Estrutural DF; UMA RELAÇÃO DELICADA: OPRIMIDO X OPRESSOR
Quero deixar claro antes de começar este texto, que as referências a “opressor” são sempre do ponto de vista do “oprimido”, isto é, daquele que se sente assim, como vítima da vida (como se isso fosse possível). Assim, o “opressor” pode ser o vizinho que tenha um emprego melhor; o amigo que viva um casamento mais autêntico e/ou expressivo; alguém mais assertivo, que consegue explorar suas habilidades…
Parece haver uma surda necessidade de vingança, que o açoita, para que reproduza, com requintes de aperfeiçoamento, os seus antigos dramas. Quero chamar a atenção para aqueles de “coração mole”, ou melhor, dizendo, de coração generoso, para essa classe de pessoas que vive por aí à solta, destilando o seu veneno.
Tudo isso é muito sutil e é preciso estar atento a tais indícios, porque é o começo do fim. É quando o “oprimido” está saindo da sua zona de opressão e alcança aquele status que considera que foi outrora ocupado pelo “opressor”, ou seja lá quem eles invejaram e/ou odiaram.
Muito interessante é a posição em que tais pessoas se colocam, ao querer passar “conhecimentos”, dar conselhos e sugerir o óbvio, que sob o seu ponto de vista é um avanço, que expressa a sua falta de respeito e de atenção para com o outro.
Quem se colocar dentro do seu campo de atuação, acreditando em seu passado de vítima, vai receber toda carga da sua ira reprimida, seu orgulho ferido, sua crença na inferioridade pessoal, ainda não superada.
Que fazer, então, diante de um quadro tão pouco saudável? Talvez o mais importante de tudo seja achar maneiras de resguardar-se de tais circunstâncias, evitando colocar-se sob o seu poder, por mais “inocente” ou aparentemente inócuo que seja, ou mesmo sair do caminho para que não haja tropeços nem embates. Não há ingenuidade, nem se trata de alguém distraído ou desligado dos fatos comuns. Tudo tem um objetivo e nem sempre são processos inconscientes, como muitas vezes sugerimos. É a crença no revide, de que os tempos mudaram, embora ainda procurem manter uma aura passivo-agressiva, que é o seu mote e também o motor de todo esse comportamento deletério.
Uma opção plausível seria ocupar o lugar do observador, procurar envolver-se o mínimo possível e divertir-se, se puder, com este cenário que se apresenta de maneira tão contundente e nociva, mas de que não precisamos participar. Na Estrutural já temos oprimidos e opressores prata da casa Por Paulao da Estrutural e Equipe
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