Presidente da Câmara afirma que votação do projeto da terceirização está mantida

15 de abr de 2015   O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que a votação dos destaques ao projeto da terceirização está mantida para a tarde desta quarta-feira, apesar da pressão do governo e do PT para adiar a discussão. Cunha justificou que adiou a votação de ontem para hoje porque havia muita confusão no plenário, e os parlamentares não sabiam exatamente o que estavam votando. Ele se referiu à retirada das estatais e empresas de economia mista das novas regras. A votação está mantida. O plenário é soberano e eu não tenho compromisso com qualquer resultado da votação. Tenho compromisso em acabar com a discussão. Ontem, eu concordei com o adiamento não com o objetivo de mudar o resultado que poderia ser vitória ou derrota. Concordei com o adiamento pela confusão que ficou no plenário com aquela votação e acho que 90% votaram sem saber o que estavam votando. Eu quis dar tempo para todos conhecessem melhor os destaques  disse Cunha, que explicou: Há uma confusão muito grande quando você faz um destaque supressivo e quando vota sim parece que você está concordando com a supressão e é justamente o contrário. Ao ser perguntado sobre a possibilidade de rever a questão das estatais, ele explicou que não, porque a emenda retirou parte do texto, deixando claro que o projeto somente se aplicará às empresas privadas. Cunha, no entanto, disse que vai pôr em discussão a terceirização nas estatais quando for votada a lei que vai tratar dos trabalhadores terceirizados na administração pública direta, fundações e autarquias. Segundo ele, nada muda para os atuais terceirizados das estatais, que pela decisão da Justiça trabalhista, só podem ser contratados na atividade-meio.O deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, discursa no plenário - Ailton de Freitas/ 8-4-2015 A bancada do PMDB se reuniu na manhã de hoje e segundo o líder do partido, Leonardo Piacciani (RJ), os deputados vão apoiar o texto do relator Arthur Maia (PSD-BA), que amplia a terceirização na atividade-fim. Ele disse que o partido é favorável à retomada da votação hoje.Já o líder do PSD, deputado Rogério Rosso (DF), informou que o partido está apoiando o governo no apelo para o adiantamento da votação.Após o recuo do PSDB na noite de terça-feira, o governo e o PT estavam tentando adiar a votação do projeto que regulamenta a terceirização. Depois de reunião com a base aliada, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), propôs ao presidente da Casa que a votação do projeto fosse adiada para o próximo dia 27. Guimarães afirmou que a proposta tinha o aval de partidos da base aliada, com exceção do PMDB.— Dado o clima de radicalização no país em torno dessa matéria, o melhor é adiar. Propusemos o dia 27. Os deputados estão querendo conhecer melhor o projeto — argumentou Guimarães De pronto, Cunha disse a Guimarães que não concordava com o adiamento da votação. Outros líderes da base aliada, além do PMDB, também se mostraram dispostos a votar o texto ainda hoje.— Cólica, quanto antes der um jeito de resolver, passa mais rápido. O mesmo com esse projeto. Melhor votar logo e acabar com isso. Vamos votar e ganhar — disse o líder do PTB, Jovair Arantes (GO).Há, no entanto, um clima de apreensão por parte dos que defendem a proposta e temem que ela seja alterada no seu principal ponto: permitir a terceirização na chamada atividade-fim das empresas.O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) acredita que poderá haver novo adiamento na votação dos destaques porque há o temor sobre a mudança na posição das bancadas em relação à proibição da terceirização para a atividade-fim. Segundo ele, além dos parlamentares, a insegurança em relação à tendência das bancadas preocupa também os setores empresariais que querem a terceirização de forma ampla. O que está acontecendo é que o PT está fazendo uma campanha difamatória sobre o projeto que está dividindo o Congresso. Todos os setores empresariais temem a derrubada do ponto que amplia a terceirização para a atividade-fim  afirmou Nilson Leitão. O líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), não quis falar sobre o pedido de adiamento feito pelo governo, justificando que primeiro iria conversar com a bancada. A líder do PCdoB, Jandira Feghali (RJ), disse que, caso haja a votação, os partidos contrários tentarão minimizar os danos do projeto para os trabalhadores. Para Jandira, há chances de aprovação da questão da responsabilidade solidária e para ganhar no destaque sobre atividade-fim. fonte assessoria de comunicação  camará   federal 

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