil e acadêmicos. Outro decreto lança o Plano de Gestão de Resíduos e o quarto cria um programa de redução de emissão de gases do efeito estufa no setor de transportes. Ainda serão estabelecidos programas de adaptação do sistema de saúde e Defesa Civil para minimizar os impactos das mudanças de clima, e de ecoefi ciência e sustentabilidade da prefeitura, para economia de água, energia, gás e combustíveis. O prefeito assinou ainda um Protocolo de Intenções com Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável (FBDS) e Rio Como Vamos. A partir deste protocolo será estabelecida uma estratégia integrada de obtenção das metas. Estado de São Paulo São Paulo também sancionou, no início de novembro, uma lei para reduzir em 20% a emissão de gases de efeito estufa no estado até 2020. São distintas metas de redução de emissões e uma de redução da tendência das emissões. A meta de 20% estabelecida por São Paulo pode parecer menor do que a que está sendo cogitada pelo Governo Federal para o país (em 40%), mas a meta do estado “vai muito além”. O Governo Federal está trabalhando com uma queda baseada na tendência do crescimento das emissões no futuro, enquanto São Paulo trabalha na redução dos dados referentes a 2005. “Uma coisa é desacelerar, outra é reduzir de forma absoluta.” A intenção do governo é incluir a redução da emissão de carbono nos critérios de licenciamento ambiental para projetos no estado. Figura 1023 Projeto Escola Verde Biodiversidade O que é biodiversidade? O temo biodiversidade resulta da união das palavras biologia (bio=vida) e diversidade (grande variedade). De forma mais ampla pode ser entendido como a diversidade de espécies no mundo, ou seja, todas as espécies que habitam o planeta Terra. O termo biodiversidade (Biodiversity) foi criado pelo entomologista Edward Osborne Wilson num relatório apresentado ao primeiro Fórum Americano sobre a diversidade biológica, em 1986 organizado pelo Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA (National Research Council, NRC). Esse termo logo foi amplamente difundido e virou um sinônimo do termo Diversidade biológica, que foi criado por Thomas Lovejoy em 1980. Hoje ainda existe discussão acerca do uso destes termos, mas podemos dividir sua utilização em três níveis: • Diversidade de Espécies: variedade de espécies no planeta. • Diversidade Genética: variedade de genes das espécies encontrada no planeta. • Diversidade Ecossistêmica: a diversidade no nível hierárquico mais avançado – este inclui as duas primeiras diversidades. Quantas espécies existem? Ainda não é possível determinar com precisão o número de espécies no planeta. Apenas podemos estimar, e os valores mais prováveis vão de 10 a 50 milhões de espécies. Destas somente 1,5 milhões receberam nome, ou seja, foram classifi cadas. O trabalho de catalogar as espécies é lento e depende das pesquisas independentes de biólogos (Figura 11) e outros pesquisadores em todo o mundo. Em contra partida a velocidade da destruição da natureza é tão grande que muitas espécies serão extintas antes mesmo de serem identifi cadas pela ciência. O Brasil é um dos países com maior biodiversidade no mundo. Sua diversidade é tão grande que é chamada de “megadiversidade”. Isso porque cerca de 20% das espécies encontradas no mundo vivem aqui, e muitas ainda não foram descritas pela ciência. Edward Osborne Wilson é um entomologista americano especialista em formigas, e famoso por seus trabalhos em ecologia e evolução. Fonte: http://harvardpress.typepad. Saiba mais Figura 11: Alunos do Curso de Ciências Biológicas catalogando espécies vegetais costeira numa praia em Ubatuba, SP. Trabalhos de levantamento de espécies em campo contribuem para o levantamento da biodiversidade.24 Educação, Saúde e Meio Ambiente Figura 12: Floresta Amazônica. Uma das regiões com maior diversidade do planeta. Figura 13: Milhares de famílias vivem em casas fl utuantes nas margens dos rios da maior fl oresta tropical do planeta. Estas dependem diretamente do recurso naturais para sobreviver. Ameaças a Biodiversidade As maiores ameaças a biodiversidade são a caça descontrolada, a poluição e o desmatamento. Este último representa segundo o WWF (Fundo Mundial para a Natureza) a maior ameaça à biodiversidade no Brasil. Segundo E. O. Wilson, a taxa de extinção é tão grande que 20% de todas as espécies deverão ser atingidas até o ano 2022. Todos os anos milhares de hectares de fl oresta tropicais são destruídos no Brasil. Elas dão lugar a áreas para a pecuária e agricultura. Este dois setores ajudam a impulsionar a economia brasileira, fazendo com que o governo evite tomar medidas que reduzam a expansão das áreas agrícolas sobre as fl orestas. Na tentativa de conter a destruição das áreas naturais foram criadas as chamas Unidades de Conservação (UC). Existem vários tipos de UC´s, todas com o objetivo de preservar e/ou conservar uma determinada área. Entretanto a alteração do homem no planeta atingiu uma escala tão grande que as UC´s não representam mais refúgio seguro para as espécies que nelas vivem. A poluição do ar, por exemplo, não respeita as divisas destas áreas e podem afetar animais e plantas que nelas vivem. O aquecimento global é outro grande problema. Suas alterações no clima da Terra são de larga escala, ou seja, podem afetar potencialmente todas as áreas no planeta. A distribuição da biodiversidade no planeta não é homogênea. Cerca de 60% de toda a diversidade biológica encontra-se numa área de cerca de 1,5% da superfície do planeta (Figura 12). Muitas dessas áreas com altíssima diversidade já sofreram impactos das atividades humanas o que acaba por representar uma grande ameaça a sua conservação. Com base nisso foram criados os chamados Hot Spot (pontos quentes), que são áreas com grande diversidade e sujeitas a extrema ameaça. Para ser um Hot spot uma área deve apresentar cerca de 70% da sua vegetação nativa alterada, além de apresentar um grande número de espécies endêmicas. Somente a conscientização sobre a importância da biodiversidade fará com que a o população pressione os governantes para a sua preservação (Figura 13). Espécie endemica é aquela que apresenta uma ocorrência geográfi ca restrita a um unico lugar. Saiba mais25 Projeto Escola Verde O que são animais silvestres? Diferente dos animais domesticados como cães e gatos, os animais silvestres são retirados diretamente da natureza. Dessa forma tem difi culdade para sobreviver em cativeiro. Araras, papagaios, micos são bons exemplos de animais silvestres. Fonte: http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/ questoes_ambientais/animais_silvestres/ O comercio ilegal dos animais também representa um Saiba mais grande risco para a rica fauna brasileira. O Brasil está entre os maiores exportadores de animais silvestres obtidos ilegalmente. Esse comércio gera mais de 1 bilhão de dólares por ano e segundo o WWF é uma das maiores ameaças a biodiversidade O papel da biodiversidade na nossa vida A espécie humana é hoje a que mais consome os recursos do planeta. Usamos cerca de 40.000 espécies de seres vivos todos os dias. Isso inclui matérias primas, alimentos, medicamentos, roupas e outros. Assim a redução da biodiversidade representa um risco iminente para a humanidade. Esse risco é maior para as populações carentes dos países em desenvolvimento, onde ainda é fácil encontrar pessoas que vivem da pesca e caça para sobreviver. Muitas também utilizam as plantas como forma barata de conseguir medicamentos (Figura 14). O que podemos fazer para ajudar a preservar? A preocupação com o meio ambiente deve ser de todos. Em todo o mundo buscam-se medidas em prol da conservação. Nos países ricos todos concordam que os remanescentes de fl oresta nativa devem ser preservados. Entretanto muitas dessas áreas estão em países em desenvolvimento, cuja economia depende dos recursos naturais. Estes por sua vez alegam que os países ricos já esgotaram seus recursos e agora querem fazer preservação à custa deles. Em meio a essa discussão os mais sensatos dizem que os países pobres precisam receber incentivos para preservar suas áreas naturais, utilizando seus recursos de forma sustentável. A escala das ações parece ser a chave dos problemas ambientais do planeta, e podem ser também sua solução. Uma pessoa jogando lixo no chão pode parecer pouco, e não representar um risco imediato para a natureza. Mas se pensarmos em escala, veremos que se todos os moradores de uma cidade jogarem lixo no chão, as ruas logo fi carão cheias de lixo. Mas se todos fi zerem a sua parte o impacto positivo também será grande. Se ninguém jogar lixo no chão a cidade com certeza fi cará mais limpa, assim como se ninguém comprar animais silvestres com certeza à caça ilegal vai acabar. A solução para problemas que parecerem complicados esta em ações individuais. Conservação vs Preservação? A defi nição exata deste dois termos ainda gera discussões. Mas de forma geral a conservação está ligada ao uso sustentavel dos recursos, para que estes possam sere explorados por um longo período. A preservação refere-se a proteção integral, ou seja, sem uso dos recursos. Assim a conservação depende da participação humana, enquanto que a preservação depende mais da ausência desta. Figura 14: Índio da Amazônia ao lado de um couro e crânio de Jacaré. As populações nativas precisam dos recursos da fl oresta para sobreviver.26 Educação, Saúde e Meio Ambiente Cada um pode fazer sua parte na preservação. Algumas atitudes são específi cas, atingindo apenas algumas pessoas. Os agricultores, por exemplo, podem usar menos agrotóxicos nas lavouras, enquanto um pescador pode evitar pescar na época da reprodução dos peixes. Entretanto há coisas que todos podem fazer. Não jogar lixo na rua, não comprar animais silvestres, reutilizar as sacolas etc. Essas atitudes podem parecer simples, mas sua importância está na sua escala (Figura 15). Se cada um fi zer a sua parte os benefícios para o planeta serão enormes. Uma boa proposta para proteção da biodiversidade é Convenção Sobre Diversidade Biológica (CDB). Ela estabelece normas e princípios para o uso e proteção da biodiversidade. O Brasil assinou a CBD em 1992, durante a ECO-92, junto com outros 175 países. O cumprimento das normas propostas representaria um grande avanço para a proteção do meio ambiente, entretanto países importantes como os Estados Unidos não ratifi caram o tratado, assim não são obrigados a cumpri-lo. Sugestões para trabalhar com os alunos: • Busca por símbolos que relacionem aos conceitos em sustentabilidade e biodiversidade comentados, de forma que o aluno estabeleça uma relação com seus hábitos do cotidiano, que estejam ocorrendo no seu estado, município, bairro, casa ou família. • Separação em grupos para verifi car a capacidade inicial dos alunos no reconhecimento e associação dos símbolos com as atitudes ou propostas sustentáveis e de conservação da biodiversidade. • Promover, em seguida, a discussão, visando a elaboração de propostas de mudanças para, em diferentes níveis hierárquicos, caminhar no sentido da sustentabilidade, assim como da preservação das espécies. Ao fi nal da dinâmica proposta, deverá ser promovida uma participação mais individualizada do aluno, de modo a possibilitar ao aluno perceber a sua importância no processo de melhoria da qualidade de vida no seu cotidiano, assim como para o planeta como um todo. ECO-92? Assim fi cou conhecida a segunda Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), realizada entre 3 e 14 de junho de 1992 no Rio de Janeiro. Conciliar o desenvolvimento e a conservação foi seu principal objetivo. Pergunte ao seus alunos o que eles podem fazer no dia a dia para ajudar a preservar a biodiversidade. Discutindo Figura 15: Foto de um desmatamento na Amazônia publicada no Jornal Inglês The Telegraph. Cada vez mais os países ricos se interessam pela diversidade existente nos países em desenvolvimento como o Brasil. Fonte: http://www.telegraph.co.uk/earth/environment/ climatechange/8175045/Amazon-deforestation-at-recordlow-level.htmlENSINO DE SAÚDE NA ESCOLA essa uma cartilha do projeto da escola verde do rio de janeiro ,testo da introdução .paulaodaestrutural

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