Desigualdades sociais: palavras bonitas em boca de políticos.

2003   Guaribas e Acauã, cidades piloto para erradicação da pobreza, continuam mais miseráveis que antes

Vivemos num país em que a desigualdade social atinge patamares absurdamente elevados, muito acima das taxas verificadas em outras nações. Enquanto uma minoria abastada ostenta roupas caríssimas, desfila em carros moderníssimos, mora em imensas mansões luxuosas, gasta mais de vinte salários mínimos em uma balada, outra maioria, cuja renda mal possibilita o que comer, habita em barracos em condições precárias e sem nenhuma infraestrutura. É o que se conhece como desigualdade social, que é consequência da péssima distribuição da renda produzida no país. É muita riqueza acumulada nas mãos de uma privilegiada minoria e o restante, pulverizado nas mãos da esmagadora maioria da população.todo més as noticias de nasse um novo partido ,pra que e pra quem ?

Além de uma melhor distribuição de renda, faltam políticas de Estado capazes de corrigir tais distorções. O governo brasileiro, nos últimos anos, tem acenado com programas cuja proposta, em tese, é acabar com a fome no país, porém esses mecanismos não se mostram eficientes na erradicação da pobreza, além de se serem considerados excessivamente assistencialistas e populistas. Na prática, tais programas servem apenas para colocar o básico dos básicos na panela de boa parte da população que vive abaixo da linha da pobreza.  Os programas criados pelo governo brasileiro estão longe de ser a solução definitiva para a erradicação da miséria, pois o intuito é apenas retirar, quantitativamente, uma parte da população da situação de extrema pobreza. Isso porque esses programas não oferecem o mínimo de qualificação ou mesmo postos de trabalho para a mão de obra ociosa. Esse programa já foi testado as pessoas querem oportunidade de mostrar que são utes ao seu cotidiano e ao seu país ,merecem uma chance `` dignidade ,trabalho ,viver suas vidas  sem cabresto . Por  paulão da Estrutural e equipe .
                                                                                                   Jornal  Da Cidade                                                                                  
Após dez anos da promessa da "Terra Prometida" do governo Lula e agora Dilma , com a instalação do Programa Fome Zero no país nos municípios piauienses de Guaribas e Acauã, como cidades pilotos para a implantação do eleitoreiro programa que pretendia erradicar a pobreza por meio de ações governamentais intensivas, quem visita as duas cidades hoje, percebe claramente que os planos fracassaram. A população de Guaribas, por exemplo, permanecesse tão ou mais miserável quanto aquele longínquo 2003.
O principal problema é a não geração de renda. Os próprios moradores denunciam que não há nada a fazer. Quem chega hoje, à cidade, vê dezenas de pessoas sentadas à porta de suas casas. A maioria espera apenas o dia da chegada do dinheiro do Bolsa Família, a principal renda que move o município, como outros milhares distribuídos por todo o País.
"Aqui nós só temos a roça e em poucos meses do ano. Quando acaba, ficamos sem fazer nada", disse Erionildo Alves da Silva, 27 anos. Ele e a família sobrevivem com menos de R$ 300,00 provenientes do Garantia Safra, outro programa social para os lavradores atingidos pela seca e do Bolsa Família. No total, a renda certa da família é R$ 270, o que entrar fora isto é lucro.
A situação de Wilson Correia da Silva, de 68 anos, é um pouco melhor. Aposentado, ele recebe um salário mínimo do Governo Federal e está feliz por ter economizado o dinheiro de ir todos os meses sacar o benefício em Caracol, cidade a 54 quilômetros de Teresina. "Agora temos correspondentes de bancos aqui que fazem o pagamento e só vamos a Caracol quando dá problema no cartão, o que acontece com frequência", disse.
Para Wilson, a situação de Guaribas melhorou nos últimos 12 anos. Ele lista o calçamento, o posto de saúde e a adutora que leva água para algumas casas, mas não sabe que neste mesmo período, municípios que não receberam a mesma atenção dos Governos Federal e Estadual, também receberam a mesma coisa que Guaribas ou até mais.
Se a ociosidade dos homens já é considerada grande, inclusive para uma equipe de assistentes sociais, psicólogos e outros profissionais mandados pelo Governo do Estado, imaginem então a situação das mulheres. Elas vivem simplesmente direcionadas para as tradições familiares, o que muitos preferem chamar de machismo, enfim, são donas-de-casa. Não há outra coisa para uma mulher fazer em Guaribas a não ser cuidar da casa e dos filhos.

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