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| Evanildo Macedo |
{Segundo o administrador Evanildo Macedo já tem área para implantação da escola verde ! projeto adaptado e aprovado pelo ex governador Arruda, agora e definir o orçamento e execução da obra que terá 14 salas de aulas } A escola o Educação, Saúde e Meio Ambiente
A UNESCO, designada como agência responsável pela promoção
da referida Década, estabeleceu, no ano de 2002, ações para o
conhecimento, as competências, as perspectivas para habilitar as
pessoas de todas as idades a assumirem a responsabilidade pela
criação e usufruto de um futuro sustentável, considerando como
preâmbulo a “Carta da Terra”.
Trata-se de uma declaração de princípios éticos fundamentais para a
construção, no século XXI, de uma sociedade global justa, sustentável
e pacífi ca.
A missão da Iniciativa da Carta da Terra é promover a transição para
formas sustentáveis de vida e de uma sociedade global fundamentada
em um modelo de ética compartilhada, que inclui o respeito e
o cuidado pela comunidade da vida, a integridade ecológica, a
democracia e uma cultura de paz (http://www.cartadaterrabrasil.org/
prt/index.html).
Sustentabilidade
Preâmbulo da Carta da Terra
“A capacidade de recuperação da
comunidade de vida e o bem-estar da
humanidade dependem da preservação
de uma biosfera saudável com todos
seus sistemas ecológicos, uma rica
variedade de plantas e animais, solos
férteis, águas puras e ar limpo.”
Saiba mais
“A Década das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014) apresenta como objetivo a
implementação da Educação para o Desenvolvimento Sustentável em milhares de situações que envolvam a
integração dos princípios do Desenvolvimento Sustentável numa multiplicidade de enfoques para a aprendizagem.”
(Assembleia Geral das Nações Unidas/ UNESCO)17
Projeto Escola Verde
Mas afi nal, o que é sustentabilidade?
Sustentabilidade nada mais é que a utilização
racional de recursos naturais para satisfazer as
necessidades atuais de uma empresa/população,
sem que esse uso comprometa as gerações futuras.
No ambiente urbano das médias e grandes cidades,
a escola, além de outros meios de comunicação
é responsável pela educação do indivíduo e
consequentemente da sociedade, uma vez que há
o repasse de informações, isso gera um sistema
dinâmico e abrangente a todos.
A educação ambiental se constitui numa forma
abrangente de educação, que se propõe atingir
todos os cidadãos, através de um processo
pedagógico participativo permanente que procura
incutir no educando uma consciência crítica sobre a
problemática ambiental, compreendendo-se como
crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução
de problemas ambientais.
O relacionamento da humanidade com a natureza,
que teve início com um mínimo de interferência
nos ecossistemas, tem hoje culminado numa forte
pressão exercida sobre os recursos naturais.
Dentro deste contexto, é clara a necessidade
de mudar o comportamento do homem em
relação à natureza, no sentido de promover sob
um modelo de desenvolvimento sustentável
(processo que assegura uma gestão responsável
dos recursos do planeta de forma a preservar os
interesses das gerações futuras e, ao mesmo tempo
atender as necessidades das gerações atuais),
a compatibilização de práticas econômicas e
conservacionistas, com reflexos positivos evidentes
junto à qualidade de vida de todos.
Estratégias de Ensino para a prática da Educação
Ambiental: Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, que
institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e
dá outras providências.
Um programa de educação ambiental para ser
efetivo deve promover simultaneamente, o
desenvolvimento de conhecimento, de atitudes e
de habilidades necessárias à preservação e melhoria
da qualidade ambiental. Utiliza-se como laboratório,
o metabolismo urbano e seus recursos naturais e
físicos, iniciando pela escola, expandindo-se pela
circunvizinhança e sucessivamente até a cidade, a
região, o país, o continente e o planeta.
A aprendizagem será mais efetiva se a atividade
estiver adaptada às situações da vida real da cidade,
ou do meio em que vivem aluno e professor.
Os estudantes podem obter informações de sua
escolha e levá- los para outros grupos. Dependendo
das circunstâncias e do assunto a ser abordado,
podem ser distribuídos na escola, aos pais e à
comunidade. Forma efetiva de aprendizagem e
ação social.
Desenvolvimento Socialmente Sustentável.
A chave para o desenvolvimento é a participação,
a organização, a educação e o fortalecimento das
pessoas. O desenvolvimento sustentado não é
centrado na produção, e sim nas pessoas. Deve ser
apropriado não só aos recursos e ao meio ambiente,
mas também à cultura, história e sistemas sociais do
local onde ele ocorre. (Fonte: UNESCO/UNEP/IEEP)
Programas e atividades sócio ambientais que podem
servir de modelo educacional:
Para Comunidade Florestal - (Vilas de Empresas
Florestais)
São programas de educação ambiental,
especialmente aqueles que se destinam às
comunidades internas e externas e às instituições
florestais, devem centrar-se no tema florestas e na
interdependência da sociedade com as mesmas.
A atividade florestal deverá participar cada vez mais
no desenvolvimento do país, não apenas pelo lado
econômico, como geradora de divisas, mas também
do lado social, como componente indispensável à
manutenção da qualidade de vida.
Ambas as formações, naturais e implantadas,
possuem uma importância ecológica e sócioeconômica
de grande relevância para a sociedade.
Esta importância justifica a implantação de
programas de educação ambiental que, no mínimo,
despertem as pessoas para sua significância.18
Educação, Saúde e Meio Ambiente
• Meta a ser atingida: O mais importante é saber
relacionar as fl orestas com o cotidiano das
pessoas, seja demonstrando que móveis, materiais
de construção, papel, fósforos e outros elementos
são produtos originariamente fl orestais ou,
evidenciando que o microclima, a presença de
pássaros, a água de consumo e o lazer são seus
produtos indiretos.
• Ações Diretas para e Prática da Educação
Ambiental: Visitas a Museus, criadouro científico
de animais silvestres, passeios em trilhas
ecológicas/desenhos (normalmente as trilhas
são interpretativas; apresentam percursos
nos quais existem pontos determinados para
interpretação com auxílio de placas, setas e
outros indicadores, ou então pode-se utilizar a
interpretação na qual monitores estimulam as
crianças à curiosidade a medida que eventos,
locais e fatos se sucedem. Feitos através da
observação direta em relação ao ambiente,
os desenhos tornam-se instrumentos eficazes
para indicar os temas que mais estimulam a
percepção ambiental do observador.
• Parcerias com Secretarias de Educação de Municípios:
formando Clubes de Ciências do Ambiente, com o
objetivo de executar projetos interdisciplinares que
visem solucionar problemas ambientais locais (agir
localmente, pensar globalmente).
Os temas mais trabalhados são reciclagem do lixo, agricultura
orgânica, arborização urbana e preservação do ambiente.
• Atividades com a comunidade e campanhas de
conscientização ambiental: com o intuito de
incrementar a participação da comunidade nos
aspectos relativos ao conhecimento e melhoria
de seu próprio ambiente, são organizadas e
incentivadas diversas atividades que envolvem
a comunidade da região, como caminhadas
rústicas pela região.
• Programas de orientação ambiental: a empresa
desenvolve ainda outros programas para
orientação ambiental como, por exemplo, fi chas
de visualização dos animais silvestres, orientação
à comunidade para atendimento aos aspectos
legais de caça e pesca, produção e distribuição
de cadernos, calendários e cartões com motivos
ambientalistas.
Além destas ações, promover atividades educativas
para as crianças nas escolas e ofi cinas de trabalhos para
as mulheres, sempre com o objetivo de demonstrar
que se bem aproveitados e preservados, os recursos
do meio ambiente só trazem benefícios para a
comunidade. (http://www.ecodesenvolvimento.org.
br/glossario-de-termos/).19
Projeto Escola Verde
“Pensando Sobre”
Educação para a Sustentabilidade
A educação para a sustentabilidade deve incluir
programas específi cos de educação que contenham
temas como: o respeito aos direitos fundamentais no
mundo do trabalho, a valorização da diversidade, o
combate ao preconceito, a transparência das atividades
e as boas práticas de governança corporativa, a
necessidade de preservação do meio ambiente,
otimização do uso de recursos naturais, o consumo
consciente, medidas para mitigar mudanças climáticas
e evitar a poluição.
Seleção de termos que se referem a iniciativas e
eventos que podem ser utilizados na abordagem do
ensino ambiental/sustentável.
Agenda 21
Documento consolidado como diretriz para a mudança
de rumos no desenvolvimento global para o século 21.
Foi formulado como um grande plano de ação, por
esforço de múltiplos atores, e divulgada para adesão
durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de
Janeiro, em 1992, conhecida como ECO-92.
Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças
do Clima
Objetiva a estabilização das concentrações de gases de
efeito estufa na atmosfera num nível que impeça uma
interferência antrópica perigosa no sistema climático. Esse
nível deverá ser alcançado num prazo sufi ciente que permita
aos ecossistemas adaptarem-se naturalmente à mudança do
clima, que assegure que a produção de alimentos não seja
ameaçada e que permita ao desenvolvimento econômico
prosseguir de maneira sustentável. Em dezembro de 1997
aprovou em sua conferência anual, realizada em Quioto, no
Japão, o então chamado “Protocolo de Kyoto”.
Convenção da Biodiversidade
A Convenção sobre Biodiversidade foi assinada por 168
países e ratifi cada por 153. Diz o Art.16, inciso III: Cada
parte contratante deve adotar medidas legislativas,
administrativas ou políticas, conforme o caso, para que
as partes contratantes, em particular as que são países
em desenvolvimento, que provem recursos genéticos,
tenham garantido o acesso à tecnologia que utilize
esses recursos e sua transferência, de acordo com o
direito internacional.
Desenvolvimento Sustentável
Desenvolvimento capaz de suprir o atendimento das
necessidades das presentes gerações sem comprometer
o atendimento das necessidades das gerações futuras.
É o desenvolvimento que não esgota os recursos para
o futuro. Essa defi nição surgiu na Comissão Mundial
sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - CMMAD,
(Estocolmo, 1972).
Aquecimento global
Aumento da temperatura média da Terra. As pesquisas
recentes indicam que a queima de combustíveis fósseis,
a queimada de fl orestas e a poluição industrial lançam
gases que intensifi cam o efeito estufa, provocando
mudanças climáticas e o aquecimento global.
Efeito estufa
Fenômeno natural pelo qual alguns gases presentes na
atmosfera funcionam como um escudo de proteção para
a Terra. Deixa passar a luz solar, mas aprisiona o calor,
formando uma espécie de estufa. Na atmosfera terrestre,
gases como o CFC, o metano e o gás carbônico funcionam
como se fossem vidro a luz do sol passa por ele, aquece a
superfície do planeta, mas parte do calor que deveria ser
devolvida à atmosfera fi ca presa, acarretando o aumento
térmico do ambiente.20
Educação, Saúde e Meio Ambiente
Relação de alguns eventos ou iniciativas nacionais e regionais e seus símbolos
http://www.objetivosdomilenio.org.br/objetivos/
http://www.ibge.gov.br/7a12/especiais/objetivos_do_
milenio/index.htm
Fundação concorre ao Greenbest 2012: Para o
Greenbest 2012, a Fundação, que foi fi nalista da
primeira edição do prêmio, está concorrendo em
duas categorias: “alimentação”, com o movimento
Gastronomia Responsável (LINK) e “ONG”, pelos
trabalhos desenvolvidos em seus 21 anos de atuação.
http://fundacao.grupoboticario.com.br/
http://www.gespublica.gov.br/blog-de-gestao/
governo-premia-iniciativas-sustentaveis (18/02/2011)
http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/blog-daredacao/rio20-e-tema-principal-do-sustentvel-2011/
: Coca-Cola lança projeto de reciclagem para
Olimpíadas Londres 2012 (Compromisso de reciclar
todos os frascos plásticos transparentes (os seus e os
da concorrência) que serão coletados nas Olimpíadas
de Londres em 2012 e nos Jogos Paraolímpicos. De
acordo com a Coca-Cola, todo esse investimento tem
o intuito de ajudar a reduzir em um terço a emissão de
gás carbônico de sua distribuição.21
Projeto Escola Verde
Eventos Estaduais
Rio de Janeiro – O Brasil está em quarto lugar entre
120 países com maior número de empreendimentos
que podem receber o Selo Verde, nome pelo qual é
conhecido o Leadership in Energy and Environmental
Design (Leed), um protocolo de avaliação e certifi cação
internacional de edifícios ecologicamente sustentáveis.
Mesmo assim, apenas 1% do que é construído no país
se encaixa no conceito de sustentabilidade ambiental.
De acordo com o gerente de Relações Institucionais
e Governamentais da Green Building Council (GBC)
Brasil, Felipe Faria, o país está à frente de nações como
Canadá e Índia em número de certifi cados verdes e a
demanda de mercado por construções sustentáveis
não para de crescer. Mas os desafi os nessa área ainda
são grandes, segundo Fábio, sobretudo devido ao
preconceito e à falta de informação.
Cidade do Rio e Estado de São Paulo também querem
reduzir emissões em 20%:
O prefeito Eduardo Paes sancionou a Lei nº 5.248/2011,
que instituiu a Política Municipal sobre Mudança do
Clima e Desenvolvimento Sustentável. A Lei Aspásia
Camargo, nome da sua autora, estabelece metas
gradativas para a redução das emissões de gases de
efeito estufa no município, sendo 8%, em 2012; 16%,
em 2016; e 20%, em 2020, com base no inventário de
2005 (Figuras 7 e 8). A legislação leva em conta os
princípios da prevenção, mitigação e adaptação.
Figura 8 - Exemplo de empreendimento com selo verde.
Foto: Green Building Council; http://www.cartacapital.com.
br/edicao-da-semana/ (Fev.2012)
Para atingir as metas estabelecidas, a lei busca fomentar
o desenvolvimento de projetos de Mecanismo
de Desenvolvimento Limpo (MDL); o incentivo ao
estudo e a pequisa de tecnologias sustentáveis; o
estabelecimento de um programa de ecoefi ciência;
a gestão e o uso racional dos recursos naturais; a
gestão dos resíduos sólidos; o planejamento do setor
de transporte e de mobilidade urbana; e a criação de
incentivos para a geração de energia descentralizada,
a partir de fontes renováveis; e a criação de incentivos
fi scais e fi nanceiros para pesquisas relacionadas à
efi ciência energética e ao uso de energias renováveis
em sistemas de conversão de energias.
Para atingir a meta de 8%, o prefeito Eduardo Paes
assinou seis decretos e fi rmou um contrato com a
Coppe-UFRJ para a realização de um novo inventário
de emissões de CO2.O projeto também estabelece um
indicativo de 16% para 2016, e outro de 20% para 2020.
O maior reveillon 2012 do mundo (Figura 9) acontecerá na
praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Lá, um fantástico
show de fogos dá as boas vindas ao novo ano. E, pensando
em uma forma de conscientizar as pessoas, o tema
sustentabilidade foi posto em pauta para a festa.
Figura 7: http://empresaverde.blogspot.com/2011/02/riosustentavel-lei-defi
ne-diretrizes.html
Figura 9 - A sustentabilidade do Rock in Rio 2011: http://
sampasul.net/2/ambiente/a-sustentabilidade-do-rock-in-rio-201122
Educação, Saúde e Meio Ambiente
O que é Rio+20? Em junho, o Brasil sediará a Rio+20,
conferência da ONU que reunirá líderes do mundo todo
para discutir meios de transformar o planeta em um lugar
melhor para se viver (Figura 10). O evento será realizado
no Rio de Janeiro, 20 anos depois da Eco92, que teve como
protagonista uma menina de apenas 12 anos. O evento
rendeu a criação de vários documentos importantes - como
a Agenda 21, a Carta da Terra e as Convenções do Clima e
da Diversidade Biológica -, além de ter consagrado uma
menina de - acredite! -, apenas, 12 anos.
Decretos
O primeiro decreto estabelece a meta de redução
dos gases do efeito estufa no Rio. O segundo decreto
pretende criar o Fórum Carioca de Mudanças
Climáticas e Desenvolvimento Sustentável, que vai
envolver poder público, sociedade civil e acadêmicos.
Outro decreto lança o Plano de Gestão de Resíduos e
o quarto cria um programa de redução de emissão de
gases do efeito estufa no setor de transportes.
Ainda serão estabelecidos programas de adaptação
do sistema de saúde e Defesa Civil para minimizar os
impactos das mudanças de clima, e de ecoefi ciência
e sustentabilidade da prefeitura, para economia de
água, energia, gás e combustíveis.
O prefeito assinou ainda um Protocolo de Intenções com
Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Fundação
Brasileira de Desenvolvimento Sustentável (FBDS) e Rio
Como Vamos. A partir deste protocolo será estabelecida
uma estratégia integrada de obtenção das metas.
Estado de São Paulo
São Paulo também sancionou, no início de novembro,
uma lei para reduzir em 20% a emissão de gases de
efeito estufa no estado até 2020.
São distintas metas de redução de emissões e uma
de redução da tendência das emissões. A meta de
20% estabelecida por São Paulo pode parecer menor
do que a que está sendo cogitada pelo Governo
Federal para o país (em 40%), mas a meta do estado
“vai muito além”.
O Governo Federal está trabalhando com uma queda
baseada na tendência do crescimento das emissões
no futuro, enquanto São Paulo trabalha na redução
dos dados referentes a 2005. “Uma coisa é desacelerar,
outra é reduzir de forma absoluta.”
A intenção do governo é incluir a redução da emissão
de carbono nos critérios de licenciamento ambiental
para projetos no estado.
Figura 1023
Projeto Escola Verde
Biodiversidade
O que é biodiversidade?
O temo biodiversidade resulta da união das palavras biologia
(bio=vida) e diversidade (grande variedade). De forma mais ampla
pode ser entendido como a diversidade de espécies no mundo, ou
seja, todas as espécies que habitam o planeta Terra.
O termo biodiversidade (Biodiversity) foi criado pelo entomologista
Edward Osborne Wilson num relatório apresentado ao primeiro
Fórum Americano sobre a diversidade biológica, em 1986 organizado
pelo Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA (National Research
Council, NRC). Esse termo logo foi amplamente difundido e virou um
sinônimo do termo Diversidade biológica, que foi criado por Thomas
Lovejoy em 1980.
Hoje ainda existe discussão acerca do uso destes termos, mas podemos
dividir sua utilização em três níveis:
• Diversidade de Espécies: variedade de espécies no planeta.
• Diversidade Genética: variedade de genes das espécies encontrada
no planeta.
• Diversidade Ecossistêmica: a diversidade no nível hierárquico mais
avançado – este inclui as duas primeiras diversidades.
Quantas espécies existem?
Ainda não é possível determinar com precisão o número
de espécies no planeta. Apenas podemos estimar,
e os valores mais prováveis vão de 10 a 50 milhões
de espécies. Destas somente 1,5 milhões receberam
nome, ou seja, foram classifi cadas. O trabalho de
catalogar as espécies é lento e depende das pesquisas
independentes de biólogos (Figura 11) e outros
pesquisadores em todo o mundo. Em contra partida a
velocidade da destruição da natureza é tão grande que
muitas espécies serão extintas antes mesmo de serem
identifi cadas pela ciência.
O Brasil é um dos países com maior biodiversidade no
mundo. Sua diversidade é tão grande que é chamada
de “megadiversidade”. Isso porque cerca de 20% das
espécies encontradas no mundo vivem aqui, e muitas
ainda não foram descritas pela ciência.
Edward
Osborne Wilson
é um
entomologista
americano
especialista em
formigas, e famoso por seus trabalhos
em ecologia e evolução.
Fonte: http://harvardpress.typepad.
Saiba mais
Figura 11: Alunos do Curso de Ciências Biológicas
catalogando espécies vegetais costeira numa praia em
Ubatuba, SP. Trabalhos de levantamento de espécies em
campo contribuem para o levantamento da biodiversidade.24
Educação, Saúde e Meio Ambiente
Figura 12: Floresta Amazônica. Uma das regiões com maior
diversidade do planeta.
Figura 13: Milhares de famílias vivem em casas fl utuantes nas
margens dos rios da maior fl oresta tropical do planeta. Estas
dependem diretamente do recurso naturais para sobreviver.
Ameaças a Biodiversidade
As maiores ameaças a biodiversidade são a caça
descontrolada, a poluição e o desmatamento. Este
último representa segundo o WWF (Fundo Mundial
para a Natureza) a maior ameaça à biodiversidade no
Brasil. Segundo E. O. Wilson, a taxa de extinção é tão
grande que 20% de todas as espécies deverão ser
atingidas até o ano 2022.
Todos os anos milhares de hectares de fl oresta tropicais
são destruídos no Brasil. Elas dão lugar a áreas para
a pecuária e agricultura. Este dois setores ajudam a
impulsionar a economia brasileira, fazendo com que o
governo evite tomar medidas que reduzam a expansão
das áreas agrícolas sobre as fl orestas.
Na tentativa de conter a destruição das áreas
naturais foram criadas as chamas Unidades de
Conservação (UC). Existem vários tipos de UC´s,
todas com o objetivo de preservar e/ou conservar
uma determinada área. Entretanto a alteração do
homem no planeta atingiu uma escala tão grande
que as UC´s não representam mais refúgio seguro
para as espécies que nelas vivem. A poluição do ar,
por exemplo, não respeita as divisas destas áreas e
podem afetar animais e plantas que nelas vivem. O
aquecimento global é outro grande problema. Suas
alterações no clima da Terra são de larga escala, ou
seja, podem afetar potencialmente todas as áreas
no planeta.
A distribuição da biodiversidade no planeta não é
homogênea. Cerca de 60% de toda a diversidade
biológica encontra-se numa área de cerca de 1,5%
da superfície do planeta (Figura 12). Muitas dessas
áreas com altíssima diversidade já sofreram impactos
das atividades humanas o que acaba por representar
uma grande ameaça a sua conservação. Com base
nisso foram criados os chamados Hot Spot (pontos
quentes), que são áreas com grande diversidade e
sujeitas a extrema ameaça. Para ser um Hot spot uma
área deve apresentar cerca de 70% da sua vegetação
nativa alterada, além de apresentar um grande número
de espécies endêmicas.
Somente a conscientização sobre a importância da
biodiversidade fará com que a o população pressione
os governantes para a sua preservação (Figura 13).
Espécie endemica é aquela que apresenta uma ocorrência
geográfi ca restrita a um unico lugar.
Saiba mais25
Projeto Escola Verde
O que são animais silvestres?
Diferente dos animais domesticados como cães e gatos,
os animais silvestres são retirados diretamente da
natureza. Dessa forma tem difi culdade para sobreviver
em cativeiro. Araras, papagaios, micos são bons exemplos
de animais silvestres.
Fonte: http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/
questoes_ambientais/animais_silvestres/
O comercio ilegal dos animais também representa um Saiba mais
grande risco para a rica fauna brasileira. O Brasil está
entre os maiores exportadores de animais silvestres
obtidos ilegalmente. Esse comércio gera mais de 1
bilhão de dólares por ano e segundo o WWF é uma das
maiores ameaças a biodiversidade
O papel da biodiversidade na nossa vida
A espécie humana é hoje a que mais consome os
recursos do planeta. Usamos cerca de 40.000 espécies
de seres vivos todos os dias. Isso inclui matérias primas,
alimentos, medicamentos, roupas e outros. Assim
a redução da biodiversidade representa um risco
iminente para a humanidade. Esse risco é maior para as
populações carentes dos países em desenvolvimento,
onde ainda é fácil encontrar pessoas que vivem
da pesca e caça para sobreviver. Muitas também
utilizam as plantas como forma barata de conseguir
medicamentos (Figura 14).
O que podemos fazer para ajudar a preservar?
A preocupação com o meio ambiente deve ser de
todos. Em todo o mundo buscam-se medidas em prol
da conservação. Nos países ricos todos concordam
que os remanescentes de fl oresta nativa devem ser
preservados. Entretanto muitas dessas áreas estão em
países em desenvolvimento, cuja economia depende
dos recursos naturais. Estes por sua vez alegam que os
países ricos já esgotaram seus recursos e agora querem
fazer preservação à custa deles. Em meio a essa
discussão os mais sensatos dizem que os países pobres
precisam receber incentivos para preservar suas áreas
naturais, utilizando seus recursos de forma sustentável.
A escala das ações parece ser a chave dos problemas
ambientais do planeta, e podem ser também sua
solução. Uma pessoa jogando lixo no chão pode
parecer pouco, e não representar um risco imediato
para a natureza. Mas se pensarmos em escala, veremos
que se todos os moradores de uma cidade jogarem
lixo no chão, as ruas logo fi carão cheias de lixo. Mas se
todos fi zerem a sua parte o impacto positivo também
será grande. Se ninguém jogar lixo no chão a cidade
com certeza fi cará mais limpa, assim como se ninguém
comprar animais silvestres com certeza à caça ilegal
vai acabar. A solução para problemas que parecerem
complicados esta em ações individuais.
Conservação vs Preservação?
A defi nição exata deste dois termos ainda gera
discussões. Mas de forma geral a conservação está
ligada ao uso sustentavel dos recursos, para que estes
possam sere explorados por um longo período. A
preservação refere-se a proteção integral, ou seja, sem
uso dos recursos. Assim a conservação depende da
participação humana, enquanto que a preservação
depende mais da ausência desta.
Figura 14: Índio da Amazônia ao lado de um couro e crânio
de Jacaré. As populações nativas precisam dos recursos da
fl oresta para sobreviver.26
Educação, Saúde e Meio Ambiente
Cada um pode fazer sua parte na preservação. Algumas atitudes são
específi cas, atingindo apenas algumas pessoas. Os agricultores, por
exemplo, podem usar menos agrotóxicos nas lavouras, enquanto
um pescador pode evitar pescar na época da reprodução dos peixes.
Entretanto há coisas que todos podem fazer. Não jogar lixo na rua, não
comprar animais silvestres, reutilizar as sacolas etc. Essas atitudes podem
parecer simples, mas sua importância está na sua escala (Figura 15). Se
cada um fi zer a sua parte os benefícios para o planeta serão enormes.
Uma boa proposta para proteção da biodiversidade é Convenção Sobre
Diversidade Biológica (CDB). Ela estabelece normas e princípios para
o uso e proteção da biodiversidade. O Brasil assinou a CBD em 1992,
durante a ECO-92, junto com outros 175 países. O cumprimento das
normas propostas representaria um grande avanço para a proteção do
meio ambiente, entretanto países importantes como os Estados Unidos
não ratifi caram o tratado, assim não são obrigados a cumpri-lo.
Sugestões para trabalhar com os alunos:
• Busca por símbolos que relacionem aos
conceitos em sustentabilidade e biodiversidade
comentados, de forma que o aluno estabeleça
uma relação com seus hábitos do cotidiano, que
estejam ocorrendo no seu estado, município,
bairro, casa ou família.
• Separação em grupos para verifi car a capacidade
inicial dos alunos no reconhecimento e associação
dos símbolos com as atitudes ou propostas
sustentáveis e de conservação da biodiversidade.
• Promover, em seguida, a discussão, visando a
elaboração de propostas de mudanças para,
em diferentes níveis hierárquicos, caminhar no
sentido da sustentabilidade, assim como da
preservação das espécies.
Ao fi nal da dinâmica proposta, deverá ser promovida
uma participação mais individualizada do aluno,
de modo a possibilitar ao aluno perceber a sua
importância no processo de melhoria da qualidade
de vida no seu cotidiano, assim como para o planeta
como um todo.
ECO-92?
Assim fi cou conhecida a segunda
Conferência das Nações Unidas sobre
o Meio Ambiente e o Desenvolvimento
(CNUMAD), realizada entre 3 e 14
de junho de 1992 no Rio de Janeiro.
Conciliar o desenvolvimento e a
conservação foi seu principal objetivo.
Pergunte ao seus alunos o que eles
podem fazer no dia a dia para ajudar a
preservar a biodiversidade.
Discutindo
Figura 15: Foto de um desmatamento na Amazônia
publicada no Jornal Inglês The Telegraph. Cada vez mais os
países ricos se interessam pela diversidade existente nos
países em desenvolvimento como o Brasil.
Fonte: http://www.telegraph.co.uk/earth/environment/
climatechange/8175045/Amazon-deforestation-at-recordlow-level.htmlENSINO
DE SAÚDE NA ESCOLA essa uma cartilha do projeto da escola verde do rio de janeiro ,testo da introdução .paulaodaestrutural
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