Jornalismo verdade : lixão da Estrutural um problema

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A lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada em Brasília, não surtiu efeito na própria capital. Das montanhas de resíduos acumulados no Lixão da Estrutural é possível ver o Congresso Nacional. A menos de 20 km está a distância entre o poder e o maior lixão em atividade da América Latina. Dele, o sustento de quase 2 mil catadores.  Desde que sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 13 de agosto de 2010, a legislação que pede o fim dos lixões no Brasil ainda não é cumprida em boa parte do país. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), 41,6% dos resíduos têm como destino principal aterros controlados e lixões. O levantamento também mostrou que 3.334 municípios cometem crime ambiental por não terem a destinação correta dos resíduos.
Quanto ao Distrito Federal, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) analisou os três primeiros meses de 2015 e concluiu que, nesse período, foram coletadas 2.998 toneladas e aterradas no Lixão do Jóquei/Estrutural em média 2.786 toneladas/dia de resíduos.  Ainda segundo o levantamento, os caminhões despejam 6 mil toneladas/dia de resíduos da construção e da demolição, além de resíduos volumosos, podas e galhadas. Apenas em 2014 foram contabilizados 854 mil toneladas de resíduos domiciliares aterrados no lixão. Conforme ressalta o relatório do SLU, o contexto se torna preocupante, principalmente quanto à possibilidade de contaminação de águas subterrâneas por chorume da infiltração no solo. A situação fica ainda mais crítica devido à proximidade de córregos e o Parque Nacional de Brasília (Água Mineral).
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De acordo com o diretor técnico da SLU, Paulo Celso Reis, existem mais de 35 milhões de toneladas de lixo aterradas no local. Na última medição o órgão também constatou que a altura do local ultrapassa 50 metros. “Na área do maciço é feito uma técnica chamada de bolo de noiva, onde coloca lixo e depois terra. Se parar de colocar lixo lá e não fizer nada no local, a estimativa é que daqui a 25 a 35 anos possa parar de soltar gás metano e chorume. Precisa esperar o lixo estabilizar pra não ter mais reação química ou biológica.

​Mesmo assim, não poderá ter edificações no local”, comenta. Ainda segundo Reis, o solo é instável. Abaixo do lixo, o terreno é gelatinoso. Por conta disso não é possível a implantação de postes de energia elétrica e nem tendas para os catadores. “Há alguns anos tentamos colocar postes, mas o terreno não segurou”, lembra. Embora exista uma expectativa quanto à desativação do lixão, Reis não confirma nenhuma data. No projeto do novo Aterro Sanitário-Oeste, situado em Samambaia, o diretor diz que as obras estão avançadas e a meta é inaugurar em junho de 2016. Nesse espaço funcionará um aterro controlado, sem entrada de catadores, em conformidade com a legislação atual. fonte   ,jornalista .Brunela Maria http://estrutural.weebly.com/

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